A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

sexta-feira, novembro 04, 2011

A legitimação da abstenção

Eles são pagos para sentarem o rabo nas cadeiras da assembleia, recebem subsídios até para as flatulências. De muitos nunca se ouviu voz, ou sequer se viu a cara. Chegam atrasados, e saiem antes da hora, e ainda assim decidem abster-se na votação do orçamento de estado. E nós é que somos uns irresponsáveis quando nos apetece passar a tarde de Domingo em casa, ou na praia, em vez de pegar no nosso carro, gastar a nossa gasolina, comprada com o nosso dinheiro e ir votar.
Eu não sei se me vou abster nas próximas eleições. Uma coisa é certa, as próximas constituições da Assembleia da República ou Regional não vão ser à custa do meu voto. Se vier por aí adiante um partido dos koalas, ornitorrincos, ou dos pinguins, terá muito mais probabilidades de receber o meu voto, do que outro qualquer.

34 comentários:

MaesDoc disse...

O que vale é que os monotrématos têm cloaca. Sempre são melhores veículos paras as flatulências, concordo contigo.
Mas ainda acreditavas nos pragmáticos cor de rosa ? Tão iguais, tão pouco diferentes que eles são todos. E então quando se refugiam debaixo da capa dos mercados a irmandade torna-se uma massa disforme, impossivel de distinguir.

Rodrigo de Sá disse...

Caro Manuel, obviamente que não acredito nestes pragmáticos, mas esperava que pelo dessem uma opinião. A favor ou contra, que dissessem alguma coisa. A descrença na classe política portuguesa é cada vez maior, e abrange cada vez mais uma maior faixa etária.

MaesDoc disse...

Tenho que concordar também contigo, meu Amigo Rodrigo. Mas pior que a descrença é o facto da geração da esperança, os mais novos, os que têm que pegar no testemunho, estarem completamente sem capacidade de luta, manietados mentalmente por este exercício da crise , tendo como horizonte e fasquia empregos precários e ausencia absoluta de um estado social que os proteja na velhice. Quanto aos muito polidos e pouco valentes pragmáticos trocaram a oposição pela inação. Uns frouxos que vão cultivando as ideias da direita.
Abraço
Manel

Anónimo disse...

Eu voto no koala, bicho calmo. Vantagens? É ecológico e não demagógico, não se faz passar por tigre na Malásia, o que num político é coisa rara. Não é carnívoro e portanto não promete esfolar o presidente da mesa. E vai a pé. Ah! e come calado.
PS: Passou-me uma coisa pela cabeça: E se em alternativa se criasse o partido dos abstencionistas, tipo BE? Acho que vou pensar melhor!

MaesDoc disse...

Como o Partido dos Animais já existe e um bloco central de animais em partidos já está credenciado, só falta realmente esse outro PA ! Mas mesmo assim ainda continuo a pensar que qualquer coisa diferente desta que nos trouxe até aqui, é para agarrar. Mesmo que seja um PC( partido do coala, claro) ou um BE( bom executivo), de gente nada habituada a rebanhos e que não se troikem por dá cá aquela palha.

Anónimo disse...

Aguardo notícias do acontecimento olhando todos os dias para o céu, excitado em busca da estrela anunciadora. Mas vou levar uma cadeira de praia para ler confortável outras histórias infantis. E um babete para quando for velhinho...

Rodrigo de Sá disse...

Leva também o leitor de mp3 e algumas emissões do Cowboy Cantor :)
A alusão aos coalas (com k diz que também é legal em Portugal) foi mais ou menos por estas razões. Come calado porque é educado, e agarra-se com as unhas, não com o rabo.

MaesDoc disse...

Que sorte meu Caro Anónimo. Nem todos conseguem comer calados, materializando sonhos, ora colocando os rabos em cadeiras de lona fina, ora empurrando a sua consciência para os paraisos Alzheimerianos do esquecimento. Até os burros zurram e escoiceiam quando as favas que lhe dão( ou não) estão fora do prazo , ou do balde.
E para finalizar aconselho " Le Petit Prince", tornando útil o desleixo comunitário, a distracção dos oportunistas.

Anónimo disse...

Boa ideia essa do mp3 mais o contributo do Cowboy Cantor! Insisto no entanto na cadeira de praia porque histórias infantis em pé são cansativas. Não que os putos tenham culpa, sabem é pouco da vida e levam a sério o enredo.

Simpático MaisDoc, prosa artística e difícil mas sempre lhe digo que o "le Petit Prince" está para mim logo a seguir à Bíblia e antes do Avante!
Confirmo também que os burros zurram (já vi!), as favas escoiceiam quase de certeza e eu com o esforço e por causa do Alzheimer já perdi o fio à meada!
Apesar de tudo acho que como princípio de tese sobre antevisão do futuro próximo não está mau. Parabéns.

MaesDoc disse...

Ilustre Anónimo(a)! O que eu tenho aprendido aqui consigo sobre o futuro próximo e remoto! Nem imagina. E sobre o passado, Deus meu! Alguém que já está entalado entre a Biblia e o Avante,os ex -libris do conhecimento humano como sabemos, só nos poderá trazer esperança para a Vida presente. Mesmo que já esteja com constantes tentações para se espraiar nas lonas da sua chaise-longue preferida.
Meu caro, deixe-se de histórias, infantis que sejam,e explique-nos, sem essa sobranceria dos idiotas iluminados, qual o espelho em que se gosta de mirar, qual o rebanho que lhe tem dado guarida, qual a luz que lhe faz ver o futuro sem ilusões? Ensine-nos o caminho, para além dessas circunstanciais, reactivas e tresmalhadas graçolas. Olhe que vozes assim não chegam ao Céu, ou será que chegam?

Com a maior reverência e respeito

Manuel Estrada

Anónimo disse...

Ilustre com "o" se faz favor. São favores seus porque jamais me atreveria a dar-lhe a receita para o fim do mundo! Até pelo contrário, a minha esperança era ouvir-lhe a sábia confidência sobre os Passos previstos para construir o esqueleto do mundo novo que sei ter no bolso. Contava até com a sua inevitável experiência, detalhes importantes, posturas imprescindíveis, armamento a adquirir se a coisa passar por aí!
Fiquei até enxofrado com a acusação de possuir eu sobranceria de iluminado quando na verdade busco àvido que me desenrole a sabedoria com que já percebi prepara o acesso ao segredo da harmonia entre os homens, e já agora conte também com as mulheres! Basicamente esperava que nos confidenciasse como preparar o armamento que sodomizasse os mercados. Por exemplo, já que julgo ser por aí o ataque. E ofende-me por me atribuir acções passadas ou futuras e que possua um rebanho! Nada, tirando o tal Koala que entretanto faleceu de insolação. Resta-me a tal cadeira, reforçada agora, porque ao lê-lo prevejo ser longa a espera.

Sempre a considerá-lo e com o olhar em frente, no futuro.

MaesDoc disse...

Ilustríssimo da Casa dos Anónimos

Era o que se esperava de quem, entre o anonimato e a fauteuil, vai ficando com pragmáticas e estreitíssimas visões sobre o mundo que é suposto rodeá-lo.
Sem conteúdo, sem ideias ou ideais, mas sempre atento e com os remos prontos a entrar nos bateis alheios. Com os olhos sempre fixos no pescado. Do bom, pois, como arguto que é, sabe que dá cor e vida aos mercados( estes mais de Zebolim).
Como deve ter já calculado, fiquei arrasado, completamente, com as soluções que aqui nos deixou para este mundo diabolizado. Não nos diga mais nada. Que ainda morremos de espanto.

Sempre aprendendo com quem sabe,

Um sedento servo das suas palavras

Manuel Estrada

Anónimo disse...

Bolas, e eu a pensar que finalmente encontrara alguém com a verdadeira mistela que nos levasse ao Eden! Pronto, fico defraudado nas expectativas de encontrar o Santo Graal que desvendasse o caminho da berdadeira solução para o desmercado. Ora, vai um mp3 à moda da casa!
A propósito, estou-me nas tintas para o Acordo Ortopédico/gráfico! Nem sei porque há quem goste, tal como nim para quem não goste!
Os meus respeitosos respeitos, respeitosamente.

MaesDoc disse...

Sempre nas tintas. Um oásis de bonitos arcobalenos(com digna homenagem ao Cavaliere).

Natale hilare et Annum Faustum!

Anónimo disse...

Natale è stato tagliato. Mi dispiace!
Troika

Anónimo disse...

Recebi entretanto o relatório dos meus adjuntos sobre a posição de princípio de Rodrigo Sá sobre a abstenção e a resposta foi curiosa: A coisa depende sempre do lado para onde ele se abstem! Já ia a despedir o chefe dos adjuntos convencido que era jornalista a trabalhar de forma encoberta para o José Manuel Fernandes ou mesmo para a MMG que Deus tem, coisa de que me teria arrependido.Na verdade parece simples o ponto de vista e a verdade é que virar as costas enquanto assaltam uma velhinha ajuda o assaltante!
Ah e tal, o assaltante é loiro e tem bom aspecto, dirão alguns! Pois, aí é já um caso de confusão mental e a melhor opção é mesmo emigrar para a Madeira:Lá eles não deixam o pessoal ficar confuso, dizem direitinho o que se deve fazer e garantem estabilidade por décadas! É verdade que há solução tipo foice e martelo que diz que mata os "mercados" mas confesso, quase que apostava que essa opção foice...
É verdade que formam omissos em relação à "esterilização" dos mercados, mas acho que se deviam soltar uns Stuarts para lhe apertar os tomates!Enfim, opiniões.

Rodrigo de Sá disse...

Estou quase convencido, quanto mais não seja por não ser confundido com certos estados de mente demente.
No entanto, eu pergunto: mas qual o ladrão a agarrar. É que se um rouba por esticão, outro rouba por arrombamento. E há também aquele ladrão que rouba por estrangulamento.
A verdade é esta: não vejo ninguém que mereça a minha cruz. Ela, da última vez que foi usada foi para revelar quem queria que não fosse o ladrão, e não propriamente revelar quem queria que fosse o Alibaba. Na verdade, a recusa de uma é a aceitação de outro.
Haja um Robin Hood (que não é bosque).

Anónimo disse...

Confusão: Se andamos à procura de um mundo sem ladrões e ofícios correlativos temos que mudar de galáxia! Eu acho que vamos ter que escolher o caminho das pedras e ir perdoando alguns trambulhões. Até porque a perfeição não faz parte de nós, grande parte das nossas verdades são egoísmos, um grão de areia no nosso olho-vista por causa das confusões- é um tronco na vista do vizinho.
Irmãos, acabei o sermão! E também dispensei os assessores por falta de verba para lhe pagar. Despedimento sem justa causa? Eram uns sacanas!

MaesDoc disse...

Apreciei a confissão. A prova que a perfeição não faz parte do código genético de alguns seres vivos, ou que facilmente desistem de a intentar, é que, num ápice de comprometimento disléxico, se transforma um vulgar e inocente trambolhão, num enorme trambulhão, onde facas e desordens rapidamente ocupam o campo de batalha.


E por falar em ladrões, mercados e mercadores, alguém já disse:

"Não me deixe julgar uma pessoa, sem que eu tenha andado duas luas com suas sandálias".

Meu caro Anónimo, esse seu pragmatismo mercantilista, do deixa estar que um dia, por sorte ou desígnio, me pode calhar melhor a mim, não me estimula a vontade de calçar as suas alpergatas. Mesmo que eu acredite que a sua hipocrisia/vista um dia o deixe vislumbrar a quantidade de anónimos que por este mundo vão ficando miseravelmente fora desse seu festivo comboio que a meio da viagem já nem metade das carruagens consegue levar a reboque.

Claro que haverá sempre a solução do seu mascoto de orelha bífida ou a sua foice agadanhada resolverem o assunto. Qual boomerang com ponto de partida e melhor chegada em Wall Street.

Contra os ladrões,acanhar,acanhar!!

Anónimo disse...

Olha olha MaisDoc, logo agora que eu despedi os meus assessores! Lá terei que fazer um esforço suplementar já que me foi descoberto um pragmatismo qualquer, que deduzo ser assim uma espécie de moléstia. Diz vexa condenatório: "A prova que a perfeição não faz parte do código genético de alguns seres vivos...". Uma revelação para mim e a certeza de que vossa misericordiosa pessoa não pertence esse grupo. E sendo alguns apenas deixa o inferno bem menos lotado do que se diz por aí.
Voltando ao mercantilismo, pasmo como topou logo que sou proprietário de uma lojeca na Baixa de Viana de Castelo onde vendo quinquilharia. Logo ali sob o olhar de Santa Luzia lá no alto!
Confesso, tenho que o dizer, o espanto de me causa a maneira vaga como diz coisas definitivas e que consistiriam em medidas... vagas! Ó meu caro, já que os obstáculos que nos separam da harmonia e da justiça estão tão clarinhos, porque esperamos para lhe ouvir um plano?! Cheira-me que anda a distribuir culpas o olho e nem uma ideia exequível se arranja. Enfim, um Western cheio de sangue que no fim é só molho de tomate!
Mas olhe, se descobrir o tal mapa que diz que tem avise! O Nobel a quem o merece, se bem que até este começou bem mal e aos puns!
Ansioso e agradecido antecipado. Mande vexa o plano e até estou disposto a pedir desculpa a Santa Luzia e ir lá a cima a pé!

PS(sem ofensa): Não fique preocupado se não encontrar o segredo, eu também não o tenho e faço como os outros seres humanos modestos: Vou avaliando e decidindo a meu gosto, esperando que os que vierem a seguir façam o seu melhor, e melhor do que eu!
Já me tinha despedido? Para não ficar em falta aqui ficam os meus respeitosos cumprimentos. E as desculpas ao dono da loja com os votos de sucesso na dúvida que o "atormenta".

MaesDoc disse...

Meu caro, só um pequeno pormenor.

Não insista mais no Mais,e coloque lá o Maes, humilde retrato das iniciais dos meus nomes.

Agora envia-nos a Santa Luzia , logo a padroeira dos oftalmologistas. Nada mais certo.

Acredito até que se tentar a penitência de joelhos,será tocado pela generosa compaixão da Santa e conseguirá sair dessa crença que basta avaliar e decidir a seu gosto para tudo acontecer , deixando para os outros a pequena, e, quiçá, inútil tarefa de fazer. Mesmo, e sobretudo, que vindouros.

Ao ler estes seus arremessos só me lembro de duas frases de um humorista gaúcho, que se colam perfeitamente às suas edificantes, consequentes e irrecusáveis soluções que aqui nos vai deixando para este mundo disfuncional( sem reparar que se tem limitado a mandar uns bitaites aos comentários esforços alheios).
Aqui ficam:
" As suas ideias são como uma faca sem lâmina à qual lhe retiraram o cabo - inexistentes"
"O tambor pode fazer muito barulho, mas é sempre vazio por dentro."

Quando quiser sair dessa absurda abstenção de ideias, aqui me terá.

Seu leitor atento

Manuel Estrada

Anónimo disse...

Olhó disparate! Ponha lá MaEs no sítio onde eu me baralhei julgando ser plus e receba as minhas desculpas.
Meu caro, não é certamente por acaso que decorou essas máximas gauchas, verificou certamente que lhe assentavam como uma luva, e eu concordo. Guardá-las-ei para aquelas ocasiões em que não me ocorre nada de jeito. Agradecido pela dica.
"...basta avaliar e decidir a seu gosto para tudo acontecer", diz vexa que eu disse e na verdade não disse. E já agora esclareço que no meu pensamento não se dispensa a acção, só que ela não deve ser voluntarista e tomada por iluminados, mais luminosos que iluminados, antes como soma de vontades que nunca são definitivas. E como parece não ter dado por isso ainda, se nem sempre as vontades vêm a revelar-se coincidentes com os interesses ou convicções pessoais, a probabilidade de actos pseudo-iluminados praticados por quem tem horror a pragamtismos virem a ter fim feliz é pequeníssima! Errar e voltar a tentar é tarefa quotidiana e eterna. Já vi não acreditar que "o mundo é composto de mudança" mas a firmeza da letra leva-me a pensar ser um jovem e que o perceberá.
Meu caro, já estive a favor e contra métodos e pessoas, tenho um pensamento sobre as bases que gostaria de ver na sociedade, voto e defendo as propostas que mais se aproximam. Não tenho é a presunção de ter no bolso o código secreto que sincronizaria pensamentos e interesses, que o mundo se porá à minha disposição para experiências ou que conseguirei a unanimidade entre os bípedes que por aí andam aos milhões.E mais, desconfio de quem promete o que não pode dar...
Sempre ao dispor para aprender consigo.

MaesDoc disse...

E lá se volta a baralhar com o dito acrónimo. A charada também é dificil, nada anónima, mas já não fica mal assim.

E logo eu iria dividir com o amigo máximas a mim dirigidas em exclusivo! Não sou tão benemérito ou solidário , pode crer.

Se não as quiser, está no seu direito, pode guardá-las , sim senhor. Até as pode colocar coladas aos encaixes do seu espelho preferido. Algo que dê estatuto e vida à sua imagem, no começo de cada manhã.

Depois, com boa retórica e excelsa demagogia vai acertando pouco e errando na maioria.

Quem nos disse, com auto proclamada modéstia, que gostava de avaliar e decidir, na verdade foi vossa senhoria. Acredite que sou muito mau, péssimo até , a inventar.

Diz-nos agora que em pensamento não dispensa a outra componente da troika, a acção. Mas qual? A que vai vendo ser executada à sua volta por voluntaristas e outros artistas, ou a´gastando-se a pensar que o seu devoto voto é basto e suficiente para o mundo mudar e entrar na engrenagem.

" O mundo é composto de mudança" Lembrou-se dessa agora, ou é algo que já fez parte das suas acções incorporando o seu génio genético? Trocou-se nas voltas, perdeu-se no nevoeiro?
Ou a mudança para si só tem uma direcção, fruto das suas indefectiveis avaliações e decisões?

Deixe-se de balelas e desculpas de mau prestador. Não se acoite atrás dos seus infalíveis pragmatismos que tanto mal vão fazendo a quem necessita de bem, das falsas presunções e dos falsos medos em ser voluntarista. E sabe porquê? Faz-se velho e os andarilhos só atrapalham.

E aqui deixo mais uma:
" Que tristes seriam os caminhos, se não fosse a presença distante das estrelas".

Vá guardando

Manuel Aires Estrada Santos

Anónimo disse...

Pelo-me por aprender consigo, mas olhe que você presume que tresanda! Estará ao mesmo nível na água benta?
O meu caro contraditor pela-se pela ação, presumo que se irrite por não me ver sugerir o uso de Kalash. Acção só pode mesmo ter tiroteio, mudança só ao estalo, os seus neurónios pulam e os mercados agacham-se.
Soubesse a loira Merkl e o rapaz que anda com os pés na posição das dez para as duas e fala françês da sua intrépida presença em palco e as taxas de juro andariam de Metro! Homem, não se agache e eu pagarei para ver o filme. Conte-me lá então o plano onde eu falho apesar da convicção pragmática, areje-me o discernimento que é bastamente insuficiente reparo agora, descreva-me as cores e os contornos, o sítio onde se faz força até um traque me trair! Avante lá com isso.
Falei em Avante e lembrei-me da fraca figura e produção reduzida, nem mesmo em Bloco se consegue mais do que ver as estrelas! Estará você a dizer-me disfarçadamente que é amigo do Coreano de que não me lembro agora o nome e está ataviado com a bomba?!

Engrenagem, diz bem. O seu raciocínio é uma engrenagem muito mal oleada, ponha isso a funcionar e vai ver.

Começa a ficar frio aqui na gruta onde estou a esconder o ordenado. Às tantas, lembrei-me agora, por causa de activistas não pragmáticos que por acção e raivinha o puseram a descoberto!

Vá pra dentro e aceite as antecipadas alvíssaras se vir por aí a crise e a enforcar!

MaesDoc disse...

Meu Caro Vianês, homem rijo e de têmpera, que se vai formatando entre as soalheiras e convidativas cadeiras de praia e as bolorentas e frias grutas limianas.

Não pense mais nisso, não escolha mais caminhos, que se cansa. E cansado que fique, pode mesmo correr o risco de perder a dignidade e o discernimento.

Não seria digno de quem já sabe que nada se pode fazer mais ao mundo.

Já o meu pai, um valente ferreiro de profissão que martelava como ninguém em todas as foices e foicinhos que lhe chegassem, dizia-se incapaz de perceber porque grassava a miséria à sua volta , para manter uma bolsa e uns improdutivos mas prósperos bolseiros, sacando dividendos e dívidas(imagine só o que ele dizia).

E atrevia-se a afirmar, peremptoriamente, que todas as guerras que ocorreram no mundo, desde que há história delas, tiveram a fome e a ganância por guarda costas.

Quer o meu amigo Anónimo, melhores e actuais ingredientes para,declarando-se incapaz de descortinar o resto, impotente para parar o declinio, perceber que a solução da estalada e da revolta séria e à séria seja já o último trunfo que resta aos usados e abusados.

E não tenha vergonha de não participar nesse levantamento.

Realmente quem reage dessa maneira, aos traques, mais vale fugir do campo de batalha. A cobardia sonora não ficaria bem em nenhum lado. Por pestilenta( desculpe a minha presunção).

Sobre a amarrecada Bismarck de saias e o Co- Principe de Andorra, e já agora do Pacífico Havaiano, já vi que pouco percebe , nem quer perceber( mais uma minha criminosa presunção) da global marosca, deixo aqui mais uma das minhas reflexões.
http://www.bbc.co.uk/news/business-15748696

E vá tentando fazer a melhor ablução da sua consciência.( pode até usar a água benta que desperdiçou na sua anterior mensagem).

Que o Santo William James o proteja.

Bom fim de semana

Manuel Estrada

Anónimo disse...

Não penso mais nisso, não escolho mais caminhos que me canso? E se me canso perco a dignidade? Presumo então que o caminho a si lhe foi indicado e entrou em preguiça para não gastar as meninges, logo a dignidade?
Onde leu vossa sapiência na minha prosa que nada mais se pode fazer ao mundo? Estava nevoeiro e não viu nada quando disse que no mundo se intervém todos os dias? Ou está convencido que as gerações actuais e futuras lhe vão passar credencial para os representar e fazer do mundo qualquer coisa de definitivo que lhe vai a si na cabeça como obra acabada e lhe permitiria descansar ao terceiro dia? Você nada em água benta tamanha é a presunção de eficácia, de certeza no caminho. Pela minha parte vai de carrinho porque me parece um convencido vaidoso, sobre o que quero decido ou delego e não delegaria em si.
Tem a certeza de que o pai do seu pai e os pais que ambos tiveram não se questionaram sobre a forma de livrar o mundo do mal, já dando de barato que o conceito é aliás bastas vezes subjectivo? A incompetência que mostraram acabou, é desta? Imagina portanto o mundo novo uma obra acabada e universalmente consensual? Por onde andou vossa senhoria desde que lhe cresceu o bigode e qual a obra que produziu e que fez mudar o mundo?
Meu caro amigo, fosse eu vaidoso como você e a mim próprio atribuiria a derrota da peste ou do FCP, para dizer coisas semelhantes.
E quer que lhe diga a minha opinião sobre os motivos das guerras que sempre assolaram o mundo? Pois olhe que não foi só a ganância do lucro que as activou, muitas delas, talvez as piores, foram desencadeadas pela megalomania e presunção de infalibiidade de uns quantos "iluminados" que traziam a verdade no bolso! Pense nos morticínios rácicos, e já agora se fizer o favor, nas guerras religiosas em nome de crenças infalíveis que tornavam os vizinhos em inimigos. Meu caro isto é também contemporâneo. Você reduz o mal a inimigos ou ganâncias, mais que certas é verdade, longe porém de serem debeladas por voluntarismos infantis. É que eles são muitos na sua diversidade, vivem entre nós, dentro de nós veja lá! Atribuo esse voluntarismo a excesso de banda desenhada que o faz descolar da terra que habita.
Mas sabe o que irrita na prosa auto laudatória de vexa? É que não se limita a dar receitas que não são exequíveis do pé para a mão, nem desejáveis aliás, mas ainda por cima se atreve a acusar quem não o segue no método, de ser colaborador de ladrões, cobarde que não assume a coragem de dar cabo de todo o mal que você vai indicando! Porra! Perdão, digo chiça!
E permita-me meu caro que lhe chame a atenção para uma inconstância de argumentos um bocado infantil ao enviar-me o meu caro um link para uma página que mostra as misérias e opulências, as ligações de interesses entre países. Fico portanto na dúvida se pretende iniciar a sua luta imediata desatando o nó de interesses cruzados lá demonstrados, açoitando por junto e globalmente os sacanas. Também era curioso conhecer a sua douta explicação, já tão apontada pelos especialistas, sobre o esforço gigantesco(colossal mesmo...) que foi necessário a um homem, nosso compatriota, para atirar para o barranco não só o nosso país como o resto do mundo que anda ainda de cabeça à roda por sua causa. Homérica tarefa, não concorda?

Teimoso me confesso, acho que não são só os objectivos que nos separam, antes o métodos. E cito-o:

"perceber que a solução da estalada e da revolta séria e à séria seja já o último trunfo que resta aos usados e abusados".

Ò pra ele ao estalo à Alemanha...

Ou seja, progressista me confesso, mas anedotas à parte!

Ao seu dispor se o senhorio não nos puser na rua!

MaesDoc disse...

Sobre a estalada à Alemanha, sabemos todos, felizmente, o que a história nos tem ensinado. Haverá tempo para esse tempo, de ensinar e colocar esses e outros luteranos da praça global em "su sitio".

Já sabemos todos também é que os métodos utilizados por Vossa Reverendíssima Figura, onde um aflitivo vazio impera, os seus esclarecidos objectivos que para além dum jogo obscuro de sorte e fortuna e de um egoísmo expectante, que nada parecem acrescentar a este mundo, para além de tudo isso, ficamos convictos que de si nada, mas mesmo nada aconteceria , no passado , no presente e no futuro.

Se dependesse de si, ninguém mexeria uma palha sequer, para endireitar o progresso do mundo . A anedota está presente sim , mas ligado ao seu impudente grito para se colocar em pontas, mimetizando gestos progressistas. O senhor nem como conservador deve ser levado a sério. Quem se acoita nas paragens dos autocarros esperando que o mais pintado passe, dever-se-ia era pintar de vergonha. E sabe porquê?

Muito simples. " Os lugares mais quentes do inferno estão destinados aos que, em tempos de grandes crises, se mantêm neutros."-Dante Alighieri (um especialista em inferno).

E claro, fica-lhe sempre bem falar em tarefas homéricas. Aquelas destinadas aos ousados, não é, meu Caro? Conhecemos uns tantos figurões assim, que vão olhando para os bigodins alheios como forma de se convencerem da sua maturidade. Sempre vivendo em função de quem os rodeia.

Se Vossa Iminência fosse uma ave seria um cuco, se fosse um ser mais pequeno, naturalmente seria um piolho . Um inútil parasita sempre disposto a prolongar a vida à custa da vida dos outros.

Sobre as vaidades, as megalomanias ,a sua obsessão pelas histórias infantis, já o Camões o tinha debaixo de olho quando um dia disse " Mas um velho, de aspecto venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente...".

Depois atreve-se a querer desligar a ganância e a fome das próprias apetências imperialistas de fanáticas cruzadas, antigas e modernaças, algumas até com cheiro hediondo a petróleo. Sempre me saiu um bigodado comentador.

Creio que se consegue aturar, mas por favor fique-se por aí. Ature-se , dispensando os outros de o fazer.

E aqui mando outras infantilidades, misturadas de barbas brancas, para ver se a sua hilariante presunção com muita inépcia pelo meio, se sensibilize e faça com que ao menos meia dúzia de neurónios desenferrujem algumas das suas sinapses. Não acredito, pessoal e profissionalmente, em casos perdidos. Tente.

http://www.esquerda.net/artigo/eric-toussaint-feira-de-saldos-dos-t%C3%ADtulos-gregos

http://www.esquerda.net/artigo/eric-toussaint-gr%C3%A9cia-no-centro-da-tormenta

http://www.esquerda.net/artigo/o-bce-servo-fiel-dos-interesses-privados.

Vá lá para a gruta, mas tenha cuidado com os quirópteros oriundos da Transilvânia que aí possam pulular. Daqueles que Vossa Magnificência acha que não se devem erradicar do mundo( pensa-se que por mero respeito pela raça).

E como já paguei o arrendamento do espaço, creio que não serei despejado assim tão facilmente. Nem pelo senhorio, nem pela sua imaculada vontade.

Manuel Estrada

Anónimo disse...

Ok, problema dos Boches arrumado! Não se incomode a explicar como arrumaria esses animais, um segredo que podia cair em ouvidos inimigos. Está combinado, você trata deles.
Para além da parte do reverendíssimo que muito agradeço, confesso que fiquei em branco! Não desviei um avião? Egoísmo expectante e obscuro de sorte e fortuna porquê se nem no Euromilhões costumo jogar e nem uma tia rica tenho? Voto, protesto, discuto, até tento decifrar o seu código na esperança vã de me iluminar o caminho, e vai você acusa-me de inércia?! Mesmo por não fazer revoluções com efeito retroactivo? Bolas!
E não contente assusta-me com o inferno de forma Dantesca. E porquê? Porque me mantenho neutro! Não ir a correr dar dois tabefes na Merkl dá direito a calinadas? Mas ó homem como sabe você que eu sou neutro? Foi o tal infernal Dante que lhe disse ou você aproveitou a deixa para se gabar de ser tu cá tu lá com o rei dos infernos?! E aqui para nós que ninguém nos ouve, não será que com medo de ficar pragmático se transformou num fanático que não sabe onde pegar no problema?! Acho mesmo que não faz a mínima ideia do que quer fazer mas insiste em mostrar serviço! Que me desculpe a franqueza.
E caríssimo, falava apenas de gente enxovalhada quando me referia à tarefa Homérica de aturar gente que não consegue mais que perseguir inimigos, reais ou convenientes.
Permita-me que lhe devolva a “iminência”, de mijar talvez, porque Eminência me não cairia bem. Mas é claro o propósito de me “elogiar”, o que recuso de tão mal acompanhado que anda, piolhos então já tinha reparado pela maneira como se coça na ignorância. Vejo até aqui como pretende elevar a conversa para raciocínios excelsos, sinal de que a inteligência está a entrar num ponto gasoso que é onde as ideias lhe fluem melhor. A partir daqui só pérolas são esperadas! Receio mesmo que da próxima me explique como se fazem os pastéis de Belém…
Sobre o Camões não me atrevo sequer a tocar na magistral oração de sapiência que por esta altura da noite já me escapa o sentido e a preguiça me empurra, mesmo o tema que me parece ser a política. Desconfio que saio daqui em branco, vai-me mais uma vez fugir com a revelação, o mistério que nos conduzirá à vida eterna. Não tenho aqui à mão o Código Da Vinci e a Terceira via do Cunhal talvez não venha a propósito…
O meu amigo aconselha-me a aturar-me. Caríssimo que remédio, não posso fugir disso e nem sabe o que custa quando me aparece outro ainda pior que eu. Acontece, imagine!
Dou agora com um texto seu que me aconselha a aturar-me. Que pensa que eu tenho feito a não ser isso, é minha obrigação! E a prova de que me candidatei à santidade é ter chegado a lê-lo até aqui. De forma improdutiva aliás, porque a minha expectativa era saborear a sua inteligência, e imaginava a qualidade dos seus neurónios, porque já desdenhou dos meus duas vezes.
Olhe, lamento que tenha fugido aos coices, sinto-me portanto envergonhado perante o hospedeiro se por acaso fez alguns estragos. Mas como diz que já pagou a consciência fica-me mais leve.
Meu caro Manuel Estrada, vejo agora a razão do Maes. Seja quem for no País de Viriato, fiquei com uma pulga no ouvido já há dias. Eu nem quero crer que a desgraçada me venha contar o que fiquei pensando. Se acertar nem imagina o retrato e a desilusão.
Até lá agasalhe-se

MaesDoc disse...

Pois é. E eu a julgar que compreenderia rapidamente a intenção da Iminência. Afinal deu-lhe para a paronimia enquanto eu, humildemente, não saí do malapropismo. Dando conta das ideias que V. Ex.a reclama possuir, mas nós aqui sempre à espera que apareçam, nem que venham a conta gotas. Nada. Quinquilheiros assim enganariam até o Alves dos Reis . Em tão boas notas se tentam refugiar.

Depois, num só fôlego, vem-nos dizer que protesta, discute e até vota. Acabando por aqui o seu delírio, dando-nos a perfeita ideia de como o mundo estaria debaixo das suas mãos e mente.

Não está nada mal para quem se confina às ordens de trabalho das suas reuniões e assembleias de condomínio. O seu universo. Tentando-se convencer que não foi inútil o esforço que a senhora sua mãe fez para o trazer a este mundo. Soubesse ela que a sua difícil tarefa dava nisto, teria olhado para a fórmula custo/ benefício com muito mais cuidado.

O meu amigo e episódico interlocutor , já nos disse bastas vezes que ora está nas lonas da sua cadeirinha de praia, ou nas grutas onde exercita os seus grotescos e grutescos( agora já sei que tenho que consolar as suas paronimices) comentários, ou sai-nos da toca, para umas despropositadas larachas de eco curto. Já concluímos que , qual Peter, não devemos exigir muito mais .

Até se atreve, confabulando, a chamar-me de fanático. Decerto por não aturar ou não achar que as suas pragmáticas metamorfoses adaptativas( vulgo camaleão de lingua inquieta) que nos trouxeram até aqui a um mundo podre, de miséria, de injustiça e de exploração, não são o caminho para sair dele. Meu caro, não fossem os seus declarativos fanáticos teríamos continuado a mandar gente e carne, para os canhões de África, Lorca não seria vingado à custa de gente que não se acobardou aos vários caudilhos, Vitor Jara não se teria exposto à chuva de Santiago. E o parente da Merkel, por acaso eleito com votos de papelinho, estaria ainda a escolher a raça pura olho por olho , mente por mente. E como V. Ex.a acha que esta actual opressão financeira e económica não se identifica nada com estas outras opressões , como nada ligou ou comentou dos escritos que lhe mandei com opiniões de outros tantos fanáticos, eis que chega hoje outro descontrolado e perigoso desvairado que só sabe perseguir inimigos fictícios, que foi vivendo em mundos amordaçados e pagando caro pela sua revolta , o virtual Mário Soares , a dizer-nos , com criminosas palavras, que os artistas e frutuosos pragmáticos que vão rebolando de gozo, quiçá se masturbando se estiverem para aí virados, com as várias Ruas Árabes , deveriam ter vergonha na cara quando pactuam com esta Europa franco alemã , e se vão mantendo neutros, desculpando-se com a inevitabilidade do pesadelo e à espera que nada entre para aquém do seu portal.

Mas presumo que V. Ex.a está bem como está, não é assaltado por problemas de sua consciência, expurgada que ela está de dúvidas e de malfeitorias, e até será um exemplo, por isso mesmo, de como se deve estar na vida e em comunidade. Só lhe faltará um pedestal debaixo dos seus quatro membros com uma boa base de sustentação e cornija adequada, não vá o diabo tecê-las e colocar em despesas o Jardim de Sete Rios.

Curioso também o facto de, ao falar-lhe do Camões e de como ele detectou ao longe os tinhosos Velhos do Restelo, vir-me V. Ex.a falar-me agora de Pasteis de Belem. Não me diga que por lá foi permanecendo no terreiro à espera das especiarias? Sempre me foi saindo um bom Catrineteiro Mor da corte.

Afinal também me enganei nos parasitas em causa. Disseram-me que eram piolhos, e disse o avisei, mas vem-me agora o amigo confirmar que são pulgas que, de tanto esperarem atrás da orelha, resolveram entrar em maiores intimidades e invadiram-lhe o conduto.

Aproveite e não deixe a família pular sozinha. Salte , salte, e se possível daqui para fora. A Quercus agradeceria.

E não me diga mais nada, não queira estragar a minha dose de bem estar que me chegou ontem do Old Trafford.

Manuel Estrada

MaesDoc disse...

Rodrigo

Como sempre, quero aproveitar para lembrar o próximo 2 de Dezembro.

Não sei quantos anos já se passaram, mas vai daqui um forte abraço por ires mantendo este teu cantinho, bem como o Cowboy e o Cavaquinho , esses talvez as verdadeiras meninas dos teus olhos.

Manel Estrada

Anónimo disse...

Pois é, exímio profissional do trocadilho, a sua carreira será, já é, um sucesso em qualquer evento onde haja copos de tinto e versos de pé quebrado. Boa sorte, é um artista português e não sou eu que o vou impedir ou desmotivar. Aproveite para cantar também e até o Zé Cabra lhe estende o tapete.
Já sei da sua ambição: Estátua e lugar no Panteão. Tem um conjunto de virtudes, nomeadamente a chamada palheta (abra as pestanas e não confunda com palheto). Na verdade vê-se que estudou a História e daí retirou ensinamento importante, nomeadamente dos mortos ou notabilizados em combate. Creio até que só se esqueceu injustamente de alguns sentados em Estrasburgo. E vejam lá que até o “reaccionário” Soares repescou!
Percebo que é homem de acção, gosta de líderes fortes que não partilham, nunca de fracos que armados em mariquinhas metem na cabeça que se deve perguntar aos cidadãos para onde querem ir. Daltonismo forte o ataca, digo eu. Só quem não conhece o sofrimento e a degradação a que chegaram e chegam os povos entregues ao livre arbítrio e ao despotismo de iluminados pode ter o lirismo infantil de ignorar que a força não controlada e voluntarista lixa os mexilhões. Acho portanto, e salvo legitima defesa colectiva, que quem tanto sofreu para se auto-determinar, opinar simplesmente como estamos a fazer sem receio de ser considerado traidor, por exemplo, só por atraso mental ou lirismo preconiza processos que não controla e se atira parvamente contra moinhos.
Vê-se a imaturidade de quem ainda não percebeu a diferença entre o nosso refilanço, a união que pressiona, as alianças que permitam vencer os mais fortes que nos tolhem, a persistência, a consciência de que os países são constituídos por povos egoístas como o nosso, logo agarradinhos aos aconchegos que conseguiram, versus a parola acção que preconiza:“vamos a eles que até os comemos”! Cheira-me a Pinto da Costa.
Aos sábios encartados convém lembrar aqui a história recente: Há poucos anos, e ainda agora se insiste, procurava demonstrar-se ser a crise, tudo enfim, inépcia dos governantes portugueses. Convocam-se os sábios e vê agora quem não é zarolho que praticamente todos os países europeus, pelo menos, bateram com o focinho no chão e ainda hoje voltámos ao lixo, ao mesmo tempo que colossos económicos correm para a casa de banho. Quero aqui dar o prémio cretino a quem não vê dois palmos à frente do nariz e só agora descobriu, se descobriu! Há quem chame a isto política mas eu chamaria falta de vista.
Resumindo quero dizer que os lunáticos que estão sempre a ver a desgraça se arriscam a encontrá-la e que as mezinhas caseiras apregoadas mais não são do que fanatismo e cegueira, incapacidade de ver como o mundo funciona e maior incapacidade ainda de mostrar um remédio mesmo que experimental. Estão excluídos venenos, aviso aos espertalhões.
O mundo está complicado e andam todos à nora? Olhe amigo, pode apostar o seu burro. Zandinga não faria melhor! Eu por mim reafirmo o que sempre disse, as soluções vão-se encontrando entre os erros e os egoísmos. E pode apostar o seu segundo burro, eu calculo que deve ter pelo menos dois para se irem revezando: Modere esse suposto ímpeto, parece-me mais garganta e ignorância que ciência política. Em vez de trocadilhos olhe a história e estude a natureza humana.
Já me esquecia da elegância das quatro patas em Sete Rios. É uma zurradela quadrúpede a que não vou ligar, mas reconheço digna dessas orelhas compridas
Ps: Já escrito o comentário vejo que vai cair logo depois da saudação merecida ao Rodrigo e forma de nos dar musica. Agora já está!

Rodrigo de Sá disse...

Bom, a música há-de continuar por aqui e por outros lados por onde ando. Vejam lá é se lêem bem a partitura, e não comecem a tocar sinfonias diferentes.

MaesDoc disse...

Rodrigo, meu Caro

Há quem se fique pelos lamirés da vida às apalpadelas pelas tablaturas que lhes vão servindo à frente dos olhos, e quem, como tu, consiga em folhas cheias de pentagramas, harmonizá-las nas mais belas sonatas, onde os humildes bemóis e sustenidos ganham som e cor.

Abraço

Manel

NR disse...

É bonito Rodrigo, hein? Se a dedicatória fosse para mim,(ai, ai, cadê o mérito!)considerava só como minha propriedade a partir da terceira linha, o resto terá sido qualquer coisa que se agarrou ao Html,oportunisticamente como é da tradição.