A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

sábado, abril 26, 2008

Exilados Em São Miguel Durante o Sto. Cristo dos Milagres

Não há acordo que resolva esta situação.

Está aqui o texto transcrito fielmente a partir da National Geographic brasileira. No final do texto aconselham-nos a não nos esquecer do vinho. Pelos vistos o autor deste texto também não se esqueceu do vinho.
"Em julho, a pequena ilha de São Miguel nos Açores é inundada por exilados (a maioria vivendo nos EUA) que voltam ao país para a tradicional festa do Santo Cristo dos Milagres. Uma série de festejos – repletos de bandeiras coloridas e luzes nas ruas, música, danças, e folguedos – tem lugar em todos os vilarejos durante o mês todo. Mas toda a loucura não ofusca o significado espiritual da festa: uma missão religiosa onde os ricos dão alimento aos pobres. Peregrinos viajam a pé por toda a ilha e espalham a boa notícia de que estão distribuindo alimento nas cidades. Toda e qualquer capela serve uma rica sopa de carne a todos que levam uma vasilha. Durante o festival você pode comer à vontade o cozido das furnas, um delicioso guisado de carne e legumes que inclui chouriço, repolho, cenoura, e centenas de outros ingredientes cozidos sobre uma fresta de calor vulcânico. E não se esqueça do vinho".


http://nationalgeographic.abril.com.br/refugios/0209/index.html

sexta-feira, abril 25, 2008

Foi Uma Revolução, Parvos

Dizer que compreendo o que se sentia durante o regime fascista, seria injusto para com os meus pais, para com os Capitães de Abril, para com o Zeca, o Sérgio, o Zé, o Adriano, o Manuel, o Mário, o Álvaro, para com todos os perseguidos, presos e exilados durante o regime.
Compreendo a música, compreendo os textos, compreendo as metáforas. Não consigo compreender o porquê da ditadura, nem muito menos consigo compreender o que sentiam os perseguidos pela P.I.D.E. Não consigo compreender o ódio que saía da metralhadora que assassinou no dia 25 de 1974 o João Guilherme, um estudante de Santo António em Lisboa, que se juntava à manifestação.
Como ouvi ontem o José Soares a dizer, não foi um acidente. Foi um assassinato. Foram disparos contra a população, logo é assassínio.
E não foi um golpe de estado, como alguns dizem. Não foi uma evolução, como alguns parvos quiseram chamar. Foi uma revolução.
Não compreendo os sentimentos fascistas que levaram ao regime. Não compreendo o que sentiam os perseguidos e os familiares dos que morreram. Não compreendo porque não senti. Mas sei que existiu. Isto é suficiente para não querer que aconteça a mim, nem nunca mais.
Foi uma revolução.
Viva a revolução de Abril.
Viva a Primavera de Abril.
25 de Abril, sempre!

quinta-feira, abril 24, 2008

Cowboy Cantor 26ª Emissão: Especial Paper Garden Records (1ª Parte)

Transferência directa desta emissão aqui.
Pela primeira vez no Cowboy Cantor, uma entrevista à distância.
A 26ª emissão é a primeira parte de um especial sobre a Paper Garden Records, uma editora de Nova Iorque. Durante a emissão ouve-se parte da entrevista que fiz ao dono da editora, Bryan Vaughn. Ouve-se também alguma música da Paper Garden Records. Boa música.

terça-feira, abril 22, 2008

domingo, abril 20, 2008

Prémios no Cowboy Cantor e no Rotas Também

Já tinha anunciado numa emissão do Cowboy Cantor um concurso com prémios e tudo.
A F.D.M. Records sugeriu uma sondagem no blog, e eu propûs um concurso. Depois de negociar os termos do concurso com a editora e o Mário Roberto, estou em condições de anunciar que o Cowboy Cantor, o restaurante Rotas e a editora F.D.M. Records irão realizar um concurso que terá como prémios compilações da melhor música licenciada pela Creative Commons que já passou pelo Cowboy Cantor, e ainda um jantar para duas pessoas no restaurante Rotas.

Vem este concurso a propósito do novo álbum do duo Nizlopi, o qual acabou de lançar pela F.D.M. Records o seu segundo álbum, Make It Happen.

Estejam atentos, a partir de Segunda-Feira, às emissões do Cowboy Cantor e às publicações no blog para mais pormenores.

terça-feira, abril 15, 2008

Gosto Do Que É Meu. Não Acredito No Acordo

Gosto do que é meu, valorizo o que é dos outros. Se tenho, não tiro a ninguém. Mas também não gosto que mo venham tirar.
Se preciso de algo para me entender com outra pessoa, e esta pessoa também o tem, mesmo que seja com algumas diferenças, e mesmo assim nos entendemos, nunca irei pedir à outra pessoa que mude o que tem, nem vou admitir que esta pessoa me peça para mudar.
Há uns tempos fiz um cântico para o meu coro de igreja na Maia, o Grupo Coral Renovar. O cântico incluía duas partes: na primeira parte cantava-se a paz de Cristo, na segunda parte cantava-se o Cordeiro de Deus.
A primeira parte tinha uma sequência em que a tónica era o Dó maior, a segunda parte tinha a tónica em Dó menor (influências directas de Beethoven, mas ao contrário).
A organista do coro achou muito estranho e difícil a passagem para Dó menor, e então decidiu começar a ensaiar a segunda parte em Lá menor, mantendo o Dó maior da primeira parte. Para além de o efeito causado não ser o mesmo, a composição original estava a ser modificada.
Não regateei, não me chateei, não fiz amuos. Reuni-me com a Cristina, e expliquei porque é que queria que fosse Dó maior na primeira parte, e de Dó menor na segunda.
Expliquei o significado das alterações de tonalidade. Expliquei que nem sempre toda a música tem de começar numa tónica e acabar na mesma tónica.
Expliquei, e ela compreendeu. Ou melhor, ensinei e ela aprendeu.
Falta a Portugal, primeiro que tudo, valorizar a nossa cultura linguística. Depois, falta compreendê-la. Por último, falta ensiná-la.
Falta banir da nossa língua estrangeirismos, porque, por uma questão de comodismo, não se usam as palavras portuguesas que representam o mesmo que as inglesas. Falta valorizar, compreender e aceitar no contexto de cada país lusófono as variações.
Não acredito na uniformização da língua portuguesa, como não acredito no novo acordo ortográfico. Gosto demasiado da forma como escrevo para acreditar.

domingo, abril 13, 2008

Música Para Dançar (para a Marta e a Lia)

Música para dançar, porque a Marta e a Lia gostam de dançar.
Espero que gostem.

sábado, abril 12, 2008

Habemus Acordum

Então, Sr. Rangel, onde está a ministra determinada e corajosa? Já viu que afinal não vou ser avaliado pela mãe da minha aluna que falta às aulas para ir às compras com rapazes de fora da escola?
Você inventa tanto. Até inventou que a actual Ministra da Educação é que inventou as aulas de substituição e resolveu o problema da colocação de professores. Não percebo como, mas enfim, quando se quer agradar até se diz umas mentiras que eles lá em cima hão-de gostar.
Mas a pior invenção do Sr. Emídio foi ter dito que esta ministra é que inventou a avaliação dos professores. Sempre houve avaliação, e sempre concordei (eu e muitos colegas meus) com a avaliação, mas não nos parâmetros que estava a tentar ser implementada.
Você e toda a escória que lutava contra os professores podem voltar do local para onde vos mandei há um mês. Já temos acordo, estou mais satisfeito.

domingo, abril 06, 2008

Música Perfeita

Música perfeita é aquela que ouvimos uma vez, e dias depois ainda nos lembramos dela.
Música perfeita é aquela que abre a 24ª emissão do Cowboy Cantor.
Para mais pormenores, dirijam-se ao blog respectivo (http://cbcantor.blogspot.com), ou simplesmente transfiram directamente a emissão a partir daqui: Cowboy Cantor 24ª Emissão

quarta-feira, abril 02, 2008

Pois Era, Pois Era...

Pois era ontem dia 1 de Abril. Pois era verdade ontem o que publiquei no meu artigo "Professores Proibidos de Usar Telemóveis". Era verdade ontem, porque no dia 1 de Abril tudo o que se diz é verdade.
Pois era ontem verdade, mas hoje confesso-me: O texto "Professores Proibidos de Usar Telemóveis" foi a minha peta.

terça-feira, abril 01, 2008

Professores Proibidos de Usar Telemóveis

Os professores vão ser proibidos de usar telemóvel nas escolas.
Os alunos poderão decidir que castigo a aplicar a colegas com processos disciplinares. Os processos disciplinares só poderão ser instaurados se os pais dos alunos assinarem a processo.
Os directores de turma irão receber uma recompensa de 10% do vencimento, caso no terceiro período haja uma percentagem de 90% de alunos sem quaisquer negativas.
Gosto da Ministra da Educação. Gosto das reformas deste governo em relação ao sistema público de saúde em Portugal. Gosto das reformas deste governo em relação à função pública.
Acho que o José Sócrates é um bom primeiro-ministro, e é o melhor exemplo vivo do que deve ser o socialismo em Portugal, ou noutro país qualquer.