A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

quinta-feira, março 24, 2005

Evasão Legal

Há coisas na justiça portuguesa que por mais que tente, não consigo compreender.
Lembram-se daquele italiano que fugiu da cadeia de Ponta Delgada? Aquele que estava preso por tráfico de droga? Ele já foi novamente a julgamento, e está preso de novo. Obviamente que desta vez está preso por tráfico de droga, e por evasão do dito estabelecimento. Mentira. Ele só está preso por tráfico de droga.
Não foi tida em conta a sua fuga, uma vez que o muro de protecção não tem a altura mínima que é exigida por lei. Como o muro é ilegal, qualquer preso que conseguir fugir por aquele muro, não pode ser acusado de evasão prisional. O muro tem só um metro e meio.
Como não tem a altura mínima exigida, ninguém pode ser acusado de evasão. Então porque é que não o acusaram de evasão através da porta principal? Ou através da janela, usando os lençóis? Ou simplesmente através do uso de armas? Qualquer coisa. O homem fugiu, ou não fugiu? Como é que não pode ser acusado disto?
Já que estou a falar de polícias, fica esta cena que me deu vontade de chamar nomes (tendo em conta a pessoa em questão, não seria completamente descabido). À minha porta, vi com os meus olhos, um senhor agente da Polícia de Segurança Pública, tirou um cigarro da carteira, espremeu-a e atirou-a para o chão. Tenho pena de não ser polícia também, porque já teria ganho a minha comissão de multas do dia.

4 comentários:

Francisco disse...

E aquele rapaz de dezoito anos que já assaltou quase todas as casas da Calheta de Ponta Delgada e arredores, que foi apanhado em flagrante por um juiz jubilado... e que continua solto e, todas as noites, a visitar novas casas e a entrar pelos quartos dos respectivos proprietários? Uma tristeza...

Rodrigo de Sá disse...

A verdade é que não são casos isolados. Haverá muitos mais por aí parecidos. Assim, não consigo acreditar na justiça portuguesa.

João Pacheco de Melo disse...

Só no controlo dos parquímetros, desempenhando o humilhante papel de subordinados dos funcionários da empresa que os explora (a ambos; aos parquímetros e aos polícias), é que não faltam autoridades actuantes!
Bom. Podia ser pior!

Rodrigo de Sá disse...

Mas nem sempre. Já fui perdoado duas vezes em plena baixa citadina. Mesmo ao lado da Câmara Municipal.