A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Não Tive Uma Consoada Farta

Não tive uma consoada farta.
Não éramos muitos à mesa. Éramos os suficientes. Claro que senti a falta das minhas irmãs, que de acordo com o estabelecido antes dos respectivos casamentos, este foi o ano de ficarem com a família dos maridos no continente. Tive também saudades da minha sobrinha Marta, e claro da Maura que também foi a casa dos pais passar o Natal.
Não foi uma consoada de extravagâncias, nem de exageros à mesa.
Durante o jantar ia-se ouvindo as canções de Natal que a Antena 1 Açores estava a passar, e ouvimos com alguma revolta a notícia de um juiz que decidiu na véspera de Natal tirar uma criança da sua família de acolhimento.
Não tive uma consoada farta, nem extravagante.
Sentei-me à cabeça da mesa. Ao meu lado esquerdo tinha um homem a quem chamo de Pai, e ao meu lado direito tinha uma mulher a quem chamo de Mãe.
Tive uma consoada feliz.

sábado, dezembro 22, 2007

Mary's Boy Child - Harry Belafonte

Sem dúvida a minha canção favorita de Natal. Pela letra, pela música e principalmente por esta interpretação do Harry Belafonte.

Os meus pais têm uma colecção de discos vinil da Reader's Digest em que se pode ouvir interpretações inesquecíveis de clássicos de Natal. Para mim esta é a melhor faixa da colecção.

Feliz Natal, Terra.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Vou Dar Música

Sempre que entro na sala dos professores, ouço “Lá vem esse dar música”. Sempre que digo alguma coisa nas reuniões, ouço “Estás a falar a sério, ou estás a dar-nos música?”. Sempre que faço uma grande defesa, lá ouço o pessoal dizer “Este guarda-redes está a dar música”.
Pois... É mesmo isto que vou fazer amanhã no jantar de Natal de bloggers: Vou dar música a quem lá estiver.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Teria de Acontecer

Eu sabia que iria acontecer algum dia.
Tenho mantido o Pedro afastado do meu quarto, porque sabia que no dia em que ele lá entrasse as coisas não iriam correr bem. Ou por outra, poderiam correr bem demais.
No dia 8, Sábado, dia de gravação de mais uma emissão do Cowboy Cantor, o Pedro lembrou-se de fazer karaoke para animar a malta lá em casa. Animar? Esqueceu-se que antes de fazer karaoke já tinha estado comigo a fazer uma sessão de percussão nas telhas.
Então lá liguei o microfone. Abri o programa de karaoke, e lá vai disso:
“Like a Virgin” (cantado num falsete de fazer inveja aos manos Gees), “Robocop Gay” (versão muito máscula), “Jardins Proibidos” (dedicatória especial à Maura), “Basket Case” (três ou quatro vezes seguidas, numa atitude muito punk), “Last Christmas” (para não perder o espírito), “Livin On a Prayer” (com a subida de tom e tudo no final, a partir daqui as nossas gargantas nunca mais foram as mesmas):
- Meninos, vocês estão muito bem, mas já é quase uma da manhã e estamos quase com a polícia à porta.
Via-se que a Maura até estava a gostar do espectáculo. Os artistas estavam inspirados.
Seguiu-se “This Love” (muita atitude, com direito a coreografia especial), “Closing Time” (a anunciar um fim de noite, com uma letra hardcore de improviso):
- Meninos, vou-me deitar.
“Just Can’t Get Enough” (e nunca mais parávamos) até que encontrei a faixa para o fim de noite: “My Way”, na versão Sid Vicious.
Resultado: as luzes lá em casa apagaram-se às 3:30 da manhã, uma grande noite de karaoke, e no Domingo, por razões que não sei bem quais, não tinha voz para gravar o Cowboy Cantor.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Chamada de Atenção aos Leitores

Caros leitores do Danialice, é só para avisar que o podcast Cowboy Cantor está de volta.
Nesta nova fase, a música que passo é especialmente feita para ser tocada em podcasts, e incluo nas emissões três rubricas. A saber, "10 Para a História", "Odeio-me e Quero Morrer" e ainda "Dor de Ouvido".

10 Para a História: uma lista de 10 temas que marcam um estilo musical, um artista, o fim de um namoro, um passeio a alta velocidade na via-rápida, ou o que me passar pela cabeça.

Odeio-me e Quero Morrer: dissertação a respeito das canções mais deprimentes que há memória. Esta rubrica poderá em certos momentos não ser de carácter muito sério.

Dor de Ouvido: partindo do pressuposto que a música é uma combinação de sons harmoniosos, o desafio é provar que se pode gostar de música se esta for uma sequência de sons que causam horror, arrepios, delírios, alucinações, pesadelos. Enfim, sons que nos arranhem os ouvidos, mas que até gostamos de ouvir, ou não. Quero as vossas respostas a esta pergunta: Qual a música mais arrepiante que já ouviram?

Estão desde já convidados a ouvir a 23ª emissão do Cowboy Cantor, em que faço uma lista das melhores versões para canções de Bob Dylan, e disserto a respeito da deprimência que "My Immortal", dos Evanescence.
Podem começar a enviar as vossas sugestões para cowboycantor@sapo.pt

Transferência directa desta emissão aqui
Assinatura do Cowboy Cantor no iTunes aqui
Assinatura do Cowboy Cantor noutros leitores aqui

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Por Que Razão Não Falo de Futebol No Meu Blog

Por que razão não falo de futebol no meu blog?

Porque para falar de futebol teria de falar de gente pouco inteligente, que aufere ordenados criminosos para quem tira um curso superior e tem de aturar as malcriações dos filhos dos outros. Teria de falar de gente pouco sensata (os árbitros). Teria de falar de gente que não merece na maioria das vezes o meu respeito, nem sequer que eu diga o nome deles (os presidentes dos clubes, os dirigentes e os empresários).
Sobretudo, teria de falar do Sporting… Já nem sei o que dizer a respeito disto.