A Minha Rádio Podcast: Cowboy Cantor

domingo, junho 19, 2005

Papa Lá Esta

Posted by Hello


Podia fazer um comentário político a respeito deste desenho. Podia tentar tirar daqui um moral da história. Podia dizer muitas coisas a respeito das capacidades artísticas do Rui Pimentel, o homem dos desenhos na Visão. Podia dizer muitas coisas, mas com o receio de não estar à altura de tal obra de arte (entenda-se isto como um elogio ao desenho, e não ao desenhado), vou apenas referir-me à minha reacção (à altura do desenhado) quando vi pela primeira vez o desenho:
Caguei-me de tanto rir.

1 comentário:

José Couto disse...

Caro Rodrigo,
De facto, qualquer coisa que possamos dizer fica há quem desta obra... Contudo Baptista-Bastos (BB) escreveu e passo a citar:
"Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.

Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70,invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou:
«Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se».

O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira.

Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução.

Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco:
«Arquive-se na casa de banho».

A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades.

Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação.

Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição.

Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?

O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha.

Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde. A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis.

Não pertenço a esse grupo."

Desculpa ter sido tão longo... mas penso que mereceu!

Zé Couto