A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

domingo, setembro 04, 2005

Nova Época

Está aberta a época 2005-2006 no Danialice.
Nesta época, que será a segunda do Danialice e do seu irmão Cowboy Cantor, os textos serão pensados nas viagens entre a Maia, a minha casa de sempre e para sempre, e a Povoação.
Pois é, este ano vou dar aulas para o lado sul da ilha. Já estive no lado Oeste, Ginetes. Passei para o oposto de São Miguel, Nordeste. E neste ano fico no sul, Povoação. Para o ano que vem talvez o Norte. A ver vamos. Enquanto não ficar efectivo, eu como centenas de professores, havemos de andar de um lado para o outro, armados caixeiros-viajantes à procura de local para instalar a banca.
E por falar em caixeiros-viajantes, parece que para o ano que vem os concursos dos professores vão ter uma nova solução: contratos de pelo menos 4 anos.
Qualquer solução que se apresente em relação aos concursos dos professores será sempre polémica, porque existirão sempre questões que prejudicarão os professores. Esta não fica atrás.
Se por um lado esta medida cria condições para um professor de 1º ciclo poder acompanhar os mesmos alunos do primeiro ao quarto ano de escolaridade, por outro lado, dificultará a possibilidade de um professor poder ser colocado o mais breve possível perto da sua área de residência. Esta sim deveria ser a primeira prioridade na colocação dos professores.
Em primeiro lugar, as colocações deveriam ser feitas de acordo com a área de residência dos professores em questão. Assim, um professor de São Miguel estaria mais classificado para ser colocado em Ponta Delgada, do que um professor da Terceira. Da mesma forma que um de Lisboa seria mais facilmente colocado no Casal Ventoso (com a graça de Deus, tudo corria bem ao docente), do que um professor do Porto, que este poderia ficar no Bairro de São João de Deus.
Quanto à questão dos contratos de 4 anos, deveria ser de outra forma. Em vez de um professor ser colocado numa escola durante 4 anos, obrigatoriamente, o contrato deveria ser feito como se costuma fazer com os jogadores de futebol, mas ao contrário. Ou seja, contratos de um ano, mais três de opção.
Assim, seria mais fácil para os professores poderem ir concorrendo todos os anos, até ficarem perto de uma área da sua residência, ou numa escola que por outras razões, que não geográficas, os agradasse.

5 comentários:

Nuno Barata disse...

Há sempre pros e contras em qualquer solução que se adopte na colocação de professores.
Para os lados da Povoação é mais fácil nos encontrar-mos.
Um abraço

Rodrigo de Sá disse...

Pois há. Em relação à minha área não me posso queixar muito, mas tenho também de pensar nos meus colegas.
Fica já prometido um almoço no Pic-Nic. Abraço.

José Couto disse...

Caro Rodrigo,
Embora o que defendes possa fazer sentido, há que ter em conta que o critério da área de residência, embora atendível, não pode ser um critério que se sobreponha a outros a meu ver flagrantemente mais importantes (como os anos de serviço; a média obtida...) Uma pessoa de VFC com 2 anos de serviço e uma classificação de 13 não pode ficar colocada em VFC em detrimento de um mariense (para não dizer mesmo um portuense ou um lisboeta...) com 5 anos de serviço e 14 de média, por exemplo. Por outro lado, o tempo de empregabilidade não pode ser um factor que vergue perante a estabilidade. Embora seja (como sabes) um defensor acérrimo da estabilidade, devo confessar que, apesar de tudo, considero mais grave uma pessoa em situação prolongada de desemprego que uma pessoa colocada longe do seu local de residência. Senão vejamos: 1) 2 pessoas com a mesma classificação; 2) um da terceira outro de S. Miguel; 3) a "disputar" uma vaga na EB de VFC 4) em que o terceirense está desempregado á 5 anos e o micaelense saiu agora da faculdade... não me parece legítimo que a vaga seja preenchida pelo micaelense só por ser de S. Miguel...
Ou seja, apesar de tudo, há critérios mais importantes (e que, como tal, devem ser primeiramente atendíveis) que a colocação no local de residência.
Contudo, devo dizer que acho que se pode e deve considerar a colocação no local de residência como um factor de maior relevância, do que é presentemente… Mas isso fica para outro comentário.

José Couto

Rodrigo de Sá disse...

Caríssimo,
Confesso que estás no último lugar da minha lista "Pessoas com quem gosto de discutir". Mesmo assim vou tentar:
Este assunto tem muito para se dizer, e qualquer decisão será sempre polémica, com muitos prós e contras.
Em relação à área de residência, é a meu ver uma solução menos má. Não é a melhor, pois neste assunto não há uma solução melhor.
Ambos concordamos que este factor é importante na colocação dos professores. A diferença está na importância que damos.
Se a área de residência fosse determinante, eu nunca teria ouvido um comentário de um colega meu que é de Viseu:
"Eu sei que trabalho nos Açores, mas não gosto dos Açores, nem gosto muito dos açorianos".
Bem sei que nem todos professores pensam assim, mas é insensato um professor de São Miguel ficar em casa, para dar lugar a um que nem sequer gosta das pessoas com quem convive.
Entretanto lembrei-me de outra coisa: como se pode explicar que um professor tenha colocação num ano, e no outro não consiga nada.

p.s.- O que se passa com os teus "h"? Já não é a primeira vez que escreves "á" querendo escrever "há".

Rodrigo de Sá disse...

Zé, sem querer que saias da lista das pessoas com quem gosto de discutir, faço um reparo: é muito difícil discutir com uma pessoa que seria capaz de se convencer a si próprio daquilo en que na realidade não acredita. Tu e os teus argumentos são muito difíceis de contrapor.
Acho que te vou pôr na lista "Pessoas com quem é um desafio discutir".