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terça-feira, janeiro 17, 2006

Uma Sanita, Um Povo E Todos Os Governos

nota: leia primeiro o texto A Maria merece!, de 14 Janeiro de 2006, em foguetabraze, em que se fala de misteriosas nomeações, com monstruosas renumerações.

Num recente comentário ao um texto do Nuno Barata, no foguetabraze, pois claro, referi que nós funcionários públicos (é triste, mas um professor tem que aguentar esta cruz até à morte) são o papel higiénico do governo. Servimos para limpar a porcaria que eles fazem. Os termos não foram bem estes, mas este blog sempre se primou pela boa educação, que não queria estragar tudo com uma simples palavra merda.
Tenho andado a pensar neste comentário, e acho que não deveria ter dito aquilo. Não sei… não fica bem eu dizer uma coisa destas. Temos que ter em conta que para além de militante, coordenador de núcleo sou vogal na Assembleia de Freguesia da Maia, eleito por uma lista do mesmo partido que este governo regional e nacional.
Não sei… Dizer que somos o papel higiénico deste governo não me fica bem.
Gostaria de fazer uma correcção: Por estas e por outras é que acho que somos, sempre fomos e sempre seremos a sanita dos governos.

5 comentários:

R.Dart disse...

É d'HOMEM como diz o Guilherme Marinho. É para todos sim senhor.
Fica bem.*

Anónimo disse...

Pois é, muitas pessoas só reparam que não querem a direita no poder, quando a direita está no poder...
Quando um Governo tem de afectar interesses de classes ou grupos, para resolver o que por motivos eleitorais outros não tiveram a coragem de fazer "aqui d'el rei..." o melhor é tomar uma posição crítica, para não ser acusado pelos colegas que não se queixam quando a direita faz pior...

Rodrigo de Sá disse...

Rosa, isto é mais uma questão de nervos (como diria o Robert de Niro).

Rodrigo de Sá disse...

Caro Anónimo, é sempre um prazer vê-lo por cá. Obviamente que, de vido À minha natureza ideológica, prefiro governos de esquerda em Portugal. No entanto, acima de tudo está a igualdade social. Sinto que em Portugal os professores, e por consequência o ensino, andam a ser discriminados há muitos, muitos anos. Talvez uma nova revolução com os efeitos contrários à de 1974 melhorasse as coisas.

R.Dart disse...

Rodrigo,
Em questões de Educação (entre outras), jamais poria qualquer simpatia partidária à frente. Falando como gente grande, um bom professor, mais do que não seja pela sua formação académica, deve sempre primar pelo melhor para os seus alunos e não se prender a confusas ideologias que predominem.
Acredita que a mim também me dá nervos o estado da Educação em Portugal!
Fica bem* :)