A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

sexta-feira, setembro 30, 2005

Resposta Sentimental

Quando tenho dito aos meus amigos que gosto muito da escola das Furnas, é porque realmente gosto muito da escola, dos alunos, dos colegas, e até das funcionárias.
São pequenos episódios como este que vou contar que me fazem ter a certeza que ali, mesmo estando por cima da falha Fogo-Congro, estou muito bem.
Hoje numa aula do 7º ano pus duas versões do “Circo de Feras”, tema original dos Xutos & Pontapés.
A primeira versão era dos Ornatos Violeta, e a segunda era dos próprios autores do tema, mas na versão acústica.
Notei que à primeira audição da versão acústica, uma das minhas alunas começou a chorar. Diz ela que são males de amor.
Depois de lhes ter pedido que fizessem uma análise por escrito a cada uma das versões, propus que cada um escrevesse em algumas linhas as principais diferenças entre as duas versões.
Não dá para resistir a esta resposta:
A segunda versão faz a Sofia chorar, mas a primeira versão não faz.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Sugestões Para Sábado

Duas sugestões para este Sábado, dia 24 de Setembro.
Na Maia vai ser apresentado o projecto da reabilitação da Mata do Dr. Fraga, na estrada dos Barreiros, Achada das Furnas. A apresentação do projecto inclui um churrasco oferecido pela junta de freguesia local, e começa ao meio-dia.
Também na Maia, mas na freguesia, vão ser recriadas cenas da apanha do trigo, do tabaco e do chá, na antiga fábrica do tabaco, futuro museu do trigo e do tabaco. Começa às duas, e vai ter a presença do grupo folclórico da Porto Formoso.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Existir



Ainda não penso, mas já existo. (Marta*, 1 dia)


* E podem me chamar à vontade tio babado. Tenho razões para ser.

Maldição

E já lá vão três.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Aniversário Muito Especial

Hoje há um aniversário muito especial no Cowboy Cantor

terça-feira, setembro 06, 2005

Em Português, Please

Continua-me a incomodar, e vai me incomodar durante algum tempo, o facto de no nosso dia-a-dia usarmos palavras estrangeiras, quando em português temos palavras mais bonitas que equivalem às estrangeiras que estamos a usar.
Há agora uma moda de substituir alguns termos desportivos, por palavras inglesas.
Tenho seguido com alguma atenção o U.S. Open (escrevo U.S. Open, e não Torneio Aberto dos Estados Unidos, porque é de facto o nome próprio do torneio), e tenho ouvido algumas expressões que não têm razão de ser.
Para além dos habituais termos referentes às pontuações (set, match point, break point, set point, smash), com os quais não discordo totalmente, embora poderíamos usar português de Portugal para substituir alguns (partida, ponto de encontro, quebra de serviço, ponto de partida). Tenho notado que alguns jornalistas têm tido esta preocupação de substituir os termos ingleses por portugueses, mas uma grande maioria continua a usar os termos em inglês.
No entanto o que mais me tem causado algum arrepio é a moda de quando um jogador faz uma grande jogada, logo a seguir o público levanta-se e faz uma “standing ovation”. Porquê? Que tal uma “ovação de pé”? Fica mais chique em inglês? Sinceramente, eu não acho.
Mudando de desporto, a moda agora do nosso querido Gabriel Alves é chamar “playmaker”, aos jogadores como o Deco, que não são mais do que organizadores de jogo.
Há também a moda dos “off-sides”, ou das “entradas a pés juntos que colocam algum perigo”.
Cá para mim que ficaria fora-de-jogo seria muitos jornalistas que todos os dias invadem as nossas casas com as suas fabulosas asneiras.

domingo, setembro 04, 2005

Nova Época

Está aberta a época 2005-2006 no Danialice.
Nesta época, que será a segunda do Danialice e do seu irmão Cowboy Cantor, os textos serão pensados nas viagens entre a Maia, a minha casa de sempre e para sempre, e a Povoação.
Pois é, este ano vou dar aulas para o lado sul da ilha. Já estive no lado Oeste, Ginetes. Passei para o oposto de São Miguel, Nordeste. E neste ano fico no sul, Povoação. Para o ano que vem talvez o Norte. A ver vamos. Enquanto não ficar efectivo, eu como centenas de professores, havemos de andar de um lado para o outro, armados caixeiros-viajantes à procura de local para instalar a banca.
E por falar em caixeiros-viajantes, parece que para o ano que vem os concursos dos professores vão ter uma nova solução: contratos de pelo menos 4 anos.
Qualquer solução que se apresente em relação aos concursos dos professores será sempre polémica, porque existirão sempre questões que prejudicarão os professores. Esta não fica atrás.
Se por um lado esta medida cria condições para um professor de 1º ciclo poder acompanhar os mesmos alunos do primeiro ao quarto ano de escolaridade, por outro lado, dificultará a possibilidade de um professor poder ser colocado o mais breve possível perto da sua área de residência. Esta sim deveria ser a primeira prioridade na colocação dos professores.
Em primeiro lugar, as colocações deveriam ser feitas de acordo com a área de residência dos professores em questão. Assim, um professor de São Miguel estaria mais classificado para ser colocado em Ponta Delgada, do que um professor da Terceira. Da mesma forma que um de Lisboa seria mais facilmente colocado no Casal Ventoso (com a graça de Deus, tudo corria bem ao docente), do que um professor do Porto, que este poderia ficar no Bairro de São João de Deus.
Quanto à questão dos contratos de 4 anos, deveria ser de outra forma. Em vez de um professor ser colocado numa escola durante 4 anos, obrigatoriamente, o contrato deveria ser feito como se costuma fazer com os jogadores de futebol, mas ao contrário. Ou seja, contratos de um ano, mais três de opção.
Assim, seria mais fácil para os professores poderem ir concorrendo todos os anos, até ficarem perto de uma área da sua residência, ou numa escola que por outras razões, que não geográficas, os agradasse.