A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

sábado, dezembro 31, 2005

Morto-vivo

Mataram-me no :ilhas. Passaram-me a espada. Traçaram-me.
Fogo, já não se pode parar uns dias para reflectir um pouco.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

De Regresso

Eu, ideologicamente socialista por natureza, sportinguista por opção e professor de Educação Musical, por prazer, confesso-me perante toda a comunidade bloguista daqui e de além-mar:
Dado os acontecimentos dos últimos tempos relacionados com a minha natureza ideológica, opção clubista e vontade profissional, confesso que tenho tido algumas dificuldades em conseguir comentar ou relatar seja o que for. Na esperança (gostaria de ter a certeza) de que 2006 vai ser um ano melhor, ou pelo menos que as coisas não piorem, retomo a actividade bloguista.
Aproveito para anunciar que a partir da próxima semana, mês ou ano, como preferirem, o Cowboy Cantor vai passar ser em formato de rádio. Mais pormenores no sítio do costume.
A todos os bloggers, familiares e amigos, um grande 2006 (em 2008 vamos ter um ano maior ainda).

sexta-feira, outubro 28, 2005

Marca Amarela

“Cavaco durante seu legado de primeiro-ministro entre 1985 e 1995, deixou sua marca no tecido social de Portugal tal como um cão que urina num poste.” (vermelhoFaial, num comentário no Gado Bravo).

Confesso que comparar o Aníbal com um cão será um pouco forte, mas a forma como os Açores foram tratados durante o reinado algarvio, só nos poderíamos sentir como um poste que só serve para os quadrúpedes alçarem a perna, e urinarem.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Existe Um País (muito semelhante a Portugal)

Anda um texto a circular pelas caixas electrónicas de muita gente, texto este que já foi publicado também no Gado Bravo. Este texto faz referência a um país não identificado, mas devido a tantas semelhanças com o nosso rectângulo, somos mesmo tentados a acreditar que o texto em questão fala mesmo de Portugal.
Depois da reunião que acabei de ter, uma daquelas reuniões que os professores têm, que não vêm incluídas no horário de 26 horas, e que portanto são horas extraordinárias, logo não são pagas, porque os professores não recebem nunca horas extraordinárias, descobri um facto digno de registo, e que apetece mesmo acrescentar ao tal texto com o nome de “Existe Um País…”:

Existe um país onde há escolas que, num dos parâmetros de avaliação da disciplina de Educação Física obriga os alunos a tomarem banho depois de participarem na referida aula, sendo por isso o professor da disciplina obrigado a dar 10 a 15 minutos no fim da aula. Desta forma os alunos tomam banho, e não correm o risco de chegarem atrasados à aula seguinte.- o facto digno de registo segue no próximo parágrafo.
Existe um país que tem Educação Física como disciplina obrigatória, mas que em certas escolas há apenas um campo de jogos de cimento a céu aberto, onde não há instalações balneárias. Desta forma os alunos ficam impedindos de cumprir um dos princípios básicos da higiene, da boa educação, e também de serem avaliados num dos parâmetros da disciplina: tomar banho depois das aulas.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Produtividade XXI

Conceito de produtividade do século XXI: Uma sala de professores com capacidade para 20 docentes, com 35. A fazer o quê? A conversar, a ouvir música, a navegar na Internet ou a actualizar os blogs.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Segundo Mandamento (e não falo mais no assunto, por enquanto)

O segundo dos Dez Mandamentos da Lei de Deus diz “Não invocar o santo nome de Deus em vão”, mas isto é mesmo para dizer: Louvado sejas, oh meu Senhor!.

terça-feira, outubro 18, 2005

E também...

... o Cowboy Cantor se associa à constipação do Sporting, e aproveita para fazer mais uma sugestão musical.

Constipação 2

Já estou um pouco melhor.
Confesso que a eliminação deste vírus que me causou a constipação deixa-me um pouco triste, porque depois da saúde que se respirou no ano passado em Alvalade, não havia necessidade de acabar assim. Vamos ver se o anti-vírus será eficaz.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Constipação

Acordei por volta das 10 da manhã. Isto de começar as aulas às 11:55 de Segunda-feira dá muito jeito a quem está constipado.
Liguei o rádio, e nada. Troquei de estação, e nada. Liguei o computador, entrei na Internet, andei às voltas pela rede durante uma meia hora, e nada.
Tudo na mesma: Dias da Cunha continua a ser o presidente do Sporting Clube de Portugal, os Andrades e companhia continuam a fazer parte da administração, e o José Peseiro continua a ser o treinador da equipa de futebol.
Pode ser que logo à tarde esteja melhor da minha constipação.

domingo, outubro 16, 2005

Da Fama e do Proveito

Uma das coisas que menos gosto no desporto em geral, e no futebol em particular, são as injustiças. Injustiças dos resultados, a injustiça de ter de haver sempre um vencedor, a injustiça da fama que alguns jogadores têm, e vai-se a ver não são mais do que modelos que tentam jogar futebol.
Serve o parágrafo anterior para dizer que acho muito bem que o Nuno Gomes ande a marcar golos. Só não me apetecia que fosse o melhor marcador do campeonato. Mas sim senhor, tem a fama de ser um grande jogador, porque não há-de ter o proveito?
Só fico é a pensar: se Portugal tivesse que ganhar por 4-0 à Letónia, com os golos que o Nuno Gomes falhou, não iríamos a lado nenhum.
Go Nuno, Go!

quarta-feira, outubro 12, 2005

segunda-feira, outubro 10, 2005

Goleada

Como poderão comprovar aqui, com 671 votos (64,27%), contra 311 (29.79%), fica a Assembleia de Freguesia democraticamente e irmãmente dividida em 6 mandatos para uns e 3 para outros. Eu sou um dos seis.

E Agora História dos Cartazes

Sem querer entrar em cumplicidades ideológicas com um, ou outro partido, conto a próxima história que tem vindo à minha memória nestes dias de grande agitação política. Aliás, até já soube de alguns episódios recentes, com dias, que poderiam se assemelhar a este que vou contar, com a diferença que as personagens mais recentes tiveram um acto de puro vandalismo e atitude antidemocrática.

Há uns anos, na Maia por alturas de umas eleições, não sei bem se legislativas nacionais, se regionais, um simpatizante do Partido Comunista, por brincadeira, achou que deveria colar um cartaz do seu partido mesmo junto a um do Partido Social Democrata. Nada de anormal, se não fosse o facto de este cartaz estar colado na parede da casa daquela que é sem dúvida alguma a adepta mais ferrenha do P.S.D.
Claro que a situação passou-se durante a noite, e ainda teve direito a que fosse gritado em voz alta, por parte de quem colou o cartaz do P.C., o nome de uma pessoa que na altura estava em casa:
- Foge Roberto, que ela já percebeu que és tu!
Para além da revolta da senhora de ter colado junto ao seu “Jesus” um “Demónio” (designações dadas pela própria), o caso agravava-se por o dito Roberto ser seu parente.
Depois de muito praguejar contra tudo o que fosse vermelho, um irmão seu entra em casa, ao que é ordenado:
- Vai lá fora, e arranca aquele papel.
O homem dirigiu-se à porta, olhou para a parede, e depois de pensar uns segundos, fixando os dois cartazes, grita:
- Qual deles?
Grita indignada lá de dentro a senhora:
- Oh homem, é o mais feio.
Uns segundos depois o homem voltou para dentro todo satisfeito com o cartaz do P.S.D.

sábado, outubro 08, 2005

Reflexão

Até estava para contar uma história relacionado com cartazes, políticas e partidos, mas hoje vou ficar em reflexão.
Tenho de aproveitar estas últimas horas antes das eleições porque, depois de Domingo posso ser um membro da Assembleia de Freguesia da Maia, esta alegre e bem disposta freguesia que alguns pensa que é triste por não ser vila.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Paulinho das Feiras, Espero Por Ti

Estive ontem à conversa com um camarada meu. Camarada ideológico, como o Zé Couto gosta que se diga, para não ser confundido, penso eu, com camarada partidário.
O assunto da conversa foi inevitavelmente as próximas eleições autárquicas, e também as presidenciais do próximo ano.
Estivemos a falar de todas as trapalhadas que têm havido nas candidaturas à esquerda.
Chegamos então a uma conclusão: temos uma certa esperança que o Paulo Portas se candidate também.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Resposta Sentimental

Quando tenho dito aos meus amigos que gosto muito da escola das Furnas, é porque realmente gosto muito da escola, dos alunos, dos colegas, e até das funcionárias.
São pequenos episódios como este que vou contar que me fazem ter a certeza que ali, mesmo estando por cima da falha Fogo-Congro, estou muito bem.
Hoje numa aula do 7º ano pus duas versões do “Circo de Feras”, tema original dos Xutos & Pontapés.
A primeira versão era dos Ornatos Violeta, e a segunda era dos próprios autores do tema, mas na versão acústica.
Notei que à primeira audição da versão acústica, uma das minhas alunas começou a chorar. Diz ela que são males de amor.
Depois de lhes ter pedido que fizessem uma análise por escrito a cada uma das versões, propus que cada um escrevesse em algumas linhas as principais diferenças entre as duas versões.
Não dá para resistir a esta resposta:
A segunda versão faz a Sofia chorar, mas a primeira versão não faz.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Sugestões Para Sábado

Duas sugestões para este Sábado, dia 24 de Setembro.
Na Maia vai ser apresentado o projecto da reabilitação da Mata do Dr. Fraga, na estrada dos Barreiros, Achada das Furnas. A apresentação do projecto inclui um churrasco oferecido pela junta de freguesia local, e começa ao meio-dia.
Também na Maia, mas na freguesia, vão ser recriadas cenas da apanha do trigo, do tabaco e do chá, na antiga fábrica do tabaco, futuro museu do trigo e do tabaco. Começa às duas, e vai ter a presença do grupo folclórico da Porto Formoso.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Existir



Ainda não penso, mas já existo. (Marta*, 1 dia)


* E podem me chamar à vontade tio babado. Tenho razões para ser.

Maldição

E já lá vão três.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Aniversário Muito Especial

Hoje há um aniversário muito especial no Cowboy Cantor

terça-feira, setembro 06, 2005

Em Português, Please

Continua-me a incomodar, e vai me incomodar durante algum tempo, o facto de no nosso dia-a-dia usarmos palavras estrangeiras, quando em português temos palavras mais bonitas que equivalem às estrangeiras que estamos a usar.
Há agora uma moda de substituir alguns termos desportivos, por palavras inglesas.
Tenho seguido com alguma atenção o U.S. Open (escrevo U.S. Open, e não Torneio Aberto dos Estados Unidos, porque é de facto o nome próprio do torneio), e tenho ouvido algumas expressões que não têm razão de ser.
Para além dos habituais termos referentes às pontuações (set, match point, break point, set point, smash), com os quais não discordo totalmente, embora poderíamos usar português de Portugal para substituir alguns (partida, ponto de encontro, quebra de serviço, ponto de partida). Tenho notado que alguns jornalistas têm tido esta preocupação de substituir os termos ingleses por portugueses, mas uma grande maioria continua a usar os termos em inglês.
No entanto o que mais me tem causado algum arrepio é a moda de quando um jogador faz uma grande jogada, logo a seguir o público levanta-se e faz uma “standing ovation”. Porquê? Que tal uma “ovação de pé”? Fica mais chique em inglês? Sinceramente, eu não acho.
Mudando de desporto, a moda agora do nosso querido Gabriel Alves é chamar “playmaker”, aos jogadores como o Deco, que não são mais do que organizadores de jogo.
Há também a moda dos “off-sides”, ou das “entradas a pés juntos que colocam algum perigo”.
Cá para mim que ficaria fora-de-jogo seria muitos jornalistas que todos os dias invadem as nossas casas com as suas fabulosas asneiras.

domingo, setembro 04, 2005

Nova Época

Está aberta a época 2005-2006 no Danialice.
Nesta época, que será a segunda do Danialice e do seu irmão Cowboy Cantor, os textos serão pensados nas viagens entre a Maia, a minha casa de sempre e para sempre, e a Povoação.
Pois é, este ano vou dar aulas para o lado sul da ilha. Já estive no lado Oeste, Ginetes. Passei para o oposto de São Miguel, Nordeste. E neste ano fico no sul, Povoação. Para o ano que vem talvez o Norte. A ver vamos. Enquanto não ficar efectivo, eu como centenas de professores, havemos de andar de um lado para o outro, armados caixeiros-viajantes à procura de local para instalar a banca.
E por falar em caixeiros-viajantes, parece que para o ano que vem os concursos dos professores vão ter uma nova solução: contratos de pelo menos 4 anos.
Qualquer solução que se apresente em relação aos concursos dos professores será sempre polémica, porque existirão sempre questões que prejudicarão os professores. Esta não fica atrás.
Se por um lado esta medida cria condições para um professor de 1º ciclo poder acompanhar os mesmos alunos do primeiro ao quarto ano de escolaridade, por outro lado, dificultará a possibilidade de um professor poder ser colocado o mais breve possível perto da sua área de residência. Esta sim deveria ser a primeira prioridade na colocação dos professores.
Em primeiro lugar, as colocações deveriam ser feitas de acordo com a área de residência dos professores em questão. Assim, um professor de São Miguel estaria mais classificado para ser colocado em Ponta Delgada, do que um professor da Terceira. Da mesma forma que um de Lisboa seria mais facilmente colocado no Casal Ventoso (com a graça de Deus, tudo corria bem ao docente), do que um professor do Porto, que este poderia ficar no Bairro de São João de Deus.
Quanto à questão dos contratos de 4 anos, deveria ser de outra forma. Em vez de um professor ser colocado numa escola durante 4 anos, obrigatoriamente, o contrato deveria ser feito como se costuma fazer com os jogadores de futebol, mas ao contrário. Ou seja, contratos de um ano, mais três de opção.
Assim, seria mais fácil para os professores poderem ir concorrendo todos os anos, até ficarem perto de uma área da sua residência, ou numa escola que por outras razões, que não geográficas, os agradasse.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Aviso

Só para avisar que estou de férias, caso ainda não tenham reparado.
Informo os meus simpáticos, e indispensáveis leitores de que volto a 1 de Setembro.
Bem haja.

segunda-feira, julho 25, 2005

O Dia do Tiago

Hoje faz anos o Tiago Goulart, companheiro no Como Um Força.
O Cowboy Cantor associa-se à festa.

domingo, julho 24, 2005

A História Repete-se

Durante 19 anos, incluindo 7 na universidade, fui estudante (pelo menos estava inscrito nas aulas), e sou professor há dois. E todos os anos, todas as vezes que me pediam um trabalho, deixava sempre para a última hora. Todos os anos a conversa de sempre: "Para a próxima começo mais cedo, para não ter de fazer tudo sob pressão".
Cá estou eu a três de entrar em férias oficialmente a fazer o meu "Documento de Reflexão Crítica da Actividade Docente", pois devido ao Artigo 42 do Estatuto da Carreira Docente, todos os professores contratados deverão fazer um relatório auto-crítico a respeito do seu desempenho.
Gostaria muito mais de fazer um relatório hetero-crítico a respeito do sistema de educação português, e a respeito do estatuto da carreira docente.
O grande problema destes documentos de reflexão é que por mais voltas que se dê, por mais que se faça ao longo do ano, por melhor que se saiba escrever, por tudo e por nada, se o relatório for entregue no prazo, o professor contratado receberá a mercida (?) nota de "Satisfaz".
Eu não acredito que sou um professor "Satisfaz", até porque se tivermos a escala que se usa para avaliar um teste do 2º ou 3º ciclo, "Satisfaz" corresponde àquele teste que tem uma cotação entre 50% a 75%. Não sou convencido, mas o que eu sofri com certas casmurrices, e maus comportamentos de certos alunos não merece a banal nota "Satisfaz". A amizade mútua entre os meus alunos e eu não merece um "Satisfaz". As coisas bonitas que consegui fazer com os meus alunos não foram satisfatórias, foram muito mais do que isto.
O mais interessante, e soube disto na semana passada, se um professor contratado quiser ser avaliado em mais do que "Satisfaz", ou seja, se quiser que o seu relatório seja realmente lido, deverá fazer um requerimento por escrito. Era muito para eles, lerem o que eu escrevo.

segunda-feira, julho 11, 2005

O Feitiço Contra O Feiticeiro

O meu dia-a-dia passa necessariamente pelo contacto com crianças, e sendo um professor, tenho sempre a preocupação de ensinar às crianças com quem convivo regras de boa educação. Às vezes sou surpreendido, pela positiva, por alguns comportamentos que certos alunos têm, o que mostra que trazem uma educação saudável de casa.
Também acontece encontrar crianças que, para além de serem bem-educadas, são tão espertas que até conseguiriam enganar o Diabo.
Uma vez num ensaio do coro da Maia, estava o filho de uma dos elementos, o Henrique, de 4 anos.
Andava pela igreja com um pacote de bolachas na mão, nas suas brincadeiras de 4 anos. Ao fim de quase duas horas de ensaio, não resisti, e chamei-o:
- Henrique, deixas-me comer uma bolacha?
Vi nos lábios dele um sorriso matreiro, e os olhos até mudaram de cor:
- Desculpa, não percebi?
Ao ouvir isto, com a expressão que o Henrique estava a fazer, eu é que percebi o que ele queria. Então reformulei o pedido:
- Henrique, deixas-me comer uma bolacha, se faz favor?
-Ah, já percebi. Tira.

domingo, julho 10, 2005

Festa de Anos no Cowboy Cantor

Hoje faz anos a Juliana Ávila, da Tuna Universitária Corsários dos Açores.
Passemos pelo Cowboy Cantor para lhe dar um beijo.

sexta-feira, julho 08, 2005

quarta-feira, julho 06, 2005

Festa de Anos no Cowboy Cantor

Vamos todos desejar um feliz aniversário à Vera.
O Cowboy Cantor dá uma ajuda.

domingo, julho 03, 2005

Conflitos No Cérebro

Para ler o mais rápido possível:

Sguedno um etsduo da Uinvesriadde de Cmabgirde, a oderm das lertas nas pavralas não tem ipmortnacia qsuae nnhuema. O que ipmrtoa é que a prmiiera e a utlima lreta etsajem no lcoal cetro. De rseto, pdoe ler tduo sem gardnes dfiilcuddaes... Itso é prouqe o crebéro lê as pavralas cmoo um tdoo e nao lreta por lerta.

nota: recebido por correio electrónico.

quinta-feira, junho 30, 2005

SEXO

Aqui há pistolas de sexo

O Tempo Que Passa

Ontem, sentei-me à mesa de um restaurante aqui da Maia com o Carlos Sousa, dos Belaurora, com o meu pai, com o José Francisco Costa, e outros ilustres anónimos para a sociedade, mas que cá em casa são grandes amigos.
Estávamos na conversa, e quando dei por mim já estava o Carlos Sousa com o seu bandolim, o José Francisco Costa com um violão, e eu a roer-me de inveja, dei um saltinho a casa, e vim buscar o meu cavaquinho.
Lá estivemos nós a tocar temas populares açorianos, de Portugal continental, rapsódias populares, fados e baladas de Coimbra. Entre outras coisas.
Sempre tive uma paixão por canções de intervenção. Uma das coisas que mais prazer me dá é sentar-me com pessoal mais velho, tocar e cantar canções do José Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco, entre outros.
Não me lembro de já ter tocado a Trova do Vento Que Passa. Talvez por nunca ter tido coragem de a cantar, ou por nunca ter encontrado alguém que se quisesse arriscar a cantar uma das melodias mais comoventes da música portuguesa, à qual se associa um dos poemas mais bonitos que eu conheço. De Manuel Alegre o poema, de António Portugal a música, e de Adriano Correia de Oliveira a primeira gravação.
Assim, sem aviso, sem preparação, sem sequer dizer o tom, o Carlos Sousa começou a tocar o solo da guitarra portuguesa, e eu mais o José Francisco Costa lá fomos atrás dele. Para os mais curiosos, tocámos em Ré maior.
Inconscientemente, dei por mim a tocar a Trova do Vento Que Passa, enquanto o Carlos a cantava. E se cantava.
Confesso que me estava a sentir emocionado. O grande choque foi quando acabámos:
- Hoje em dia já ninguém canta isto.
A esta observação do Carlos Sousa, respondeu imediatamente o José Francisco Costa.
Interpretem esta observação como quiserem. Eu vejo-a como uma forma de aviso às gerações futuras:
- A questão é saber se alguém vai cantar isto daqui a uns anos.

O Cowboy Na Rua

O Cowboy Cantor dança na rua.

quarta-feira, junho 29, 2005

Cidade Quase Fantasma

Não sendo um habitante orgulhoso de pertencer ao concelho da Ribeira Grande, não deixa de ser um pouco frustrante acordar no dia de S. Pedro, e ter de fazer a viagem Maia-Pedreira do Nordeste logo pela manhã. Como sabem hoje foi feriado no concelho.
Logo pela manhã ouvi este comentário do presidente da câmara:
- A Ribeira Grande vai parar par ver as Cavalhadas.
Acho piada que o presidente da Câmara da Ribeira Grande diga que a cidade parou para ver as Cavalhadas. Primeiro, porque na condição de presidente da câmara deveria falar sempre em concelho, e não cidade, mas isto já é habitual, e pelos vistos nunca irá se lembrar que há mais concelho para além da Ribeirinha. Segundo, porque uma cidade que vive parada, não pode parar.
No Domingo à noite estive a tocar na Ribeira Grande. Eram 11 da noite quando acabei de tocar. Subi até ao jardim da cidade, e estava vazio. Olhei em volta e estava tudo fechado. Nas ruas não se via ninguém. Eu pergunto: Que vida haverá numa cidade que fecha às 11 da noite, quando estão a decorrer as festas em honra do seu padroeiro?
Giro, giro, foi ouvir da boca de um dos elementos do grupo:
- O sr. presidente vai-me desculpar, mas é escusado fazer coisas nesta cidade, porque as pessoas não aderem. Não querem saber. A Ribeira Grande não passa disto: uma cidade parada.
Não sou o responsável por estas palavras dirigidas a António Pedro, mas revejo-me nelas. A Ribeira Grande não evolui. Evolução pode ser progresso, ou retrocesso, mas a Ribeira Grande, cidade está parada.

segunda-feira, junho 27, 2005

domingo, junho 26, 2005

Abrazados Pelo Fogue

Enquanto uns têm o luxo de levar o portátil para o jantar do seu 2º aniversário, e assim enviar um texto sobre o mesmo mal cheguem a casa, outros tiram notas para o telemóvel, e às 3 da manhã não conseguem escrever.
Bem me avisou o Nuno Barata de que poderia usar o wap, ou o gprs do telemóvel para actualizar o blog. O orçamento não dá para tanto. É que o homem é doutor para a comunicação social, é arquitecto nas relações profissionais, e é engenheiro quando está de férias nas Furnas. Eu sou sempre um professor. Às vezes sou o professor de música, outras vezes apenas um professor. De qualquer forma o meu orçamento é de professor, logo, esta coisa de wap e gprs é só para quem pode.
Estive no jantar, e tenho a prova em casa, uma t-shirt comemorativa, oferecida pelo próprio Nuno Barata aos presentes. Se bem que vi alguns a sair com três ou quatro t-shirts debaixo do braço. Insisto na palavra t-shirt, porque segundo o próprio aniversariante, “camisa é aquela coisa de marca Durex, e com sabor a morango”. Por respeito ao Mário Rui, desculpem, queria dizer Mário Roberto, que pintou o cabelo de preto para um filme, a citação fica entre aspas, e não entre comas.
Finalmente descobriu-se o lado visível dos Sentidos Ocultos com a presença da sua autora, a Vera Cymbrom. Ficou a ideia que depois das t-shirts do foguetabraze, virão as cuecas fio dental dos Sentidos Ocultos, uma vez que “sabemos que o fio está lá, mas está oculto”.
Já para o fim do jantar, depois de algum vinho, o Mário Roberto (não consigo pensar nele sem me lembrar dos robertos, aqueles bonecos cabeçudos. Não por achar que o Mário é um cabeçudo, mas porque o homem está sempre alegre, e contagia quem estiver à sua volta), descobriu, com um grande EUREKA, que o Alexandre Pascoal, de perfil, mas de perfil da esquerda, é parecido com o Bob Dylan.
As coisas aqueceram quando, e de novo o cabeçudo, o Mário se meteu com a respeitável senhora companheira do João Nuno Almeida e Sousa, mais conhecido por JNAS. Já o Mário estava a arregaçar as mangas quando, o Pedro lhe chamou a atenção:
- Oh Mário, achas que és mulher para ela?
Cá para mim, a culpa de tanta algazarra, e trapalhada foi deste senhor aqui. Bebemos durante a noite toda um vinho excelente, São Miguel, escolhido pelo Paulo Pacheco.
Já agora, fiquem sabendo que o Nuno Barata já não tem o três. Se alguém o vir por aí, devolvam-no. O seu portátil agradece.

sábado, junho 25, 2005

Será Que Ele Vai?

A uma hora do jantar de aniversário do Foguetabraze, pergunto-me se será desta que vou ter a amável oportunidade de conhecer o Anónimo.

Só Vendo



Acreditem, este carro está estacionado.
Assim esteve pelo menos duas horas, acreditem.

quinta-feira, junho 23, 2005

Pateta!

No meio disto tudo, sinto-me um pateta, que trabalha para uma classe pateta, que é chefiada por gente… cala-te boca, que amanhã não sabes onde vais estar.

Estão de volta...

e eu vou lá estar!

quarta-feira, junho 22, 2005

O Desafio do Paralelepípedo

Tenho um par de colegas que gostam de me mostrar os cadernos, e fichas dos seus alunos. Entre uma dança, e uma canção, lá vou dando uma espreitadela nas contas e textos dos meus alunos.
Terça-feira propus a umas turma do 3º e 4º ano que fizéssemos o jogo do telefone. Não estava à espera de outra resposta que não fosse um sonoro e alegre “SIIIIIM!”.
Nem de propósito, um dos meus colegas chama-me, e mostra-me uma ficha de matemática de uma aluna de 10 anos:

Questão 3: Imagina que estás ao telefone, e tens um paralelepípedo na mão. Tenta descrever objecto ao teu amigo para que possa saber qual é, sem dizer o nome do objecto.

Resposta: Quem está do outro lado do telefone nunca vai adivinhar que eu tenho um paralelepípedo na mão.

Pergunto eu agora: Não estará esta aluna deslocada? Não seria necessário criar um programa especial para esta aluna? Mas um programa que pudesse incentivar o desenvolvimento da forma de pensar. É que se com dez anos ela dá respostas destas (consciente, ou inconscientemente), com um estímulo intelectual, acredito que daqui a uns anos, estaremos perante uma das maiores pensadoras açorianas.

nota: Sendo a música considerada um estímulo intelectual, sinto-me responsável pela forma de pensar de certos alunos meus.

segunda-feira, junho 20, 2005

Hellas

Posted by Hello


Esta já podemos atirar à cara dos Gregos. Eles têm a mania que estão sempre à nossa frente nas estatísticas. Ou será que nós é que temos a mania que estamos sempre a trás deles?
Ora vamos lá fazer uma estatística de países que já tiveram pilotos de fórmula 1 no pódio. Hum, quem é que fica a ganhar?

domingo, junho 19, 2005

Papa Lá Esta

Posted by Hello


Podia fazer um comentário político a respeito deste desenho. Podia tentar tirar daqui um moral da história. Podia dizer muitas coisas a respeito das capacidades artísticas do Rui Pimentel, o homem dos desenhos na Visão. Podia dizer muitas coisas, mas com o receio de não estar à altura de tal obra de arte (entenda-se isto como um elogio ao desenho, e não ao desenhado), vou apenas referir-me à minha reacção (à altura do desenhado) quando vi pela primeira vez o desenho:
Caguei-me de tanto rir.

sábado, junho 18, 2005

O Cowboy Sugere

Lembram-se daquele carequinha? Não, não é o que tem nome de cachalote. É aquele que tem cabeça de abóbora.
Está aqui mais uma recordação.

S

Parece que há aí um movimento para um novo acordo gramatical.
A moda agora é os jornalistas desportivos referirem-se ao téni do pé esquerdo, e ao téni do pé direito.
Senhores jornalistas, quando vocês estão a tirar notas, usam uma esferográfica, ou usam um “lápi”?

quarta-feira, junho 15, 2005

A Eva Existe

Nós a pensar que a Eva era apenas uma personagem de ficção bíblica (acreditem no que quiserem), e que vivia no Éden. Afinal, vive na Maia, e já aderiu à blogosfera, e tem uns delírios muito interessantes.
Procura-se o Adão.

Momentos de Camarada

Vinha a caminho de casa, depois de mais um cansativo dia de aulas, e como sempre, estava a ouvir as notícias. Quer dizer, eu queria ouvir as notícias, mas estava a dar um especial sobre o funeral do Álvaro Cunhal.
Estava concentrado a ouvir a sua primeira entrevista depois de ter regressado a Portugal após a revolução. Dei por mim, e estava a cantar a “Grândola, Vila Morena”.
Lembrei-me, e nunca mais me esqueço, que um dia cruzei-me com o Álvaro Cunhal na Escola Superior de Educação de Setúbal, e perguntei-lhe:
-Acha que a minha liberdade acabará quando começar a sua?
Com um olhar de grande fraternidade, igualdade e amizade, respondeu-me (e nunca mais me esqueço):
- Serás sempre um homem livre, enquanto puderes pensar.
Até amanhã…

segunda-feira, junho 13, 2005

Bela Cena

Bela cena a que nos conta o nosso amigo Cowboy.

Esclarecimento (ou Manisfestação Pública de Amizade)

Certa camarada minha não gosta que a trate por Sofia:

Cara camarada,
Não vale a pena exaltações, nem amuos.
Sofia, como deves bem saber, quer dizer sabedoria. Filosofia, como deves saber, quer dizer amizade à sabedoria. E um filósofo é um amigo da sabedoria, logo é um amigo de Sofia.
De cada vez que te chamar Paula Sofia, compreende que estou a salientar a minha amizade que tenho por ti.
Além do mais, gosto muito do teu segundo nome, por isso, considera um elogio eu chamar-te Paula Sofia.

Eugénio de Andrade 1923-2005

Já estava a sair do quarto quando ouço esta. Isto é muito forte logo de manhã.

Álvaro Cunhal 1913-2005

Esta não é uma notícia que se ouça às 8:45 da manhã. Um homem como Álvaro Cunhal não devia desaparecer assim sem mais nem menos.
Com Álvaro Cunhal morre também o mais genuíno do comunismo português. Talvez o único comunista verdadeiro português nos tempos de hoje.
Não podemos ficar indiferentes, independentemente das nossas ideologias políticas, à morte de um homem que acima de tudo lutou pela liberdade, pelos direitos e pela justiça.

Forte Dor (título influenciado pela minha nobre camarada Paula Sofia Leal)

A próxima descrição fi-la num comentário ao texto IV Semana Cultural da Maia, no Foguetabraze, mas não vos quero privar desta minha alucinante descrição criada às 3 da manhã, depois de um fim-de-semana de congresso, e véspera de um plenário sindical:

Sou licenciado. Tudo bem. Mas sempre que ouço Dr. Rodrigo de Sá, entra-me um arrepio pelo ouvido direito que dá uma volta completa ao aparelho auditivo, desce pelas vértebras e costelas, uma a uma, dá uma volta à cintura, estremece-me os joelhos, ganha velocidade e bate com toda a força na ponta do dedo grande do pé esquerdo, o que lhe provoca um efeito de ricochete, e volta para cima mais lento, o que faz com que a dor seja maior, para finalmente sair pelo ouvido esquerdo.

sexta-feira, junho 10, 2005

Enquanto Há Festa

Enquanto a Maia está em festa. Enquanto há música, há comida, há cultura, tudo a propósito da IV Semana Cultural da Maia, preparo-me para passar o fim-de-semana num hotel.

O Cowboy Ao Vivo

Mais pormenores no sítio do costume.

Em Dia de Luís, Lembro Afonso

Lembro-me muito bem do dia em que soube que ia passar férias em Lisboa pela primeira vez. Tinha 10 anos:
- Que coisas é que gostavas de ver em Lisboa? – perguntou-me a minha mãe.
- Gostava de ver o campo do Sporting, e o castelo do D. Afonso Henriques.

Hoje reparei na capa da edição do mês de Julho da revista Selecções do Reader’s Digest. O destaque ia para um artigo que se chama O Melhor da Europa. É uma selecção do melhor que há por esta Europa fora no que diz respeito lugares, aventuras, monumentos, festivais, hotéis, comidas, entre outras coisas.
Curioso saltei logo para a página do referido artigo, e começo a ver coisas muit giras, muito interessantes. Pensei: “Claro, Portugal nunca entra nestas coisas.”
Um pouco espantado, mas com a certeza de que é justo, olhei para uma fotografia muito familiar. Sem ler as legendas, fui tentando identificar de onde conhecia tais formas, e claro, era o castelo de São Jorge.
Sendo um admirador de D. Afonso Henriques, e tendo como o referido castelo um dos meus monumentos preferidos, não posso deixar de ficar indiferente a esta escolha de um conjunto de jornalistas internacionais.
É por estas pequenas coisas que acredito que Portugal ainda tem uma palavra a dizer na Europa.
Que venha então esta oportunidade para dizer a tal palavra. Será que temos para dizer a mesma palavra que outros países já disseram?

terça-feira, junho 07, 2005

Peito Cheio

Não sou vaidoso, nem convencido. Tenho a consciência de que apenas sou mais um que tem um blog. Mas, sempre que vejo o Danialice ou o Cowboy Cantor referidos em outros blogs, encho o peito e fico cheio de mania. O mesmo deve acontecer a tantas outras pessoas que têm os seus blogs mencionados noutros blogs.
Às vezes nem faço a ideia de quem é o autor do blog que faz referência aos meus dois blogs, mas não deixa de ser sempre um motivo de orgulho alguém dar destaque aos meus cantinhos, que são apenas duas gotas neste mar imenso que são os blogs açorianos.
Desta vez o Danialice vem referido no Planeta Açores, que está em linha desde o dia em que acabou o campeonato nacional da primeira divisão de futebol.
Segundo Milton Gago da Câmara, o autor deste planeta, e passo a citar, “o Planeta Açores reúne actualmente um conjunto dos blogs açorianos com bastante relevo”.
Até fico corado.

segunda-feira, junho 06, 2005

Talvez Não Tenha Sido Neste Planeta

Estou a tentar começar este texto com um comentário à situação que vou descrever, mas não encontro palavras que possa adequar a uma situação como esta.
Às vezes passo os olhos pelas revistas cor-de-rosa para elevar a minha auto-estima intelectual, apanha-se com cada asneira, que o melhor é mesmo pensar: em comparação com esta gaja, sou um ser supremo intelectualmente.
Hoje li que a Wanda Stuart, sobre a qual não me atrevo a fazer comentários aos seus dotes (?) artísticos, conheceu o actual namorado numa viagem aos Açores, quando veio actuar no Coliseu São Micaelense (!?). Na altura o Nelson, o homem da mulher, era guia de safaris em São Miguel, e conheceram-se os dois num safari em que o Nelson mostrou a ilha à Wanda.
Como se pode reagir a comentários destes? Acusando a entrevistada de falta de informação, ou acusando os responsáveis pela entrevista?
Ou a Wanda Stuart sofre de dislexia cognitiva (nem sei se isto existe), e não sabe o que é um safari, ou então o entrevistador (que não me atrevo a chamar de jornalista, para não ofender os que realmente o são) sofre de uma ignorância anormal, e deixou passar aquela do safari em São Miguel.
Quanto ao Coliseu São Micaelense, quero acreditar que foi apenas um engano do momento.

domingo, junho 05, 2005

Instante

A fotografia não é de mestre, mas um morcego às 10 da manhã não é coisa que se veja todos os dias.
Estava este morcego perdido no parque da Pedreira do Nordeste. Disparei 18 vezes, mas só o consegui apanhar nesta.
De qualquer forma, desafio um profissional a tirar uma fotografia a um morcego durante o dia. Posted by Hello

segunda-feira, maio 30, 2005

Como Quem Não Quer A Coisa

Assim como quem não quer a coisa, relembro todos os meus amigos, conhecidos e frequentadores do Danialice que a minha namorada se chama VITÓRIA, e que tirei o curso em SETÚBAL.
Apenas uma curiosidade que é sempre bom lembrar aos mais desatentos.

terça-feira, maio 24, 2005

Bem Feito

Como se diz na minha terra "Oh, muits bom fête", que é como quem diz "Bem feita".

Reparação Especial

Tenho um primo que tirou um curso de reparador de electrodomésticos. Dá sempre jeito ter alguém na família que possa resolver os problemas do dia-a-dia.
Hoje fui à oficina levar um transmissor de uns auscultadores sem fios, para que ele me soldasse a antena.
Ele fez as suas peripécias. Soldou, colou, montou, voltou a soldar, limou um excesso de solda, enrolou a antena em fita-adesiva, e ainda me prometeu pintá-la da cor que eu quisesse.
Cheguei a casa, e fui experimentar o resultado final:
- Hei primo, os auscultadores estão a funcionar melhor de que antes. Deve ter sido do tunning que fizeste na antena.
- Com o tunning não se brinca. – respondeu ele - Foi bom os auscultadores não começarem a voar sem cair no chão.
Fico com medo de voltar lá. Qualquer dia levo-lhe um cabo de guitarra, e ele devolve-me uma mesa de mistura.

segunda-feira, maio 23, 2005

Acabou-se (por enquanto)

Posted by Hello


Começam aqui neste texto as férias futebolísticas do Danialice.
Confesso que vão ser umas férias um pouco amargas. Muitas coisas ficam por dizer, outras tantas por ganhar.
O importante será neste momento saudar os vencedores.
Quero saudar os meus amigos, e frequentadores deste blogue, adeptos do Benfica. Por eles, por serem meus amigos, merecem tudo de bom. E o tudo de bom que os meus amigos merecem, passa por terem uma melhor equipa. Este Benfica foi, a meu ver, um dos piores dos últimos 12 anos.
Aos vencidos, uns por culpa própria, outros por falta de melhores argumentos para ganhar, é acreditar que as coisas podem correr melhor do que este ano.
Quanto à Taça de Portugal: Desenrasquem-se, uns e outros. Aqui, o futebol vai de férias.

quinta-feira, maio 19, 2005

Investigação

Tenho andado a investigar. Já falei com a minha irmã que é professora de Inglês. Já falei com jornalistas. Já falei com jogadores profissionais. Tenho lido muitas coisas, e finalmente cheguei a uma conclusão:
Já sei como se deve escrever em português correcto a palavra inglesa penalty, ou no plural penalties.
Em português correcto deve-se escrever grande penalidade, ou grandes penalidades.

Discussão

Tive uma discussão com a minha mãe. Para quem me quiser apoiar, ou atacar, estão aqui os pormenores.

quarta-feira, maio 18, 2005

sexta-feira, maio 13, 2005

Uma Nova Lisboa

Posted by Hello

Já não vou a Lisboa desde Fevereiro.
Nunca pensei que em tão pouco tempo a cidade mudasse tanto.
Há já uma terceira ponte sobre o rio, a qual fica uns metros depois do C.C.B., no sentido este-oeste. E onde havia uma torre, a de Belém, agora há um farol.
Também gostava de saber qual foi a mente iluminada que deixou que se atracasse navios ao lado do Padrão dos Descobrimentos.
Se não fosse esta fotografia da revista "Turismo e Negócios", do Brasil, não ficaria a conhecer a nova cara de Lisboa.
Gostei de saber que a maioria da arquitectura lisboeta é de estilo gótico.
"O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro-ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas(...)."

Nota: O meu pai pediu-me para não me esquecer que, isto segundo a revista, Lisboa comunica com o Oceano Atlântico através do Estreito de Gibraltar.

quinta-feira, maio 12, 2005

A Idade É Relativa

- Olá, Alice. Eu tenho 4 anos.
- Olá.
- E eu tenho 5.
- Ai é? E então quem é a mais velha?
- É a minha avó!

Nota: Situação real que se passou com a minha mãe, e duas crianças do Jardim de Infância.

segunda-feira, maio 09, 2005

Não fazer a cama é bom para a saúde

Já tinha lido uma artigo a respeito disto no Diário dos Açores, mas o Ilhas e Mar fez-me recordar a notícia.
Gosto de fazer a cama. Se fizer a cama todos os dias, tenho sempre o prazer de a desmanchar no final do dia.

Sugestão da Semana

É para se ouvir quando o patrão virar as costas. O Cowboy Cantor anda numa de rock do puro.

Comunicação Difícil

Foi um diálogo interessante, sem dúvidas. Para já, começou com a mania que muitos comerciantes têm que é a de tratar os clientes por tu. Depois notei que a senhora tinha graves problemas de interpretação de português:
- Quantos queres?
- Boa noite. Um cachorro quente sem mostarda, nem maionese.
Ao meu pedido a senhora banhou o pão em ketchup, e preparava-se para pôr mostarda, que detesto, por cima da salsicha. Assustado, já imaginando o paladar da mostarda, que detesto, repeti:
- Sem mostarda, e sem maionese!
- Não queres mostarda?
- Não senhora.
- E cebola, queres?
Abanei a cabeça para cima e para baixo, num gesto claro que estava a dizer que queria cebola.
- Com cebola?
- Sim.
A senhora deixou de pôr a cebola, e ia começar a pôr já as batatas. Então insisti mais uma vez:
- Com cebola, se faz favor.
- Oh querido, desculpa, mas disseste sim cebola. Sim cebola, é sim cebola.
A princípio fiquei muito confuso, mas depois lá percebi o que queria a senhora dizer com “sim cebola, é sim cebola”.
É preciso ter em conta que nas ruas de São Miguel, muitas vezes se houve as pessoas dizerem “sim” querendo na realidade dizer “sem”.
Não estivesse eu na Feira Agrícola de Santana, local privilegiado para o encontro das melhores cabeças da ilha, e acharia que estava a falar outra língua.

sexta-feira, maio 06, 2005

Novidades

O Cowboy Cantor faz-se ouvir. Passem por lá, e escutem semanalmente uma sugestão musical.

quinta-feira, maio 05, 2005

Ementa Extraordinária

Hoje jantei três unhas da mão direita com quatro da mão esquerda, regadas com adrenalina extra.
Para sobremesa, deliciei-me com um grito que me provocou rouquidão instantânea.
No dia 18 de Maio, espero repetir a ementa.

És tão bonita! Posted by Hello

Coisa Selvagem

Nasceu há 39 anos, e podem ir ao Cowboy Cantor soprar as velas.

quarta-feira, maio 04, 2005

Máxima do Dia

Há expressões dos meus alunos que me surpreendem muito. Às vezes nem é tanto pelo que dizem, mas sim, a pessoa que o diz. Do aluno com mais dificuldades, de vez em quando sai uma expressão que é de se ficar menente.
Esta tocou-me muito. Apetecia-me começar uma discussão com os meus alunos de Santo António Nordestinho a respeito do significado da música, mas tenho a consciência de que apesar de tudo, nem sempre eles sabem o verdadeiro significado do que dizem.

- A música é magia. (Viviana, 7 anos)

segunda-feira, maio 02, 2005

Ainda a Mãe

A propósito ainda do dia da mãe:
A professora pediu aos alunos que contassem uma história verídica, em que a conclusão fosse: Mãe há só uma.

Primeira história:
Tinha 4 anos, e estava a andar de barco o a minha mãe e o meu pai. O meu pai estava a segurar o leme, e a mãe a ler. De repente, caí para a água, e a minha mãe atirou-se de seguida para me ir buscar, e salvou-me.
Mãe há só uma.

Segunda história:
Tinha 5 anos, a minha irmã 3, e estávamos sozinhos com a minha mãe em casa. Houve um curto-circuito no meu quarto, e começou um incêndio. A minha mãe arriscou a sua vida, e salvou-nos aos dois.
Mãe há só uma.

Terceira história (provavelmente do menino Joãozinho):
No Domingo passado, estava o meu pai mais o meu tio a ver a bola, quando a minha mãe me pediu para ir buscar duas cervejas ao frigorífico: uma para o meu pai, outra para o meu tio.
Abri a porta do frigorífico, olhei lá para dentro, e gritei:
- Mãe, há só uma!

Venham mais quantos puderes, Mauricio. Posted by Hello

domingo, maio 01, 2005

Mãe

A mulher partiu o pão em dois pedaços, entregando-os às crianças, que o comeram com avidez.
-Não ficou com nada para ela. - murmurou o sargento.
- Porque não tem fome. – disse um soldado.
- Porque é mãe.- respondeu o sargento.

Victor Hugo

segunda-feira, abril 25, 2005

A minha homenagem às touradas que ainda se vêem por aí

Tourada
(José Carlos Ary dos Santos)

Não importa sol ou sombra,
camarotes ou barreiras.
Toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano,
toureamos mano a mano,
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos, chocas e capotes,
e mantilhas pretas.
Entram espadas, chifres e derrotes,
e alguns poetas
Entram bravos, cravos e dichotes,
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados,
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos,
que não pagam nada.
E só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera,
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça,
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas,
entram excursões.
Entram benefícios e cronistas,
entram aldrabões.
Entram marialvas e coristas,
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo.
Entra aquela música maluca
do passodoblismo.
Entra a aficionada e a caduca,
mais o snobismo,
e cismo...

Entram empresários moralistas,
entram frustrações.
Entram antiquários e fadistas,
e contradições.
E entra muito dólar, muita gente
que dá lucro as milhões.

E diz o inteligente
que acabaram as canções.

sexta-feira, abril 22, 2005

Emoções de um Professor

Há dois dias atrás, no Foguetabraze, um debate a respeito das novas férias judiciais em Portugal, desencadeou uma conversa paralela a respeito do ser ou não ser um professor realizado.
Hoje cheguei a casa com a certeza de que sou um professor realizado. Hoje foi assim, Terça-feira talvez chegue a casa triste com a minha vida profissional.
Um professor tem de se sentir realizado quando começa uma aula a jogar à bola com os alunos, e acaba a aula a olhar para um grupo de crianças que vai dos 4 aos 10, a cantar “O Povo é quem mais ordena”, “em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade”. Foram estas mesmas crianças que saíram da sala a gritar, de braços no ar:
- 25 de Abril, SEMPRE! 25 de Abril, SEMPRE!
Ainda ontem, depois de uma contextualização histórica resumida, estive a cantar com os meus alunos a canção da gaivota que voava, voava. A mesma que fala da papoila que crescia, crescia, e da criança que não queria combater. A mesma que grita palavras de ordem como “somos livres, não voltaremos atrás”.
Senti-me realizado, porque depois de acabar de cantar, uma aluna perguntou-me, com o ar de quem sabia mesmo o que estava a dizer:
- Oh professor, se isto fosse antigamente, o professor ia preso, não ia?
Hoje, cheguei a casa com a sensação que certos alunos meus serão os homens que a liberdade de Abril de 74 prometeu ao país. Cheguei a casa com a sensação que por mim, e pelos meus alunos, 25 de Abril será sempre.

quinta-feira, abril 21, 2005

Espírito de Campeão

Aproveitando o bom tempo que se fez sentir hoje à tarde, a minha Ritinha decidiu me levar a passear. Quis me fazer acompanhar dos meus cinco inseparáveis amigos, o Zé Pedro, o Tim, o Kalu, o João Cabeleira e o Gui. E lá fomos nós por aí adiante. Pela estrada da Ribeira Grande.
Na viagem comecei a sentir que tinha tudo para ser um campeão de ciclismo, só me falta persistência nos treinos, resistência e força nas pernas. De resto tenho tudo, ou seja, tenho um bicicleta.
Lembrei-me entretanto de um homem que uma vez disse a meu pai:
- Tenho tudo para ser um grande ponta-de-lança. Só me falta altura, força no remate e velocidade.
É este o verdadeiro espírito de campeão.


A minha Ritinha Posted by Hello

quarta-feira, abril 20, 2005

Reflexos da Língua Portuguesa Actual

“Carlos e Camila casaram”, “Marques Mendes reuniu com Carmona Rodrigues”, “Fiéis ajoelharam na praça”.
O correcto uso da língua portuguesa há muito que caiu em desuso. Todas estas expressões estão erradas.
No meu tempo de estudante do secundário, e que não foi assim há tanto tempo, há uns 10 anos, se eu fizesse um erro destes, era suficiente para receber uma reprimenda da minha professora.
Mas afinal o que está errado nestas expressões? Se estão a pensar nesta pergunta, então vocês também chumbariam em Português. Se não estão a pensar nesta pergunta, das duas uma: Ou vocês também não se importam com o correcto uso da língua portuguesa, ou vocês sabem que casar, reunir e ajoelhar, como tantos outros verbos, são verbos reflexos.
Quando se diz “Carlos e Camila casaram”, falta aqui o “se”. Quando “Marques Mendes reuniu com Carmona Rodrigues” falta aqui o “se”, a não ser que “Marques Mendes reuniu com Carmona Rodrigues os vereadores da Câmara de Lisboa”. “Fiéis ajoelharam na praça”, claro que falta aqui um “se”: “Fiéis ajoelharam-se na praça”.
Também já me anda a irritar a mania que as pessoas têm de usar o verbo colocar para tudo: “Vou colocar a dúvida”, “Colocou-se em fuga”, “Colocou para a área”. Esta última é uma maravilha. Não se pode colocar uma coisa para. Ou se coloca na, ou em, ou então, passa-se para.
A última colocação que ouvi também me deixou com um sorriso de nervos na cara:
- O segundo golo do Vitória colocou o público em delírio.
Se delírio for um lugar, então o público foi transferido para um lugar chamado delírio.
Se delírio for um estado de espírito, então o Paulo Catarro poderia ter dito que este maravilhoso golo teria provocado o delírio nos adeptos.

terça-feira, abril 19, 2005

Bento XVI


Posted by Hello

Ainda é cedo para comentários profundos. Mas pelo que se conhece do cardeal Joseph Ratzinger, não me parece que este Bento XVI seja a melhor solução para uma igreja que estava a avançar com vista à abertura ao Mundo e a todos os povos.
A Igreja Católica entrou num período de mudança aquando do papado de João Paulo II. Reconhecidamente um ortodoxo conservador, Joseph Ratzinger enquanto Bento XVI não será o papa ideal para continuar o que João Paulo II começou.
Não é de esperar que viaje pelo mundo católico com a frequência com que o fez o seu antecessor, porque não demonstra tal dinâmica.
A minha opinião é que os cardeais que o elegeram apostaram demasiado no conservadorismo eclesiástico.
Contudo, a votação foi rápida, o que é um sinal de que havia um grande consenso entre os cardeais presentes no conclave. Por isto teremos de acreditar que teremos um papa que irá desempenhar as suas funções com a competência que se deve reconhecer a um papa.

"I'll be back!"

Como um guerreiro que desiste de uma batalha, mas não desiste de uma guerra, a Mariana Matos despediu-se da blogosfera com a promessa de que voltava. Ei-la de novo com as suas palavras com ar de mar e de Açores.
Porque os Açores têm muitos ares e muitos mares, a Mariana voltou em Ardemares

Momentos Einstein


Albert Einstein (14 de Março de 1879- 18 de Abril de 1955) Posted by Hello

Ontem, dia 18 de Abril, comemorou-se 50º aniversário da morte do génio Albert Einstein.
Muitas são as histórias que se contam a respeito dele. Umas verídicas, outras que não passam de mito.
Uma coisa é certa, muitos entendidos na matéria concordam e afirmar que Einstein tinha um Q.I. relativamente baixo.
De todas as histórias que já ouvi sobre o génio, esta é aquela que quero acreditar que é verdade. Quero acreditar que é verdade que aconteceu mesmo, e quero acreditar que Einstein disse o que vou contar, acreditando que estava a dizer a verdade:
Conta-se que um jornalista perguntou:
- Onde fica o seu escritório?
Albert Einstein sorriu, tirou uma caneta (ou esferográfica) do bolso da camisa, e respondeu, apontando para a caneta:
- Fica aqui.

domingo, abril 17, 2005

Descida Infernosa

Acabei de chegar da Vila Franca do Campo.
Se soubesse ao que ia, até diria que estava a descer para o Inferno aquando da minha passagem pela estrada que liga Vila Franca do Campo à costa norte de São Miguel.
Aquela estrada está horrível. É impressionante. Há buracos por todo o lado. Há covas. Há gravilha à solta.
Tudo nesta estrada compromete o acesso turístico e mesmo dos habitantes do concelho de Vila Franca.
Bem sei que quem quer ir para, ou mora em Vila Franca, não usa muito a estrada norte, usando mais a estrada que vem de Ponta Delgada, ou das Furnas. De qualquer forma, e dado o estado em que as coisas estão na referida estrada, acho inadmissível que se mantenha por muito mais tempo no estado em que está.
Vamos ver se o aproximar das eleições melhora as coisas.É verdade, a descida ao Inferno refere-se ao concerto a que assisti. Imaginem os Ramstein a tocar Slipknot, mas com 16 ou 18 anos de idade. Foi isto mais ou menos que vi.

sexta-feira, abril 15, 2005

Ainda os Bifes

O meu padrinho Carlos Quental telefonou-me há pouco:
- Oh meu afilhado, Deus de abençoe. Os ingleses vão com excesso de bagagem para casa.

"Os bifes estão bem passados!" Recebi esta mensagem ontem às 20:50h, não acreditando ainda que já estavam prontos a se irem embora, só resondi às 21:00h: "Os bifes estão queimados!"  Posted by Hello

quarta-feira, abril 13, 2005

Serviço Incompleto (será novidade?)

A propósito do que escrevi neste texto:

Já agora, a Nélia fazia a favor de escrever uma notícia de primeira página a pedir que alguém da câmara viesse tirar os sinais todos que se referem às obras?

terça-feira, abril 12, 2005


"Olá a todos. O meu nome é Marta, e por enquanto só me poderão encontrar no telemóvel do meu tio Rodrigo, e na barriga da minha mãe Sara. Quem me pôs cá dentro foi o meu pai Frederico. Sou muito bonita, por isso anda tudo babado comigo. Ainda não posso sair da barriga da minha mãe. Os médicos dizem que só vou sair em Setembro. Estou ansiosa para que isto aconteça"  Posted by Hello

Beleza



"Não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo."
Ricardo (7 anos)
Não deixem de consultar um interessante debate protagonizado por crianças a respeito do amor. Está tudo no Gado Bravo Posted by Hello

A fotografia foi tirada ontem na Povoação.

domingo, abril 10, 2005

Que Serviço Público É Este?

Estou revoltado com um certo jornal açoriano. O Diário dos Açores.
Recentemente, foi publicada uma notícia, de autoria de uma senhora que se chama Nélia Câmara, e que dava conta do facto de uma estrada com pouco mais de um quilómetro que dá acesso à Maia, estar intransitável há mais de um ano e meio, devido a obras que era previsto que durassem apenas dois meses.
Minha cara senhora, saiba que depois de a sua notícia ter sido publicada, os responsáveis pelas obras em apenas dois dias fizeram o que ainda não tinham feito em um ano e meio. Minha senhora, saiba que você acabou de destruir parte do património dos ciclistas de B.T.T. da Maia. Minha senhora, saiba que por causa de sua notícia, muitos jovens da Maia vão deixar de praticar B.T.T. nas redondezas da Maia. Minha senhora, saiba que estava organizado um torneio de B.T.T. na Maia, no qual uma das provas era ver quem conseguia passar em menos tempo, e por menos covas na estrada em causa.
Mas, obrigado na mesma.

Ardemar, O Fim Não Anunciado

A Mariana vai acabar com o seu blog. Acham bem?
Não nos podes privar da tua presença, Mariana.
Revoltem-se. Passem pelo Ardemar e revoltem-se.

sábado, abril 09, 2005

Caixinha de Memórias

O Cowboy Cantor abriu a sua caixinha de memórias, e encotrou uns amigos há muito esquecidos.

sexta-feira, abril 08, 2005

2 em 1 (Ou uma maçã numa janela)

Desconfio que mais de 50% das pessoas que usam computadores saibam quem é o patrão da Macintosh. Eu próprio não sei quem é. Mas sei que na Apple eles não param de ter ideias interessantes.
Confesso que também tenho aquela paixão secreta pelos Macintosh, por isso não hesitei em ir a este endereço http://osx.portraitofakite.com/download.htm
Nesta página encontram um programa que transforma o aspecto gráfico do Windows num Macintosh. Não deixando de funcionar como Windows, o nosso computador fica com cara de Macintosh.
É grátis. Não instala espiões, nem vírus. E se não gostarmos da experiência, podemos sempre voltar ao original, bastando para isto desinstalar o programa.

terça-feira, abril 05, 2005


Porque hoje é 5 de Abril, lembremo-nos deste Cowboy Cantor
 Posted by Hello

segunda-feira, abril 04, 2005

Endereço Errado

A Mariana que se cuide.
Ao tentar entrar no seu blog, troquei a ordem das letras, e o P veio antes do S, e saiu estar palavra: blogpsot. O curioso é que este sítio existe mesmo. É um extenso arquivo de textos, em iglês, de estudos sobre a Bíblia. Não aconselho lerem tudo de uma vez, a não ser que queiram contribuir para uma explosão de vendas da Aspirina.
Não deixem de visitar este sítio, que tem alguns artigos a ter em conta.

sábado, abril 02, 2005

Perfil

Nome: Augusto
Idade: 4 anos
Profissão (quando for grande): Enfermeiro-Bombeiro-Polícia

Mas quem o conhece diz que vai é ser engenheiro.
Vai construir muitas e bonitas estradas em S. Miguel. E por mais que lhe digam que não pode ser assim, ele insiste: “Vou fazer aqui uma rocunda”.
Ele sabe o que faz. Explica que rotunda é aquelas que têm água, e luzes. As rocundas não têm nada no meio.

terça-feira, março 29, 2005

Afinal Havia Outra

Afinal havia outra,
E eu sem nada saber escrevia.
O meu blog andava agitado,
Com a carta que li um dia.

Afinal havia outra,
Enquanto eu sozinho falava.
Sem dizer nada, no seu canto,
Nesta carta ela pensava.

segunda-feira, março 28, 2005

3,2,1, Partida

Todos os anos a cena repete-se como se fosse sempre a primeira vez.
O público enche por completo as bancadas. Os concorrentes entram em cena. O director da corrida anuncia, por ordem de disposição na pista, a origem dos concorrentes. O público exalta-se com o aproximar da ordem de partida.
Está tudo em linha. Começou a corrida.
Só um pode vencer. Todos o querem fazer. É uma corrida sempre emocionante. Bem planeada. A cada passagem do concorrente favorito o público aplaude, como se estivesse de facto já a aplaudir o vencedor.
Afinal há justiça no desporto. Acaba sempre por ganhar quem melhor correu. Quem foi mais desportista. Há justiça sim, no resultado e na aclamação do vencedor.
O crime não compensa, e ganha sempre quem merece, ou não estivesse eu a ver pela vigésima sexta vez a corrida de quadrigas do filme Ben-Hur.

Dúvida

Desde quando é que os coelhos põem ovos de chocolate?

domingo, março 27, 2005

Sinto-me Neste Dever

Tudo começou aqui, por causa desta carta, que foi uma resposta a um texto publicado aqui. Texto este que é público, pois é a transcrição de uma intervenção na Assembleia Legislativa Regional.
A Vera Moniz, membro do secretariado de ilha de S. Miguel da J.S.D. Açores, sentiu-se no seu direito de defender o seu partido, e a sua J.S.D. Acho muito bem. Os meios usados é que talvez não tenham sido os mais apropriados. Mas isto são outras histórias. A verdade é que eu não fiquei indiferente à carta aberta, e de certa forma entrei na história. Quem leu o meu artigo anterior está bem enquadrado (mais ou menos), quem ainda não leu, que o faça agora, e volte a este texto a seguir.
Sinto-me no dever de responder aos comentários ao meu texto “Protesto (porque a liberdade tem destas coisas) feitos pela Vera, da mesma forma que sinto que a Vera merece uma resposta, nem que seja pelo respeito que tenho por ela. E reparem, nem sequer a conheço, mas só o facto de ela ter vindo visitar o meu blog, merece o meu agradecimento. Em jeito resposta e agradecimento, cá vai:

Tenho um sorriso maroto nos lábios: sacaninha, a meter-se comigo por causa da cor do meu blog. Ai, ai... :) Estou mesmo a sorrir. Achei piada a este comentário da cor. Eu próprio tenho muitas peças de roupa neste tom. Mas para que a coisa não fique por aqui, que tal uma visitinha ao meu outro blog? É só sobre música, e fica aqui

Nunca disse que não defendo as ideologias do meu partido. Apenas disse, que poderei algum dia discordar de alguma coisa.
Se o P.S.D. tivesse ganho com maioria absoluta, só mesmo com uma grande maioria absoluta laranja é que a J.S. não teria nenhum deputado na assembleia. Se bem me recordo, o próprio presidente da J.S., Nuno Tomé, estava em sétimo lugar da lista candidata às eleições regionais do ano passado. É definitivamente um lugar elegível, mesmo sabendo que haveria o risco de não haver maioria absoluta do P.S. Acho que havia também um militante da J.S. em décimo-primeiro lugar.
Não sei como funciona no P.S.D., mas do que sei, no P.S. as coisas são assim: A J.S. propõe um conjunto de candidatos. O partido concorda ou não. Caso concorde com os militantes propostos, passa-se à discussão dos lugares que estes irão ocupar na lista. E também, segundo o que sei, a J.S. fez força para que os outros militantes não ficassem tão para trás na lista, pois a intenção da J.S. era mesmo ter uma representação activa no parlamento.
Nunca disse que a J.S.D. Açores não era uma voz activa na região. E quando digo voz activa na Assembleia, digo: Alguém da J.S.D. que seja deputado, e que fale em discurso directo, em representação de pelo menos todo o resto da J.S.D. Açores. Mas porque é que a J.S.D. Açores não fez uma maior força para que um, um pelo menos, militante figurasse nas listas em lugares elegíveis? Não era pedir muito ao partido.
As minhas fontes de informação são as mesmas para a Juventude Socialista, Juventude Social Democrata, Juventude Comunista, Juventude Popular, ou outra Juventude qualquer. Acredito que a J.S.D. Açores tenha feito, ou tentado, ou tentará fazer tudo em nome da juventude açoriana, ainda bem. Mas no passado recente não me lembro de nada. E isto é que é estranho.
Aquela história de ser ou não licenciado, prende-se com o facto de até há 2 anos eu ser apenas o Rodrigo que toda a gente me tratava por tu. Agora que tenho um curso, já o Sr. Rodrigo, para os mais atrevidos, sou o sr. Dr. Rodrigo (o que me irrita, não sou doutor, sou professor). Até podem falar comigo na terceira pessoa, mas dispenso o Sr.
Há coisas que se sabem, e eu sei que a Vera é licenciada. E talvez se nos conhecermos, que terei muito gosto se isto acontecer, vai ver que temos uma proximidade de idade, que até nos iremos sentir um pouco incomodados se nos continuarmos a tratar por Sr., Sra., você.

Já agora: Aveiro? Porto?

sábado, março 26, 2005

Protesto (porque a liberdade tem destas coisas)

Estou farto que um deputado, ou militante diga: Nós somos a voz do Povo. Nós somos os representantes da juventude.
Tenho as minhas convicções políticas, sociais e religiosas. Sou militante de uma juventude partidária. Pertenço a um grupo coral de igreja. Não admito que ninguém diga que me representa, ou pensa por mim. Admito sim que alguém diga que pode escolher, ou fazer, ou deliberar, porque outro alguém lhe deu este poder. Refiro-me aos governantes que são eleitos. Não gosto quando dizem que estão a fazer uma coisa porque esta é a vontade do povo. O povo apenas lhes dá o poder. Não lhes dá a liberdade de pensarem como o povo, mas sim pelo povo. O que é diferente.
Eu sou eu, e penso da forma que quero. Tenho esta liberdade. Ser militante de um partido não é deixar que os outros pensem por nós, mas sim fazer os outros pensarem no que dizemos.
Muito antes de me fazer militante já dizia que o poder de discordar, é maior do que o poder de concordar. É por isso que sou militante de um partido. Sei que não posso mudar muito, mas pelo menos já tenho legitimidade para discordar do que acho que está mal dentro do meu próprio partido.
Vem isto tudo a propósito desta carta aberta.
Como pode a J.S.D. Açores se auto-proclamar como a maior juventude partidária açoriana, se só hoje fiquei a conhecer o nome de quem eu presumo ser o seu, neste caso a sua presidente? Como pode a J.S.D. Açores dizer que representa a juventude açoriana, se nem sequer tem um deputado que seja na Assembleia Regional? Outras juventudes partidárias açorianas têm representantes na Assembleia, que podem fazer muito, ou pouco, ou nada. Mas uma coisa é certa, se hoje há deputados que pertencem à facção da juventude de um partido, é porque o partido reconhece que têm créditos para ter um bom desempenho na política.
Se a J.S.D. Açores não tem deputados na Assembleia Regional, antes de atacar os outros deputados jovens, que se organize, e lute pelos seus direitos. E o direito da J.S.D. Açores é também ter deputados na Assembleia, e não ter apenas deputados do P.S.D., que vão para a Horta pensar como a J.S.D. Açores, ou pensar pela J.S.D. Açores. O dever do P.S.D. Açores é dar voz activa à J.S.D. Açores.
Não há juventudes partidárias maiores ou menores. Há sim juventudes activas e há juventudes passivas.
Até hoje só percebi duas coisas: A J.S.D. Açores tem uma militante que se chama Vera Moniz, e que já esteve, não sei se através da J.S.D., em Estrasburgo, ou Veneza, ou na Holanda. Não consigo perceber exactamente onde foi tirada esta fotografia.
E só mais uma coisa, dizer que estão na frente da batalha para e pela juventude açoriana, não significa nada. Conseguir ganhar a batalha, estando ou não na frente, é que interessa.

sexta-feira, março 25, 2005

Já Percebi Tudo (quase tudo)

Afinal de contas, o coelho não tem culpa de nada. Neste endereço está a explicação do coelho da Páscoa. Falta ainda explicar os ovos de chocolate.

http://www.msn.com.br/homem/classicos/Default.asp

quinta-feira, março 24, 2005

Evasão Legal

Há coisas na justiça portuguesa que por mais que tente, não consigo compreender.
Lembram-se daquele italiano que fugiu da cadeia de Ponta Delgada? Aquele que estava preso por tráfico de droga? Ele já foi novamente a julgamento, e está preso de novo. Obviamente que desta vez está preso por tráfico de droga, e por evasão do dito estabelecimento. Mentira. Ele só está preso por tráfico de droga.
Não foi tida em conta a sua fuga, uma vez que o muro de protecção não tem a altura mínima que é exigida por lei. Como o muro é ilegal, qualquer preso que conseguir fugir por aquele muro, não pode ser acusado de evasão prisional. O muro tem só um metro e meio.
Como não tem a altura mínima exigida, ninguém pode ser acusado de evasão. Então porque é que não o acusaram de evasão através da porta principal? Ou através da janela, usando os lençóis? Ou simplesmente através do uso de armas? Qualquer coisa. O homem fugiu, ou não fugiu? Como é que não pode ser acusado disto?
Já que estou a falar de polícias, fica esta cena que me deu vontade de chamar nomes (tendo em conta a pessoa em questão, não seria completamente descabido). À minha porta, vi com os meus olhos, um senhor agente da Polícia de Segurança Pública, tirou um cigarro da carteira, espremeu-a e atirou-a para o chão. Tenho pena de não ser polícia também, porque já teria ganho a minha comissão de multas do dia.

quarta-feira, março 23, 2005

Mais conselho musical...

... como sempre no Cowboy Cantor

Ma Nã Ma Nã

Grande maluco. Liguem o vosso som, e vão a este endereço.
http://users.pandora.be/stijnbern/mahnahmahna.htm

Tenho muitas saudades destes tempos. Divertia-me à brava com estas personagens, e outras. Ainda tenho um peluche que me foi oferecido quando fiz um ano. Em honra dos Marretas, chamo-o Fozzy.

sexta-feira, março 18, 2005

Perdidos Na Tradução (Ou em inglês "Love Is A Strange Place")

Há uma agência de viagens de Ponta Delgada, que há uns dias atrás estava a vender viagens para o Brasil desde 300€ (era mais ou menos isto). Para os estrangeiros, as viagens eram “since 300€”. Pois bem, “since” é realmente “desde”. Mas é desde uma data, ou de uma hora determinada, e nunca poderá ser utilizado como referência a um preço mínimo.
Por exemplo: “Danialice na blogosfera desde Dezembro de 2004 (acho eu)”. Em inglês: “Danialice in the blogospheare since December of 2004 (I believe)”.
Usando preços: “Rodrigo Tello à venda desde 500€ (era bom, era)”. Em inglês “Rodrigo Tello on sale from 500€ (dream on, dream on)”.
Com uma agência de viagens a se perder em traduções como estas, não me admirava se alguém marcasse férias para o Peru, e fosse parar à Turquia.

p.s.- Por falar em férias e viagens, não prometo nada, mas nas próximas duas semanas, é provável que não escreva muito para os meus blogs. Não vou de viagem, mas vou entrar em férias.

domingo, março 13, 2005

Lamento

Enquanto o meu clube traz na primeira página do seu jornal o lamento de que nos últimos cinco anos deu muitas medalhas de ouro a Portugal, e pagou milhões de impostos, eu como adepto revoltado com um treinador que ainda não percebeu que o Rodrigo Tello sabe jogar quase nada e é médio esquerdo, e como cidadão exemplar, vou começar a preencher pela primeira vez na minha vida uma declaração de I.R.S.
Vou preencher calado. Vou entregar calado. E vou receber a resposta calado. Se tiver de pagar alguma coisa, pago calado. Se for para não pagar, nem receber, fico calado. Se for para receber, fico calado.
Assim mesmo, calado, porque os não milionários, os que se levantam todos os dias às 7:30 da manhã para aturar crianças rebeldes, outras intratáveis, outras ainda que não querem nada na vida, devem ficar calados, e aceitar humildemente a sua condição de funcionário público.

sexta-feira, março 11, 2005

O Verdadeiro Capitão Pensa Bem

"É bom que não falem em nós como candidatos ao título, porque isto é sinal que estão a pensar em nós".
Sem mais, nem menos, senhor Simão Sabrosa.

segunda-feira, março 07, 2005

Especial U2

As Miau Girls sabem de umas condições especiais que dão direito comprar, ou habilitar-se a ter um bilhete para o concerto dos U2 em Portugal. Visitem o seu blog.
Entretanto, também sei de algumas condições especiais.
Para poderem comprar um bilhete devem preencher um destes requisitos:
1) Ser sócio do Benfica, ter menos de 12 anos, ter um cachecol que diga "Benfica Campeão", e um cachecol de todos os clubes onde jogam hoje em dia os últimos jogadores campeões pelo Benfica, incluindo clubes de reformados.
2) Ser sócio do Sporting, ter uma fotografia do Portugal-Inglaterra Euro 2004, em que se veja o Ricardo a fazer uma defesa, usando luvas, e ainda terão de gritar bem alto: "Ricardo és o melhor guarda-redes do mundo".
3) Serem sócios do Futebol Clube do Porto, trazerem uma fotografia vossa onde deverão estar ao lado do Pinto da Costa e do Emplastro, e ainda terem uma cópia de toda a ficha clínica do Bobby e do Tareco, bem como dos seus pedigree respectivos.

sexta-feira, março 04, 2005

(In)Comparações

Desde que o Presidente da República Jorge Sampaio decidiu dissolver a Assembleia, toda a gente anda a comparar este caso, com o de António Guterres. Agora, é a notícia de que Santana Lopes quer voltar à Câmara de Lisboa. Este facto também anda a ser comparado com o que se passou com Jorge Sampaio em 1991, depois de ter perdido umas legislativas.
Vamos esclarecer uma coisa: Jorge Sampaio quando se candidatou a primeiro ministro, não abandonou a câmara. Pediu apenas a suspensão de mandato para poder participar na campanha. Enquanto foi candidato a primeiro ministro, nunca assumiu outro cargo político. Depois de perder as eleições, foi com naturalidade que quis voltar à presidência da câmara de Lisboa.
Por seu lado, Pedro Santana Lopes, pediu a suspensão do mandato na câmara, concorreu a presidente do PSD, tornou-se primeiro ministro, sem sequer ter feito parte de alguma lista aquando da eleição de Durão Barroso, exerceu as funções de primeiro ministro, candidatou-se a primeiro ministro, ficou-se por apenas ser eleito deputado, e agora quer voltar à câmara.
Dito desta forma, até ficamos desorientados. De certeza que vão ter de voltar a ler o parágrafo anterior para perceberem o que escrevi. Eu também ando a tentar perceber o que vai na cabeça de Santana Lopes.

quarta-feira, março 02, 2005

Ouvi, mas preferia não ouvir

Já tinha ouvido dizer quem há jornalistas que o dizem. Mas nunca ouvi dizer o que já tinha ouvido dizer que alguns jornalistas dizem. Por outras palavras, hoje ouvi um jornalista dizer o que alguém já me tinha dito que alguns jornalistas dizem:
“O delinquente colocou-se em fuga.”
Esta é a figura de estilo mais enigmática que conheço.
Colocar: verbo transitivo, pôr num lugar; dispor; situar; pôr a render um capital; dar emprego.
Fuga: substantivo feminino, acto ou efeito de fugir; fugida; evasão; retirada.
Agora expliquem-me como se eu fosse uma criança de 5 anos: como é que alguém pode ficar num lugar, mas ao mesmo tempo estar a fugir?
Fico chateado com estas coisas? Claro que fico!

O Cowboy Cantor Passa-se

Descobri uns franceses muito divertidos. Como guardo as minhas crónicas musicais para o Cowboy Cantor, reencaminho-vos para lá através deste portal portal

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Culpa Própria

Aquela turma da Feteira Pequena é terrível. Primeiro que consiga calá-los para começar a aula, é o fim do mundo.
Hoje, depois de quase meia hora a conversar, tinha quase todos os alunos com atenção, quando, um dos mais calados, e já farto de tanto barulho sai-se com esta:
- Os meus colegas são muito malcriados. Nunca se calam. Estão sempre a falar. Nunca, nunca se calam…
Fitei-o com um olhar reprovador. Ele olhou em volta. Percebeu que estava tudo em silêncio e corou:
- E agora sou eu que estou a falar!

domingo, fevereiro 27, 2005

Perdidos Por Competência

Aqui, o Alexandre Pascoal queixa-se de já ter passado uma semana depois das eleições, e ainda existirem cartazes de exterior expostos na via pública referentes aos principais ex-candidatos. Ora, prevejo que estes cartazes durem mais alguns meses. Como está a acabar o Inverno, nem a chuva os poderá mover do sítio.
Esta situação fez-me lembrar uma que se passou com dois automobilistas portugueses em Espanha.
Ia haver uma prova de rallie, e o piloto mais o seu navegador, inteligentemente, foram fazer o reconhecimento de terreno no dia antes. Chegando a uma intersecção entre a estrada e um caminho de terra, para não se perderem, o navegador tomou a seguinte nota: “Virar à direita na entrada com um poste caído”.
No dia seguinte perderam-se. O poste já tinha sido levantado.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Prioridades

Prioridades são as coisas que achamos que são mais importantes do que outras, e que por isso merecem principal preocupação. Por causa das prioridades de nove dos doze elementos que constituem o conselho de ilha da Graciosa, a reunião de ontem foi cancelada. Só apareceram três elementos. Muito se tem falado ao longo do dia na rádio. Afinal o que se terá passado?
Tenho andado a pensar. E só consigo chegar a uma conclusão. Com dois jogos de futebol importantes, para as equipas que nele participam, os nove elementos devem ter pensado: “Ah, vou ficar em casa a ver a bola. Depois pergunto como foi a reunião.”
É a política portuguesa.

p.s.- Alguém tem dúvidas que o segundo golo do Sporting foi um golo de raiva, marcado por um jogador que já não marcava há um ano, e que estava a jogar contra adeptos hooligans? Aquela bola deve ter dito em holandês: “Toma!”

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Inteligente é com o i

Os meus alunos que são espertos como o corisco.
Estava eu a soletrar uma palavra, numa aula da turma do 3º e 4º ano da Achadinha. Para não haver dúvidas, ia dizendo a letra, e uma palavra começada por a referida letra:
-"I" de inteligente...- disse eu, e reforcei:
-... que é o que eu tento fazer de vocês.
Responde matreira, uma aluna do 4º ano, de 9 anos:
- E nem assim somos.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Há Sempre Alguém

Há uma pessoa incansável nas leituras dos textos que saem cá de casa. Incansável nas críticas, e nas correcções gramaticais e ortográficas.
Na minha reflexão sobre as eleições de ontem havia duas gafes. Uma por distracção, outra por esquecimento. Ao referir-me a um governo buçal, obviamente que me referia a um governo boçal. Não é que a comparação entre o anterior governo e um gado em pastagem fosse completamente descabida, mas eu queria era mesmo dizer boçal. O esquecimento foi ter dito que "Ana Drago não alheia a esta subida". Ora faltava aqui um "é". De qualquer forma, até emendei a frase toda.
Um abraço Sérgio.

A Voz é do Povo

Depois deste processo todo que implicou a eleição de um novo governo para Portugal, fica-me na memória uma afirmação de Paulo Portas proferida ainda antes da pré-campanha. Numa entrevista, Paulo Portas afirmou que iria fazer uma campanha limpa, iria voltar ao governo e mostraria que a esquerda não tem razão. Não é que o homem falhou completamente.
Se alguém acha que a campanha do PP foi limpa, terá de arranjar muitos argumentos para me convencer disto. Se alguém me disser que o PP vai voltar ao governo, eu pergunto: em que país?Quanto à última questão, até pode ser que a esquerda não tenha razão, mas o povo não se costuma enganar. Resultados como os de ontem não podem ser um engano, mas sim uma vontade convicta de um país que precisa de ser ressuscitado. De enganos estamos todos fartos. Enganos que provocam contradições, ou enganos que não são mais do que mentiras atiradas à cara de Portugal.
Se a direita quiser voltar a ter uma voz audível nos destinos do país, terá de repensar toda a sua estratégia política. Não me estou a referir aos ideais. A direita terá de se desmanchar, para se voltar a compor, permitindo se tornar numa facção política válida.
Expressámos uma vontade. E esta vontade é um grito de basta. Basta de tentar transformar Portugal numa feira montada à porta de uma discoteca.
Não sou contra governos de direita. Mas tem de ser um governo com sentido de estado, e responsabilidade política. Não pode ser um governo boçal, desleixado e desarticulado.
A direita ontem foi mais derrotada, do que o PS foi vencedor. O PSD e o CDS/PP não conseguiram atingir os objectivos a que se propunham.
Sócrates foi obviamente o grande vencedor da noite. Desejou, prometeu e cumpriu. A maioria absoluta é toda dele. Agora tem um compromisso para com Portugal. Com uma maioria absoluta no parlamento, José Sócrates, e o PS, terão mais facilidade e estabilidade, do que o último governo socialista
O PCP mostrou que ainda não morreu. Está vivo, embora cansado. Mas vivo. Isto conta. Uma voz viva, e activa, embora cansada, é sempre bem vinda, e é uma ajuda que não se pode dispensar.
Quanto ao BE, apesar não ter contado com o meu voto, fico muito satisfeito com a grande subida de votantes e deputados para o Bloco. É uma grande vitória para Francisco Louçã e Miguel Portas. Ana Drago também não pode ser esquecida nesta subida bloquista.
A CDU e o BE mostraram durante a campanha que se Sócrates quiser, terá neles um associado político, que permita ao futuro governo desenvolver o seu programa eleitoral de uma forma fácil e que seja benéfica para Portugal.
Não se espera milagres, mas sim um novo rumo que nos permita ganhar alguma esperança para, que algum dia Portugal entre na rota das grandes nações europeias.
Viva Portugal? Vamos ver.

sábado, fevereiro 19, 2005

O Voto Útil

Este texto surge na sequência de um texto publicado no :Ilhas. O Carlos Riley tornou pública a sua intenção de voto, o qual vai ser em branco. Nos comentários, Nuno Barata, cabeça de lista por um dos partidos às eleições de amanhã, acha que o voto em branco é inútil. Alguém contra-argumentou que é um voto útil.
E eu acho o seguinte: A abstenção quer dizer que o povo está a passar à margem de todo o movimento político do país. Um voto num partido quer dizer que o povo reconhece numa lista o seu rosto e a sua voz no Parlamento.
Um voto em branco significa que a classe política tem que melhorar. Ou seja, um voto em branco é muito útil, pois deveria incentivar os políticos a mudar as suas estratégias, pelo menos durante as campanhas. Mudar as pessoas que compõem as suas listas e os seus governos. Um voto em branco é uma forma de as pessoas dizerem que estão vivas. Querem uma vida melhor, mas acreditam que nenhuns dos candidatos às eleições são a melhor solução.
Não estou a apelar ao voto em branco, nem ao voto num partido qualquer. Muito menos apelo à abstenção. Apenas acho que é altura nós não sermos tão radicais e destruidores, nas análises que fazemos em relação às intenções de votos que não são iguais às nossas.
Um voto, seja na esquerda radical, na direita radical, no centro-esquerda, no centro-direita ou numa coligação, é sempre um voto. Um voto em branco é um voto que conta também. Se não contasse, não entraria na contagem dos votos em branco, mas sim na contagem dos votos nulos, ou na contagem das abstenções.
Eu apelo ao voto. Em branco, a preto, às cores, com bonecos, sem bonecos. Como quiserem. O importante é que não fiquemos em casa.

Reflexos

Depois de um fim-de-semana que se prolongou por um mês, no que diz respeito ao Danialice e ao Cowboy Cantor, tinha planeado o regresso para hoje.
Acontece que quando acordei, reparei que tinha o espelho partido. Partiu-se com tantas pedras que foram atiradas ao ar durante esta campanha. E como hoje é dia de reflexão, preciso de arranjá-lo imediatamente, para reflectir bem.
Não vá o Diabo tecê-las, e terei, ou teremos, sete anos de azar a partir de amanhã.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Fim de Semana

Danialice e Cowboy Cantor vão de férias. O regresso à terra mãe será no dia 9. Um bom Carnaval a todos. E já agora, para aqueles que também vão aproveitar para fugir, boas férias.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Pequeno Divertimento

Por vezes aprendemos coisas insignificantes, que nunca mais as esqueceremos.
Hoje na minha acção de formação aprendi isto: abram um documento em branco no Word, escrevam
“=rand(6,4)”, sem as aspas, e primam enter.Isto não serve para nada, mas há tantas outras coisas na vida que não servem para nada, e existem.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Semana de Interrupção Lectiva

Hoje muitos professores, tal como eu, iniciaram mais uma semana de acções de formação. Estas actividades, convívios, encontros, jantares, plenários, e todas outras coisas que os professores fazem fora do contexto de sala de aula, fazem-me lembrar uma situação que se passou com um professora brasileira.
Perguntaram a esta professora do ensino secundário, quais as três melhores coisas de ser professor no Brasil. A resposta foi rápida, e maliciosa:
- Dezembro, Janeiro e Fevereiro.
Para os mais distraídos, estes são os três meses que equivalem ao Verão no Brasil.Numa altura em que os professores precisam mais de um curso de secretariado, do que propriamente de acções de formação, começo a acreditar que esta senhora, embora a brincar, estivesse a dizer a verdade.

Já agora, a minha acção de formação é "Saber Mais Sobre o Processamento de Texto Como Recursso Didático". Poderão alguns perguntar, mas se eu só professor de Educção Musical, porque é que me inscrevi numa acção de formação virada para o processamento de texto. E como é que posso tirar partido do processamento de texto, nas minhas aulas de Educação Musical? A outra opção era "Educação Ambiental".


quarta-feira, janeiro 26, 2005

Flagrante

Hoje, na última página do Açoriano Oriental, vem uma fotografia de uma cartaz do Partido Socialista que tem como título “Poluição visual”. A legenda completa que “ainda mal deixámos as eleições regionais e já está de volta a poluição visual com as legislativas nacionais”. Estava assim mesmo, sem mais vírgulas, nem pontos.
Não será falta de consciência apelidar de poluição visual um cartaz, que apenas cumpre um direito de uma associação política, e apela a um dever de todos os cidadãos? O dever que é votarmos. Não será cedo demais andarem a denunciar este partido por poluição visual, quando todos os outros farão o mesmo?
Já agora, parem com esta mania irritante e ridícula de dizer e escrever “timing”. Em português temos outras palavras mais bonitas, e mais concretas. “Dirigente máximo do CDS-PP condena o “timing” escolhido por Sampaio, bem como a agravante do discurso ter sido feito na Região”. O “timing” aqui significa o quê? Prazo? Altura? Momento? Oportunidade?Usar uma destas palavras portuguesas, evitava duas coisas. Uma era o uso de aspas, que num jornal não resulta muito bem graficamente, e a outra seria uma segunda leitura desta frase, para perceber se este “timing” é oportunidade, altura, prazo, momento, ou outra coisa qualquer. Para mim, é desleixo gramatical.

Benfica 3- Sporting 3

Não entrem em hipocrisias. Ninguém merecia perder este jogo. Nenhuma equipa foi melhor do que a outra. Gostaria de neste momento ser adepto de uma equipa que já estivesse fora da Taça de Portugal, para poder apreciar muito bem este jogo.
Mas, pensando bem, até que sou adepto de uma equipa que já está fora da taça. Bolas!

terça-feira, janeiro 25, 2005

De Peito Cheio

O Cowboy Cantor está de peito cheio. Está muito orgulhoso o rapaz. Descubram porquê aqui.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Declaração de Ódio

Lynddie England.Odeio esta mulher. Odeio-a com todas as forças que tenho. Odeio-a mais do que amo a minha vida. Odeio-a tanto, que nem consigo dizer o seu nome. Por tudo o que fez, esta mulher obriga-me a proibir-me de dizer o seu nome.
Gostaria não saber quem ela é. Gostaria de saber que ela nunca existiu. Gostaria de saber que nunca existirá outra igual a ela. Esta é uma das responsáveis por esta imagem que está aqui. Ou por esta aqui.Odeio-a.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Uma Aventura Na Recta

Esta, juro que nunca me aconteceu. Já vi viaturas em contramão nas rotundas. Já vi fazerem marcha atrás em auto-estradas. Já vi carros sem vidros, motociclistas a conduzir sem capacete. Até já vi uma rapariga a conduzir em biquini. Mas esta que vos vou contar, juro que nunca me aconteceu.
Foi em plena recta dos Fenais da Ajuda. Uma recta muito dada a velocidades.
Vinha eu a caminho de casa, no meu Volkswagen Polo, o único da Maia que consegue subir barreiras, dar uma cambalhota, e mesmo assim ficar com as rodas bem assentes no chão, quando vejo no mesmo sentido um outro carro em andamento mais lento. Pensamento lógico: “Acelerar mais um pouco, pisca para a esquerda, meter a quarta, e ultrapassar.” Qual não é o meu espanto, quando nas breves décimas de segundos em que liguei o pisca e meti a quarta, o condutor da outra viatura começou a acelerar, num desafio claro às capacidades do meu carro. Como sou um condutor simpático, acedi ao convite e meti a quinta.
Descobri então uma coisa: os Aixam andam a 60 quilómetros por hora, mas não andam a 80 quilómetros por hora.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Marcas

Não sou lamechas. Isto não. Sou sensível. Às vezes até demais. E só por isso vou escrever este texto, tudo bem explicadinho. Não estou com muito tempo, ainda vou à sessão das 18:30 ver o Ocean's Twelve, mas como amanhã, se calhar, já me passou a sensibilidade, prefiro escrever agora, do que não estar com o sentimento para estas coisas amanhã.
Hoje na Feteira Pequena (concelho de Nordeste), estava a acabar a minha aula das nove, com a turma do 2º e 3º ano, quando, como habitual, pus uma música para descansarmos de uma aula intensa de cantar e dançar. Estivemos ali durante 3 minutos a pensar não sei em quê. Mas foi bem visível que todos estavam a ouvir atentamente, e a pensar em seja lá o que for. Quando acabou, mantive alguns segundos de silêncio, e perguntei, num tom quase inaudível, para não perturbar quem ainda estava a saborear os momentos de silêncio que se seguem a uma peça musical: "Em que é que esta música vos faz pensar?". Depois de alguns segundos de novo silêncio, alguém, por sinal um dos mais irrequietos alunos de todo o concelho de Nordeste, responde, com toda a inocência e sensibilidade que há numa criança de 8 anos:"Oh professor, esta música faz-me lembrar aquela onda gigante, e aquelas pessoas todas deitadas na praia."
Não resisti. Emocionei-me um pouco. Tentei disfarçar. A coincidência foi terrível.
A música que tínhamos acabado de ouvir, de autoria da irlandesa Enya, tem o nome de "Watermark".

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Acto de contrição

De novo o cowboy mais famoso do mundo. Não, não estou a falar do Cowboy Cantor (o irmão gémeo do Danialice). Estou a falar de George Bush. Agora o senhor presidente admitiu que tem dito algumas gafes ao longo destes anos todos em que tem tentado mandar no planeta. A estação de televisão ABC vai transmitir uma entrevista em que o Júnior vai admitir (isto é, admitiu, uma vez que a entrevista já foi gravada) que tem cometido alguns erros nas suas comunicações ao mundo (ele é que diz que são comunicação para ao mundo).
Os destaques, feitos pelo próprio, vão para “I want justice. I want him dead or alive!”. E também destaca esta expressão que só um homem de grande coragem poderá dizer: “Let them come!”. No primeiro caso, a referência é para Bin Ladden. No segundo, a referência é para a possibilidade de haver um contra-ataque do Iraque.
O próprio Bush Júnior admitiu que até a mulher já tem feito algumas reprimendas devido a tais baboseiras.
Há pessoas de quem eu tenho alguma compaixão. E mais do que ter compaixão por aqueles que votaram em George Walker Bush, tenho é compaixão pelo próprio, por não perceber que tem algumas lacunas na sua formação intelectual.
Força Bush. Já agora, não queres invadir o Ruanda?

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Agora os Xutos

Ia eu abrir a página dos Xutos, para ver que planos têm os homens para comemorar o seu 26º aniversário, quando me deparo com esta. Em vez de um concerto, ou jantar com o clube de fãs, o Xutos decidiram fazer uma campanha de apoio às vítimas do maremoto na Ásia. Basta enviar uma mensagem, ou telefonar para o número 3141, que estamos a contribuir com €0,71 (142$00). E ainda podemos ganhar alguns prémios. Sim senhor, isto é que é uma atitude de comendadores.

p.s.- peço desculpa. Claro que não podemos telefonar para o número 3141. São só 4 dígitos. O número correcto para o qual poderemos telefonar é 760 10 13 26

quarta-feira, janeiro 12, 2005

E agora Sr. Bush?

Imaginem só. O exército norte-americano suspendeu hoje as buscas de armas de destruição maciça no Iraque.
As razões? Há provas de que no Iraque não há as tais armas. Obrigado José Manuel por apoiares um terrorista armado em justiceiro, e ainda por cima mentiroso.
Mais pormenores em www.lusa.pt No campo de pesquisa basta escreverem a palavra maciça, que aparece logo a ligação a esta notícia deveres surpreendente. Inesperada. Que nos apanha desprevenidos.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Morais Mike Tyson em conferência na SIC Notícias

Apetece-me começar este artigo a partir louça:
Este Sarmento não percebe mesmo nada de nada (será que estou a ofender a honra de alguém ao dizer "não percebe nada"?).
Quando um povo precisa de uma explicação, não se marca uma conferência de imprensa para dizer que se pôs o lugar à disposição. Quando um país precisa de uma explicação, não se marca uma conferência de imprensa para apenas dizer o que se fez. Esta conferência, se fosse feita por alguém com categoria para ser governo, seria uma oportunidade nobre para o Ministro Morais Sarmento explicar porque é que foi a São Tomé e Príncipe num voo fretado, e não num voo comercial. O que o homem veio dizer a respeito do propósito da viagem, foi o que toda a gente já sabia. Faltou explicar o porquê de usar um voo fretado, e não um comercial. Faltou a explicação a respeito dos custos totais da viagem.
Enfim, este foi mais um tempo de antena, em que o ministro mais não fez do que defender a sua honra (?) enquanto ministro.
Triste foi ouvir as primeiras palavras do Pires de Lima à Antena1: "Antes de mais nada, gostaria de aproveitar esta oportunidade que a Antena1 me dá, para mandar um abraço ao meu amigo Nuno Morais Sarmento."
Ai, só me apetece é dizer, citando Duarte Ponte, "até amanhã, boa noite"!

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Amaldiçoo a sina de vivermos na ilusão de que se todos nós colaborarmos, viveremos num mundo melhor. Amaldiçoo a sina de um dia percebermos que o Natal não é só presentes. Amaldiçoo o dia em que percebi que o Pai Natal foi o mais belo segredo que os meus pais me guardaram. Amaldiçoo a triste sina de ter amigos, e depois me separar deles. Amaldiçoo a sina de amar, e não estar com quem amo.
Amaldiçoo a Natureza que me fez criança, e deixou-me crescer.
Abençoo o dia em que percebi que o Natal é essencialmente amor. Abençoo o dia em que percebi que devido a um grande amor, os meus pais sempre se preocuparam em me oferecer o melhor pelo Natal. Abençoo as memórias de momentos de alegria com os meus amigos. Abençoo este sentimento que é amar.
Abençoo o dia em que percebi que já não sou uma criança feliz, e sou um adulto a lutar pela minha felicidade.