A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

sexta-feira, dezembro 24, 2010

11 à Mesa

Neste ano somos 11 à mesa. E no Cowboy Cantor fomos 2: eu e a Marta.
Transferência do mp3 desta emissão aqui (mp3 23,88 mb/26’01’’)
Ouvir no blog Cowboy Cantor
Ouvir no iTunes
Mais informações em www.cowboycantor.com


domingo, dezembro 05, 2010

Insomnia Radio nomeado para melhor podcast de música

Depois de ter sido a primeira pessoa a produzir podcasts a partir dos Açores, depois de ter sido o primeiro português (e único ainda) a entrar para Association of Music Podcasting, será que agora vou ganhar o prémio de melhor podcast legal de música? A ver vamos. Para que isto aconteça será preciso votar. Se os leitores do Danialice seguem as emissões do Insomnia Radio: Portugal, ou qualquer outro programa do grupo Insomnia Radio, e acham que merecemos mesmo ganhar o prémio, podem votar até ao dia 15 de Dezembro diariamente.
O Insomnia Radio está nomeado para "Podsafe Music", que é o mesmo que dizer podcast legal de música.
Há muitas categorias em disputa. Para que o voto seja contabilizado não é necessário votar em todas. Podem simplesmente votar na categoria que vos interessa.

Podcast Awards www.podcastawards.com

quarta-feira, outubro 20, 2010

Lá se foi o melhor sistema de ensino do país

Em 2007 o senhor Thomas Hofsäss, professor alemão da Universidade de Liepzig, pelo menos era-o nessa altura, começou a percorrer as escolas dos Açores, num projecto financiado pela Direcção Regional da Juventude e Secretaria Regional da Educação, para estudar o sistema de ensino regional. Tive oportunidade não só de assistir a uma das suas apresentações, e estudos (foi-me entregue um inquérito para pôr umas cruzinhas, como base de trabalho para este estudo), como também acabei por comentar neste blog este estudo (O Melhor Sistema de Ensino Está Nos Açores). Na altura foi-nos dito que as conclusões deste estudo iriam demorar três anos a serem apresentadas, no entanto já o professor Hofsäss afirmava no seu português com sotaque que este sistema de ensino devia servir de modelo para o país. Isto porque é um sistema inclusivo.
Não achei estranho o homem andar a afirmar que este sistema é o melhor de Portugal, afinal de contas andava a ser pago pela região para percorrer as ilhas. O que achei estranho foi que dizia que os resultados iriam ser apresentados dali a três anos, mas ainda assim já concluía que nos Açores pratica-se um sistema de ensino modelo para o país, quem sabe Europa. Ou talvez até mesmo todo o planeta Terra.
Façamos contas... 2007 mais três dá 2010. Boa, estamos no ano da apresentação desses resultados. Para já sabe-se que nenhuma escola da região Autónoma dos Açores está entre as 100 melhores classificadas, para os estrangeiristas, as 100 melhores rankiadas. É assim que se deve chamar alguém que faz parte de um ranking. Mas fique-me-nos pela classificação das escolas portuguesas. De facto, nenhuma dos Açores está entre as 100 melhores. Mas atenção, estamos à frente da Madeira, coisa que não acontecia há anos. Bravo, o Fundo Monetário Internacional também já esteve mais longe de entrar em Portugal, ao contrário do que já aconteceu na Grécia.
Quanto ao senhor Thomas Hofsäss, nem vê-lo. Terá deixado de receber os apoios? Teve vergonha e foi-se embora mais cedo?
Espero é que nunca se esqueça do meu aluno que partiu a porta com um pontapé depois de a ter insultado com um estrondoso palavrão. Ou então que não se esqueça do outro que gritou "comigo não há regras". Ou então aquele que andou à porrada na sala de aula e ficou com sangue na orelha. Ou ainda o outro... bom, Secretária Lina, Directora Fabíola, vou descansar, porque às 8:45 estarei a dar aulas à minha aluna mais nova de 10 anos e à mais velha de 16, por sinal ambas na mesma turma.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Hoje no Agente Provocador, Antena 3 Açores

Herberto Quaresma, Alexandre Pascoal, João Nuno Almeida e Sousa e eu. Hoje a partir das 22:00, dos Açores. A Antena 3 Açores recebe o Cowboy Cantor e a antevisão da 100ª emissão.

Para ouvir numa destas sintonias:

S. Miguel 87,7 MHz
Terceira 103,0 MHz / 103,9 MHz
Faial 102,7 MHz

sexta-feira, outubro 08, 2010

Cowboy Cantor ao vivo: entrevista na Rádio Atlântida

Amanhã, Sábado, 9 de Outubro, entre as 10 e as 11, conversa sobre a 100ª emissão do Cowboy Cantor, na Rádio Atlântida, com Graça Moniz. http://www.radioatlantida.net/
Está a chegar a 100ª emissão do Cowboy Cantor. Eu sei, ainda há uma 99ª para ser gravada, mas vamos primeiro falar da 100ª.
Será gravada ao vivo no dia 15 de Outubro no Alabote, Ribeira Grande, pelas 21:00. Haverá alguns convidados, aguardo a confirmação da sua disponibilidade, e ainda ainda algumas outras surpresas.
Para já, confirmada está a gravação desta emissão no local. Esta nota serve de anúncio oficial do acontecimento, bem como de convite para todos os leitores e ouvintes do Cowboy Cantor, bem como outros curiosos que com muito gosto irei acolher na sala.

terça-feira, outubro 05, 2010

Feliz aniversário, República

Sei que te encontras moribunda. Melhores dias virão, acredita. Entretanto, feliz aniversário, República.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Rendimento Mínimo

O rendimento mínimo: vir para a escola e render o mínimo possível.
É garantido.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Eu É Que Tenho Cada Vez Mais Vergonha

Depois de ter lido o artigo "Perderam totalmente a vergonha", no fôguetabraze, gostaria de comunicar que, para que não chegue atrasado à escola amanhã, vou já mudar um pneu que furei nas obras da nova estrada de São Miguel. Foi mesmo à saída do Miradouro de Santa Iria. Era um buraco enorme sem sinalização.
Assim, com o pneu novo, já poderei ir trabalhar amanhã. Há quem diga que o meu trabalho é aturar os filhos dos outros, gosto sempre de ser mais romântico e dizer que sou professor.
Indo trabalhar, posso fazer descontos para o Estado, a região e a autarquia. Fico feliz por saber que os meus descontos contribuem para que se continue a atribuir vários subsídios por estas ilhas.

quarta-feira, setembro 15, 2010

sábado, setembro 11, 2010

Outra Vez a Palavra F

Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, comentou esta manhã que os recentes acontecimentos em torno de Carlos Queiroz, influenciam negativamente a imagem deste Portugal dos pequeninos no exterior. É o mesmo que dizer que lá fora as pessoas não andam com boa impressão desta nação, que cada vez mais parece mesmo o rabo da Europa (literalmente, o rabo da Europa).
Então é isto?
Não é o facto de termos um Primeiro-Ministro que nem se sabe ao certo que licenciatura tirou, se é que tirou alguma. Não é o facto de haver uns submarinos que não se sabe em que condições vieram cá parar. Não é uma empresa privada, que sem concurso público, vende uns computadores ao Estado para salvar a educação, e claro, a empresa. Não é um ministro que chama deserto ao sul do rio Tejo. Não é o facto de se fechar 700 escolas e cinicamente se abrire 100 novas escolas. Não são os centros de saúde que fecham sucessivamente. Não é um partido que pensa que nós pensamos que faz oposição ao governo, ao dizer que este deveria ser destituído. Não é o facto de o nome do Primeiro-Ministro, e alguns familiares, aparecerem num caso de compra e venda, e sei lá mais o quê, de terrenos, apartamentos, centros-comerciais, aeroportos, estradas, ruas, ruinhas e vielas. Não é o facto de uma instituição de acolhimento do Estado não conseguir proteger menores sob a sua alçada, ao ponto de estes se verem envolvidos em actos de violação e prostituição com figuras públicas.
Não é isto.
E se Portugal, que está à beira do abismo, desse mesmo o passo em frente?


quarta-feira, agosto 25, 2010

sexta-feira, junho 25, 2010

Era preciso ter Visão, agora dispenso

Ridículo, absurdo, estúpido.
Não sei será esta a última vez que escrevo sobre o acordo ortográfico, mas este é o sentimento depois de saber que até a Visão já aderiu a esta nojeira.
Nunca houve uma lei que obrigasse as pessoas a dizerem que o último ano do século XX foi o ano 2000, e portanto, o último ano da primeira década do século XXI é este de 2010. Nunca houve uma lei que obrigasse as pessoas a fazer perguntas, e não colocar perguntas. Ou ainda uma lei que dissesse que nem sempre a vírgula não se escreve antes de um "e" qualquer coisa. Nunca houve uma lei que obrigasse toda a gente a escrever que há tanto tempo é sempre com "h". Ou, que ao dizer "há tanto tempo" não é preciso dizer "atrás", pois se foi há tempos, de certeza que foi lá atrás, no tempo.
Nunca houve uma lei que obrigasse as pessoas a dizer que alguém reúne-se com outro alguém, ou casa-se com outro alguém. E não reúne com, ou casa com.
Nunca obrigaram os portugueses a abrir o correio electrónico, em vez do e-mail. Ou por outro lado, proibir as transferências ilegais, em vez dos downloads. Ou ainda que determinado artigo tem um público alvo, em vez de um target.
Nunca nos obrigaram a escrever, ou falar correctamente português. E agora, por causa de quem adaptou para a sua cultura, o seu modo de viver e a sua forma de falar, a escrita que o meu Povo inventou, criam leis para passarmos a escrever de uma forma que não tem nada a ver com a minha língua?
É ridículo, é absurdo, é estúpido. E se é uma nojeira, então, mete nojo.
E já que estou numa de desafiar o acordo, hoje é Sexta-feira, dia 25 de Junho. É este o meu último artigo antes de ir de férias de Verão.

terça-feira, maio 25, 2010

Antena 3 Açores em 2010: Lamentável

Embora esteja oficialmente marcada para a o dia 28 a chegada da Antena 3 aos Açores através das ondas de rádio, já é possível ouvir em alguns pontos de São Miguel aquilo que deverá ser os testes da rádio.
Para alguns será "já temos a Antena 3 nos Açores", para outros será "finalmente!". Há possa dizer que é tarde, outros que se calhar irão dizer que ainda é cedo para termos um terceiro canal público de rádio na região.
Para mim é lamentável que a Antena 3 chegue aos Açores através da sintonia por rádio em 2010.
Lembro-me de passar férias na Madeira em 1996 e ouvir a Antena 3. Fiquei com inveja, obviamente. Coisa feia ter inveja, mas sentia-me pior em não a 3, do que ter inveja dos madeirenses. Mais do que poderem ouvir a rádio, tinham a sua própria programação na Antena 3 Madeira.
No mesmo ano comecei a tirar o curso no continente. Nesta altura a Antena 3 era para mim como ter a Turma da Estação 24 horas por dia. Levei comigo para o continente o gosto de ouvir, descobrir e falar de música criados pelas duas horas diárias da Turma da Estação de 2ª a 6ª.
Nos últimos 5 anos da última década do século XX (de 1996 a 2000) tive oportunidade de assistir a uma parte da história da música pop/rock, e suas variantes, impressionante através da Antena 3. Há dois momentos que marcaram imenso, para além das longas noites a ouvir os Grammies, na altura em que cada Grammy era na realidade um prémio merecido, e não um prémio inventado. Um dos momentos marcantes foi entrar em casa, depois de um dia inteiro de aulas e apresentações de trabalhos, e ouvir Sit Down dos James, na altura em que estes estavam a tocar aquele que seria suposto ser o último concerto em Portugal. Não fiz mais nada do que sentar-me na cama, e deixar cair a lágrima de desespero por não poder estar no local.
Houve também, anos antes, a transmissão em directo do concerto dos U2 a partir de Sarajevo. Momento único na carreira da banda, da rádio, da cidade e acima de tudo da música. Guardo bem na memória a altura em que Bono deixou de cantar Unchained Melody para chorar emocionado, e depois voltar no refrão em falsete, mas que afinal não sairam mais do uns gemidos.
Estando no continente lamentava não ter a Turma, estando nos Açores lamentava não ter a 3.
Agora que a Antena 3 vem aí, lamento que não se tenha mais cedo criado condições para a difusão desta rádio na região, e acima de tudo lamento que grande parte da história pop/rock tenha passado ao lado da rádio açoriana por falta de um canal exclusivo para a exploração deste lado da música.
Só agora? Ainda é cedo? Lamentando o facto de chegar em 2010, afirmo, ainda bem.

sexta-feira, abril 30, 2010

A 3ª melhor banda europeia em Ponta Delgada

A 3ª melhor banda europeia sem contrato esteve em Ponta Delgada, mas nem por isso houve grande alarido. A banda que os Franz Ferdinand escolheram para tocar com eles no Campo Pequeno tocou em Ponta Delgada, mas nem por isso houve muita movimentação no local. A banda que vai abrir os Editors na semana académica de Lisboa tocou no Sábado em Ponta Delgada, mas parece que não aliciou muita gente.
Em suma, os The Doups mereciam muito mais respeito do que começar o concerto às 00:30, em vez de o fazerem às 22:00, como programado. Aparentemente havia muita gente para entrar, e ainda não o tinham feito porque estavam a ver o futebol, depois estavam a comemorar, e depois estavam apenas a fazer tempo, a ver se a sala se enchia. Foi pedido amavelmente que esperassem mais um tempinho para começar.
Aqui em Portugal, principalmente em São Miguel, os artistas portugueses são sempre os coitadinhos que precisam de ajuda.
Revoltou-me a situação de ter de ficar duas horas e meia em pé no Pavilhão do Mar à espera que o concerto começasse, devido ao futebol. Mas acho que mais revoltante foi o facto de perceber que o público de Ponta Delgada não está preparado para a descoberta, limitando-se muitas vezes aos artistas já estabelecidos.
A 3ª melhor banda europeia sem contrato, aquela banda que os Franz Ferdinand quiseram que tocasse com eles no Campo Pequeno, passou quase despercebida aqui pelos Açores. Mas como eles próprios admitiram, não era de todo a banda no sítio certo, à hora certa. Pois não. A hora certa teria sido às 22:00. Quanto ao sítio, quero lá saber. Foram dos melhores 45 minutos musicais que já tive.



quarta-feira, abril 21, 2010

E agora em Londres

Entro nos estúdios da Recharged Radio (www.rechargedradio.com) em Londres como convidado do programa, saio de lá como o novo apresentador da rádio. A estreia será logo às 21:00 horas dos Açores.
Ainda o espanto de uma cidade com dezenas de origens culturais por metro quadrado, mas no entanto um civismo exemplar. Desde o engravatado ao cabelo verde com as raízes pintadas de preto. Cordialidade é cordialidade.
Costuma-se dizer que os ingleses são arrogantes e com algumas peneiras. Mas eu também teria orgulho de viver numa cidade onde uma mãe de 30 e poucos entra num autocarro ou metropolitano, e imediatamente um jovem se levanta para que ceder o seu lugar à mãe e à criança.
Óbvio que ver ao vivo quadros do Van Gogh, estar a assistir a um concerto no mesmo clube por onde passaram os Beatles, Clash, Sex Pistols, entre outros, e acima de tudo assistir ao Fantasma da Ópera, foi fantástico. Arrepia sim senhor. Mas assistir a uma evacuação por incêndio da Kings' Cross Station, em que centenas de pessoas em silêncio, abandonaram a estação, cedendo prioridades aos mais necessitados, ajudando outros, encostando-se todos à direito nas escadas rolantes, sem excepção... Isto sim, dá inveja, não dá?

quarta-feira, março 31, 2010

Podia ser a minha peta, mas ainda não é o dia

Sabendo que tenho dois bilhetes que dizem Her Majesty's Theatre - Phantom of the Opera, 9th April 7:30 p.m., e que os voos para Londres são de Sábado a Sábado, a partir de Ponta Delgada...

Boa Páscoa, até já.

domingo, março 21, 2010

Cenas da Assembleia

Não fica muito bonito na Assembleia da República uma deputada mastigar pastilha elástica de boca aberta, pois não?

Não fica muito bonito na Assembleia da República uma deputada virar costas, gesticular e mandar bocas a quem lhe está a dirigir a palavra, pois não?
Não fica muito bonito na Assembleia da República uma deputada atender ao telemóvel durante a resposta de um outro deputado, pois não?
Pois não, mas aconteceu e eu vi.

quinta-feira, março 11, 2010

Focáccias

Um café do Centro Comercial Sol-Mar tem escrito na sua ementa focáccia. Não sei se há tradução da palavra original em italiano para português, nem sei ao certo o que é uma focaccia. Mas sei que a palavra é italiana, provavelmente ainda intocável desde o tempo do uso frequente do latim. Para além disso, tal como qualquer digno estabelecimento de restauração português, não falta o acento no "u" na palavra menu. E tanto que gosto de ouvir as pessoas dizerem menu como se estivessem a balir: mé - nu. Nem o francês mais polido iria se lembrar de abrir tanto o "e".
A primeira vez que vi focáccia tive vontade de rir. Depois até fiquei com pena do iluminado que gravou as letras no mostrador. Então o acordo ortográfico quer acabar com acentos e consoantes mudas, dizem eles mudas, porque de facto nem sempre são mudas, e a pessoa que escreveu o letreiro, para além de usar duplicação de consoantes, arranja um acento onde ele não existe? O que pode fazer então o acordo ortográfico neste caso? Aparentemente nada, pois este acordo não para informar ninguém. É mais para desinformar, e diria mais: desenformar.
Este acordo irrita-me profundamente. O que faz, mais do que uniformizar (era muito para eles) a escrita da língua portuguesa, é simplesmente deixar de obrigar os portugueses a pensar no porquê de certas grafias.
Depois há aqueles brilhantes comentários dos estudiosos e linguistas pro-acordo: Quem quiser continuar a escrever como agora, continua. Mas deve-se começar a ensinar o novo acordo.
Então se se pode escrever como quisermos, isto não é acordo e não é uniformizar a língua escrita. É precisamente tornar mais caótica a forma como escrevemos e lemos a língua que afinal teve origem em Portugal, mas que agora vai ser uniformizada de acordo com o uso de países que desenvolveram para si próprios uma outra forma de escrever.

quarta-feira, março 03, 2010

Plano Alternativo

O Cowboy Cantor sai do sótão e muda de nome. Mas não se preocupem, o podcast como o conhecem vai continuar a existir, no sítio onde o conhecem. Apenas, a partir do próximo Sábado, 6 de Março, começa na Rádio Marcante o Plano Alternativo.

Um programa de uma hora, apresentado por mim em directo, com início marcado para as 19:00.


domingo, fevereiro 21, 2010

Jamie Cullum em Ponta Delgada, já era por enquanto

Telefonaram-me há minutos:

- Nasceste com rabo virado para a Lua.

Estou retido nas Flores pelas mesmas razões que o concerto do Jamie Cullum em Ponta Delgada foi adiado: condições atmosféricas.

Ninguém sai, ninguém entra e ninguém circula nos aeroportos açorianos.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Escrever em português: óptima acção de descontracção

Escrever em português é sem dúvida uma óptima acção de descontracção, e aviso que assumo a partir de agora qualquer erro ortográfico à luz do absurdo acordo. Não vou por aí.

"Valha-nos Deus, que o argumento de autoridade prevaleceu no acordo sobre a unificação transatlântica do Português. Como ele foi preparado por linguistas, a nós, os vulgares utilizadores da língua, por mais que a usemos ficou-nos interdito opinar sobre o seu futuro. Ora o problema é que, se uns podem invocar a sua sapiência para dizer “vamos por aqui”, outros com igual garantia académica têm o direito de negar “não vamos por aí”. Pelo que, afinal, fica aberto o caminho para a autoridade da nossa própria opinião." (Daniel de Sá in Acordo ex corde?)

domingo, janeiro 31, 2010

Actividades semanais: vão passar a ser 254

Quando anunciei O Rapaz do Cavaquinho à família, um dos meus cunhados, o Sérgio, comentou:

- Sei que quem corre por gosto não cansa (...), mas não tens mais actividades que inventar a adicionar às 253 que já tens semanalmente?

Isto do 253 não sei bem se são 253, e se forem, vão deixar de ser. Brevemente passarão a ser 254. Claro, a ducentésima quinquagésima quarta está relacionada com a música. Mas desta vez é mesmo da Maia para o mundo.

Este anúncio serve apenas para desculpar alguma falta de actualização no Danialice.

O Cowboy Cantor canta a 79ª emissão aqui.
Ouvir no iTunes.


O Rapaz do Cavaquinho toca uma doce condição humana aqui.

sábado, janeiro 23, 2010

A Medalha do Lopes

Se é por questões relacionadas com a legislação, a qual parece obrigar que todos os ex-primeiro-ministros a serem condecorados com a Grã Cruz da Ordem de Cristo, então, já não era sem tempo.
Pior foi o facto de nunca se ter ouvido nenhum presidente da república explicar o porquê da condecoração. Desta vez, o Senhor Presidente achou por bem esclarecer o país, não fosse alguma mente mais reaccionária duvidar do mérito do medalhado.
Como diz o meu pai:
- Até tenho pena do Santana Lopes.

O Cowboy Cantor canta a 78ª emissão aqui.
Ouvir no iTunes.


O Rapaz do Cavaquinho toca o regresso de uma das mais importantes bandas dos anos 90, desta vez com álbum grátis.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Caro Anónimo (comentador do texto anterior): você não merece isto, mas não admito que ofenda a honra dos meus ex-professores

Caro Anónimo,
O seu comentário ao texto A Disciplina de Voto faz-me ter que defender a honra de todos os professores que tive, e ainda tenho.
Começo por lhe chamar a atenção para o facto de ter feito mal a concordância entre um prefixo de origem e grego. Repare que origem é feminino, pelo que um prefixo tendo origem, seja qual fora, será sempre uma origem, neste caso, origem grega.
No 4º parágrafo refiro que "dizer homossexual estamos a falar só de homens, como se homo quisesse dizer homem." O 5º parágrafo é uma pergunta que faço a quem acha que "homo" quer dizer homem.
Já agora, neste blog não há "posts". Há textos, publicações, entradas ou artigos.
Como eu refiro no princípio, não publiquei este artigo para ajuizar sobre o casamento homossexual. A minha preocupação foi a forma como se debateu o assunto, mas "acima de tudo, lamento a disciplina do voto e o seguidismo." (último paragráfo).
Se os meus estudos o preocupam, posso dizer-lhe que fiz escola do 1º ano ao 6º na Maia (São Miguel). Na altura não havia UNECA, nem PERE, nem programas Oportunidade. Na altura perdia-se a primeira classe por não se saber escrever o nome ou a data. No início da 3ª classe eu já andava com o manual (livro, como nós o chamávamos) da 4ª classe na mochila, o qual, não raras vezes, me pediam para o usar nas aulas.
No 5º e 6º ano, as minhas melhores notas foram sempre Francês e Língua Portuguesa. Sendo que acabei o 6º ano com nota de 5 a todas as disciplinas, a professora de Francês e Língua Portuguesa só não me deu mais porque não podia.
Quando fui para o 7º ano, na Secundária da Ribeira Grande, continuava a não haver UNECA, nem PERE, nem Oportunidade. Passei a detestar Matemática, e logo aí me orientei: Humanidades. A escolha no 10º ano, para além de fácil, foi inevitável.
Nessa altura, 1993, julgo eu, a Secretaria Regional de Educação ainda permitia e encorajava os trabalhos de casa. Em boa hora. À conta disto, ganhei cada vez mais o gosto pela leitura e sobretudo pela escrita.
Aquelas classificações das minhas redacções eram monótonas demais: se numa semana era BOM, na outra semana era MUITO BOM. Às vezes era Muito Bom, outras vezes era só Bom. Houve uma vez que no próprio texto pedi à professora para não me avaliar de novo em MUITO BOM, e então a minha avaliação nessa semana foi MUITO BOM.
Acabei o 12º ano com 14 em Latim. O suficiente para perceber a origem de muitas palavras da língua portuguesa. Quando me deparava com uma palavra composta, era um dos melhores a dizer se a origem era grega ou latina.
Entrei para a Universidade (Escola Superior de Educação de Setúbal), na altura em que já se falava numa remota hipótese da implementação do processo de Bolonha, mas felizmente, fiz todo o ensino superior fora do processo Bolonha.
Uma vez tive nota baixa em Etnomusicologia porque discuti na aula com a professora, pois esta teimava que eu era açoreano e não açoriano. De nada me valeu argumentar que a origem era a palavra açor e não açore. E por isso é que há os marianos e marcianos, e não os mareanos e marceanos. Lembro-me até de concluir que, talvez devêssemos ser milhafrensesmilhafrinos, ou qualquer coisa parecida.
Fiz a minha licenciatura em Educação Musical em mais de 4 anos, é verdade, mas fiz também o 4º grau de guitarra clássica no Conservatório Regional de Setúbal em 3 anos. Até aí, todo o que eu sabia de música, quer na teoria, quer na prática, aprendi praticamente sozinho, não fosse o meu pai me ir contando, ao longo dos 18 anos anteriores à minha entrada para o ensino superior, algumas histórias da História da Música.
Presentemente, apesar de efectivo na Escola Gaspar Fructuoso da Ribeira Grande, continuo a estudar. Estou já no segundo ano do curso de Novas Tecnologias da Música, no Conservatório Regional de Ponta Delgada.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

A Disciplina do Voto

Muitas coisas me fazem confusão neste processo do casamento homossexual.

Prefiro não opinar sobre o assunto, pois este tomou algumas proporções em certos debates que vão para além da igualdade de direitos (segundo o que se reclama) e entram num campo de ofensas morais.

A mim, duas coisas me incomodam, para além de uma delas ser o facto de inúmeras vezes se falar em casamento "gay", uma palavra feia, não portuguesa e que exclui os indivíduos homossexuais do sexo feminino.

Para que então as senhoras não se sentissem excluídas deste debate, começou-se a falar de casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque dizer homossexual estamos a falar só de homens, como se homo quisesse dizer homem.

Sendo que homo quer dizer homem, e o oposto é hetero, então um casamento de duas senhoras será um casamento heterossexual?

Outra questão, e de novo falo na falta de credibilidade que tenho para com grande parte dos políticos hoje em dia, prende-se com o facto de mais uma vez uma questão de valores sociais tenha sido tornada uma questão política.

Acima de tudo, lamento a disciplina do voto e o seguidismo.

O Cowboy Cantor canta a 77ª emissão aqui.
Ouvir no iTunes.


O Rapaz do Cavaquinho continua a tocar aqui.