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quarta-feira, outubro 20, 2010

Lá se foi o melhor sistema de ensino do país

Em 2007 o senhor Thomas Hofsäss, professor alemão da Universidade de Liepzig, pelo menos era-o nessa altura, começou a percorrer as escolas dos Açores, num projecto financiado pela Direcção Regional da Juventude e Secretaria Regional da Educação, para estudar o sistema de ensino regional. Tive oportunidade não só de assistir a uma das suas apresentações, e estudos (foi-me entregue um inquérito para pôr umas cruzinhas, como base de trabalho para este estudo), como também acabei por comentar neste blog este estudo (O Melhor Sistema de Ensino Está Nos Açores). Na altura foi-nos dito que as conclusões deste estudo iriam demorar três anos a serem apresentadas, no entanto já o professor Hofsäss afirmava no seu português com sotaque que este sistema de ensino devia servir de modelo para o país. Isto porque é um sistema inclusivo.
Não achei estranho o homem andar a afirmar que este sistema é o melhor de Portugal, afinal de contas andava a ser pago pela região para percorrer as ilhas. O que achei estranho foi que dizia que os resultados iriam ser apresentados dali a três anos, mas ainda assim já concluía que nos Açores pratica-se um sistema de ensino modelo para o país, quem sabe Europa. Ou talvez até mesmo todo o planeta Terra.
Façamos contas... 2007 mais três dá 2010. Boa, estamos no ano da apresentação desses resultados. Para já sabe-se que nenhuma escola da região Autónoma dos Açores está entre as 100 melhores classificadas, para os estrangeiristas, as 100 melhores rankiadas. É assim que se deve chamar alguém que faz parte de um ranking. Mas fique-me-nos pela classificação das escolas portuguesas. De facto, nenhuma dos Açores está entre as 100 melhores. Mas atenção, estamos à frente da Madeira, coisa que não acontecia há anos. Bravo, o Fundo Monetário Internacional também já esteve mais longe de entrar em Portugal, ao contrário do que já aconteceu na Grécia.
Quanto ao senhor Thomas Hofsäss, nem vê-lo. Terá deixado de receber os apoios? Teve vergonha e foi-se embora mais cedo?
Espero é que nunca se esqueça do meu aluno que partiu a porta com um pontapé depois de a ter insultado com um estrondoso palavrão. Ou então que não se esqueça do outro que gritou "comigo não há regras". Ou então aquele que andou à porrada na sala de aula e ficou com sangue na orelha. Ou ainda o outro... bom, Secretária Lina, Directora Fabíola, vou descansar, porque às 8:45 estarei a dar aulas à minha aluna mais nova de 10 anos e à mais velha de 16, por sinal ambas na mesma turma.

8 comentários:

Anónimo disse...

Afinal a única réstia de credibilidade que esse senhor Tomás tinha era mesmo na última sílaba do seu nome.

Rodrigo , não percas tu a esperança. Se a estatistica o exigir ainda terás que aturar, nas calmas, rapazinhos de 18 ou 20 anos.

Um abraço

Manel Estrada

Rodrigo de Sá disse...

O problema é que esta estatística não mostra quantas vezes se tem que explicar que o número de bilhete de identidade está à frente por baixo da altura, no cartão de cidadão.

Anónimo disse...

Imagino, Rodrigo, o desespero que será malhar em ferro frio . Pode ser que alguma rapaziada chegue lá pelo verso.

Abraço

Manel Estrada

Rodrigo de Sá disse...

Hum... isto é gente que não vai em cantigas tão facilmente.

Anónimo disse...

Ó Rodrigo, eu disse mesmo verso, mas do CC. Por lá está também o n.º do BI.
Mas também concordo com as cantigas. Ouvidos duros não embalam facilmente.

Rodrigo de Sá disse...

Ah, este verso. Bem, já é difícil saberem o que é a parte da trás, quanto mais o que é o verso do cartão.

Anónimo disse...

Rodrigo
Só passei por aqui para deixar um abraço de parabéns por mais um ano do DaniAlice.
Manel Estrada

Rodrigo de Sá disse...

Pois foi. No dia 2 de Dezembro. E este blog já não é actualizado há mais de um mês.

Já seguem novidades.

Obrigado,

Rodrigo