A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

terça-feira, março 29, 2005

Afinal Havia Outra

Afinal havia outra,
E eu sem nada saber escrevia.
O meu blog andava agitado,
Com a carta que li um dia.

Afinal havia outra,
Enquanto eu sozinho falava.
Sem dizer nada, no seu canto,
Nesta carta ela pensava.

segunda-feira, março 28, 2005

3,2,1, Partida

Todos os anos a cena repete-se como se fosse sempre a primeira vez.
O público enche por completo as bancadas. Os concorrentes entram em cena. O director da corrida anuncia, por ordem de disposição na pista, a origem dos concorrentes. O público exalta-se com o aproximar da ordem de partida.
Está tudo em linha. Começou a corrida.
Só um pode vencer. Todos o querem fazer. É uma corrida sempre emocionante. Bem planeada. A cada passagem do concorrente favorito o público aplaude, como se estivesse de facto já a aplaudir o vencedor.
Afinal há justiça no desporto. Acaba sempre por ganhar quem melhor correu. Quem foi mais desportista. Há justiça sim, no resultado e na aclamação do vencedor.
O crime não compensa, e ganha sempre quem merece, ou não estivesse eu a ver pela vigésima sexta vez a corrida de quadrigas do filme Ben-Hur.

Dúvida

Desde quando é que os coelhos põem ovos de chocolate?

domingo, março 27, 2005

Sinto-me Neste Dever

Tudo começou aqui, por causa desta carta, que foi uma resposta a um texto publicado aqui. Texto este que é público, pois é a transcrição de uma intervenção na Assembleia Legislativa Regional.
A Vera Moniz, membro do secretariado de ilha de S. Miguel da J.S.D. Açores, sentiu-se no seu direito de defender o seu partido, e a sua J.S.D. Acho muito bem. Os meios usados é que talvez não tenham sido os mais apropriados. Mas isto são outras histórias. A verdade é que eu não fiquei indiferente à carta aberta, e de certa forma entrei na história. Quem leu o meu artigo anterior está bem enquadrado (mais ou menos), quem ainda não leu, que o faça agora, e volte a este texto a seguir.
Sinto-me no dever de responder aos comentários ao meu texto “Protesto (porque a liberdade tem destas coisas) feitos pela Vera, da mesma forma que sinto que a Vera merece uma resposta, nem que seja pelo respeito que tenho por ela. E reparem, nem sequer a conheço, mas só o facto de ela ter vindo visitar o meu blog, merece o meu agradecimento. Em jeito resposta e agradecimento, cá vai:

Tenho um sorriso maroto nos lábios: sacaninha, a meter-se comigo por causa da cor do meu blog. Ai, ai... :) Estou mesmo a sorrir. Achei piada a este comentário da cor. Eu próprio tenho muitas peças de roupa neste tom. Mas para que a coisa não fique por aqui, que tal uma visitinha ao meu outro blog? É só sobre música, e fica aqui

Nunca disse que não defendo as ideologias do meu partido. Apenas disse, que poderei algum dia discordar de alguma coisa.
Se o P.S.D. tivesse ganho com maioria absoluta, só mesmo com uma grande maioria absoluta laranja é que a J.S. não teria nenhum deputado na assembleia. Se bem me recordo, o próprio presidente da J.S., Nuno Tomé, estava em sétimo lugar da lista candidata às eleições regionais do ano passado. É definitivamente um lugar elegível, mesmo sabendo que haveria o risco de não haver maioria absoluta do P.S. Acho que havia também um militante da J.S. em décimo-primeiro lugar.
Não sei como funciona no P.S.D., mas do que sei, no P.S. as coisas são assim: A J.S. propõe um conjunto de candidatos. O partido concorda ou não. Caso concorde com os militantes propostos, passa-se à discussão dos lugares que estes irão ocupar na lista. E também, segundo o que sei, a J.S. fez força para que os outros militantes não ficassem tão para trás na lista, pois a intenção da J.S. era mesmo ter uma representação activa no parlamento.
Nunca disse que a J.S.D. Açores não era uma voz activa na região. E quando digo voz activa na Assembleia, digo: Alguém da J.S.D. que seja deputado, e que fale em discurso directo, em representação de pelo menos todo o resto da J.S.D. Açores. Mas porque é que a J.S.D. Açores não fez uma maior força para que um, um pelo menos, militante figurasse nas listas em lugares elegíveis? Não era pedir muito ao partido.
As minhas fontes de informação são as mesmas para a Juventude Socialista, Juventude Social Democrata, Juventude Comunista, Juventude Popular, ou outra Juventude qualquer. Acredito que a J.S.D. Açores tenha feito, ou tentado, ou tentará fazer tudo em nome da juventude açoriana, ainda bem. Mas no passado recente não me lembro de nada. E isto é que é estranho.
Aquela história de ser ou não licenciado, prende-se com o facto de até há 2 anos eu ser apenas o Rodrigo que toda a gente me tratava por tu. Agora que tenho um curso, já o Sr. Rodrigo, para os mais atrevidos, sou o sr. Dr. Rodrigo (o que me irrita, não sou doutor, sou professor). Até podem falar comigo na terceira pessoa, mas dispenso o Sr.
Há coisas que se sabem, e eu sei que a Vera é licenciada. E talvez se nos conhecermos, que terei muito gosto se isto acontecer, vai ver que temos uma proximidade de idade, que até nos iremos sentir um pouco incomodados se nos continuarmos a tratar por Sr., Sra., você.

Já agora: Aveiro? Porto?

sábado, março 26, 2005

Protesto (porque a liberdade tem destas coisas)

Estou farto que um deputado, ou militante diga: Nós somos a voz do Povo. Nós somos os representantes da juventude.
Tenho as minhas convicções políticas, sociais e religiosas. Sou militante de uma juventude partidária. Pertenço a um grupo coral de igreja. Não admito que ninguém diga que me representa, ou pensa por mim. Admito sim que alguém diga que pode escolher, ou fazer, ou deliberar, porque outro alguém lhe deu este poder. Refiro-me aos governantes que são eleitos. Não gosto quando dizem que estão a fazer uma coisa porque esta é a vontade do povo. O povo apenas lhes dá o poder. Não lhes dá a liberdade de pensarem como o povo, mas sim pelo povo. O que é diferente.
Eu sou eu, e penso da forma que quero. Tenho esta liberdade. Ser militante de um partido não é deixar que os outros pensem por nós, mas sim fazer os outros pensarem no que dizemos.
Muito antes de me fazer militante já dizia que o poder de discordar, é maior do que o poder de concordar. É por isso que sou militante de um partido. Sei que não posso mudar muito, mas pelo menos já tenho legitimidade para discordar do que acho que está mal dentro do meu próprio partido.
Vem isto tudo a propósito desta carta aberta.
Como pode a J.S.D. Açores se auto-proclamar como a maior juventude partidária açoriana, se só hoje fiquei a conhecer o nome de quem eu presumo ser o seu, neste caso a sua presidente? Como pode a J.S.D. Açores dizer que representa a juventude açoriana, se nem sequer tem um deputado que seja na Assembleia Regional? Outras juventudes partidárias açorianas têm representantes na Assembleia, que podem fazer muito, ou pouco, ou nada. Mas uma coisa é certa, se hoje há deputados que pertencem à facção da juventude de um partido, é porque o partido reconhece que têm créditos para ter um bom desempenho na política.
Se a J.S.D. Açores não tem deputados na Assembleia Regional, antes de atacar os outros deputados jovens, que se organize, e lute pelos seus direitos. E o direito da J.S.D. Açores é também ter deputados na Assembleia, e não ter apenas deputados do P.S.D., que vão para a Horta pensar como a J.S.D. Açores, ou pensar pela J.S.D. Açores. O dever do P.S.D. Açores é dar voz activa à J.S.D. Açores.
Não há juventudes partidárias maiores ou menores. Há sim juventudes activas e há juventudes passivas.
Até hoje só percebi duas coisas: A J.S.D. Açores tem uma militante que se chama Vera Moniz, e que já esteve, não sei se através da J.S.D., em Estrasburgo, ou Veneza, ou na Holanda. Não consigo perceber exactamente onde foi tirada esta fotografia.
E só mais uma coisa, dizer que estão na frente da batalha para e pela juventude açoriana, não significa nada. Conseguir ganhar a batalha, estando ou não na frente, é que interessa.

sexta-feira, março 25, 2005

Já Percebi Tudo (quase tudo)

Afinal de contas, o coelho não tem culpa de nada. Neste endereço está a explicação do coelho da Páscoa. Falta ainda explicar os ovos de chocolate.

http://www.msn.com.br/homem/classicos/Default.asp

quinta-feira, março 24, 2005

Evasão Legal

Há coisas na justiça portuguesa que por mais que tente, não consigo compreender.
Lembram-se daquele italiano que fugiu da cadeia de Ponta Delgada? Aquele que estava preso por tráfico de droga? Ele já foi novamente a julgamento, e está preso de novo. Obviamente que desta vez está preso por tráfico de droga, e por evasão do dito estabelecimento. Mentira. Ele só está preso por tráfico de droga.
Não foi tida em conta a sua fuga, uma vez que o muro de protecção não tem a altura mínima que é exigida por lei. Como o muro é ilegal, qualquer preso que conseguir fugir por aquele muro, não pode ser acusado de evasão prisional. O muro tem só um metro e meio.
Como não tem a altura mínima exigida, ninguém pode ser acusado de evasão. Então porque é que não o acusaram de evasão através da porta principal? Ou através da janela, usando os lençóis? Ou simplesmente através do uso de armas? Qualquer coisa. O homem fugiu, ou não fugiu? Como é que não pode ser acusado disto?
Já que estou a falar de polícias, fica esta cena que me deu vontade de chamar nomes (tendo em conta a pessoa em questão, não seria completamente descabido). À minha porta, vi com os meus olhos, um senhor agente da Polícia de Segurança Pública, tirou um cigarro da carteira, espremeu-a e atirou-a para o chão. Tenho pena de não ser polícia também, porque já teria ganho a minha comissão de multas do dia.

quarta-feira, março 23, 2005

Mais conselho musical...

... como sempre no Cowboy Cantor

Ma Nã Ma Nã

Grande maluco. Liguem o vosso som, e vão a este endereço.
http://users.pandora.be/stijnbern/mahnahmahna.htm

Tenho muitas saudades destes tempos. Divertia-me à brava com estas personagens, e outras. Ainda tenho um peluche que me foi oferecido quando fiz um ano. Em honra dos Marretas, chamo-o Fozzy.

sexta-feira, março 18, 2005

Perdidos Na Tradução (Ou em inglês "Love Is A Strange Place")

Há uma agência de viagens de Ponta Delgada, que há uns dias atrás estava a vender viagens para o Brasil desde 300€ (era mais ou menos isto). Para os estrangeiros, as viagens eram “since 300€”. Pois bem, “since” é realmente “desde”. Mas é desde uma data, ou de uma hora determinada, e nunca poderá ser utilizado como referência a um preço mínimo.
Por exemplo: “Danialice na blogosfera desde Dezembro de 2004 (acho eu)”. Em inglês: “Danialice in the blogospheare since December of 2004 (I believe)”.
Usando preços: “Rodrigo Tello à venda desde 500€ (era bom, era)”. Em inglês “Rodrigo Tello on sale from 500€ (dream on, dream on)”.
Com uma agência de viagens a se perder em traduções como estas, não me admirava se alguém marcasse férias para o Peru, e fosse parar à Turquia.

p.s.- Por falar em férias e viagens, não prometo nada, mas nas próximas duas semanas, é provável que não escreva muito para os meus blogs. Não vou de viagem, mas vou entrar em férias.

domingo, março 13, 2005

Lamento

Enquanto o meu clube traz na primeira página do seu jornal o lamento de que nos últimos cinco anos deu muitas medalhas de ouro a Portugal, e pagou milhões de impostos, eu como adepto revoltado com um treinador que ainda não percebeu que o Rodrigo Tello sabe jogar quase nada e é médio esquerdo, e como cidadão exemplar, vou começar a preencher pela primeira vez na minha vida uma declaração de I.R.S.
Vou preencher calado. Vou entregar calado. E vou receber a resposta calado. Se tiver de pagar alguma coisa, pago calado. Se for para não pagar, nem receber, fico calado. Se for para receber, fico calado.
Assim mesmo, calado, porque os não milionários, os que se levantam todos os dias às 7:30 da manhã para aturar crianças rebeldes, outras intratáveis, outras ainda que não querem nada na vida, devem ficar calados, e aceitar humildemente a sua condição de funcionário público.

sexta-feira, março 11, 2005

O Verdadeiro Capitão Pensa Bem

"É bom que não falem em nós como candidatos ao título, porque isto é sinal que estão a pensar em nós".
Sem mais, nem menos, senhor Simão Sabrosa.

segunda-feira, março 07, 2005

Especial U2

As Miau Girls sabem de umas condições especiais que dão direito comprar, ou habilitar-se a ter um bilhete para o concerto dos U2 em Portugal. Visitem o seu blog.
Entretanto, também sei de algumas condições especiais.
Para poderem comprar um bilhete devem preencher um destes requisitos:
1) Ser sócio do Benfica, ter menos de 12 anos, ter um cachecol que diga "Benfica Campeão", e um cachecol de todos os clubes onde jogam hoje em dia os últimos jogadores campeões pelo Benfica, incluindo clubes de reformados.
2) Ser sócio do Sporting, ter uma fotografia do Portugal-Inglaterra Euro 2004, em que se veja o Ricardo a fazer uma defesa, usando luvas, e ainda terão de gritar bem alto: "Ricardo és o melhor guarda-redes do mundo".
3) Serem sócios do Futebol Clube do Porto, trazerem uma fotografia vossa onde deverão estar ao lado do Pinto da Costa e do Emplastro, e ainda terem uma cópia de toda a ficha clínica do Bobby e do Tareco, bem como dos seus pedigree respectivos.

sexta-feira, março 04, 2005

(In)Comparações

Desde que o Presidente da República Jorge Sampaio decidiu dissolver a Assembleia, toda a gente anda a comparar este caso, com o de António Guterres. Agora, é a notícia de que Santana Lopes quer voltar à Câmara de Lisboa. Este facto também anda a ser comparado com o que se passou com Jorge Sampaio em 1991, depois de ter perdido umas legislativas.
Vamos esclarecer uma coisa: Jorge Sampaio quando se candidatou a primeiro ministro, não abandonou a câmara. Pediu apenas a suspensão de mandato para poder participar na campanha. Enquanto foi candidato a primeiro ministro, nunca assumiu outro cargo político. Depois de perder as eleições, foi com naturalidade que quis voltar à presidência da câmara de Lisboa.
Por seu lado, Pedro Santana Lopes, pediu a suspensão do mandato na câmara, concorreu a presidente do PSD, tornou-se primeiro ministro, sem sequer ter feito parte de alguma lista aquando da eleição de Durão Barroso, exerceu as funções de primeiro ministro, candidatou-se a primeiro ministro, ficou-se por apenas ser eleito deputado, e agora quer voltar à câmara.
Dito desta forma, até ficamos desorientados. De certeza que vão ter de voltar a ler o parágrafo anterior para perceberem o que escrevi. Eu também ando a tentar perceber o que vai na cabeça de Santana Lopes.

quarta-feira, março 02, 2005

Ouvi, mas preferia não ouvir

Já tinha ouvido dizer quem há jornalistas que o dizem. Mas nunca ouvi dizer o que já tinha ouvido dizer que alguns jornalistas dizem. Por outras palavras, hoje ouvi um jornalista dizer o que alguém já me tinha dito que alguns jornalistas dizem:
“O delinquente colocou-se em fuga.”
Esta é a figura de estilo mais enigmática que conheço.
Colocar: verbo transitivo, pôr num lugar; dispor; situar; pôr a render um capital; dar emprego.
Fuga: substantivo feminino, acto ou efeito de fugir; fugida; evasão; retirada.
Agora expliquem-me como se eu fosse uma criança de 5 anos: como é que alguém pode ficar num lugar, mas ao mesmo tempo estar a fugir?
Fico chateado com estas coisas? Claro que fico!

O Cowboy Cantor Passa-se

Descobri uns franceses muito divertidos. Como guardo as minhas crónicas musicais para o Cowboy Cantor, reencaminho-vos para lá através deste portal portal